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Tecnologia

Time de cientistas avalia novos polímeros no Sul

04/08/2004 | 00h00

Quanto uma embalagem plástica suporta de peso sem estourar e espalhar seu conteúdo? Esse é um dos desafios enfrentados pela indústria petroquímica. Mas, quando se depara a um interminável questionário de dúvidas dos clientes, a tarefa para as empresas se torna mais complicada.
Recentemente, a Braskem formou um time de cientistas com dedicação integral para identificar os fenômenos por que passam os polímeros - as resinas usadas pela indústria de embalagens.
O grupo, especializado nas ciências dos polímeros, é formado por cinco engenheiros doutores ou mestres. Eles atuam nos laboratórios do Centro de Tecnologia e Inovação da Braskem, em Triunfo, no pólo petroquímico do Rio Grande do Sul, criado no fim de 2002.
Uma de suas principais tarefas é promover a bateria de testes nos produtos. Avaliação do desempenho mecânico, como a resistência e a durabilidade dos materiais, fazem parte do cardápio.
"Fazemos um processo de engenharia reversa para descobrir as características dos materiais", explica Mônica Evangelista, gerente do laboratório e coordenadora da equipe de cientistas. A partir de uma amostra os cientistas analisam as peculiaridades de um determinado plástico e emitem um relatório sobre suas propriedades num prazo de uma semana. Em 15 dias, sai o diagnóstico sobre a possibilidade de ser fabricado pela companhia.
Como forma de aumentar o valor agregado de suas commodities, a Braskem investe de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões por ano em pesquisas e desenvolvimento de produto. O centro de tecnologia em Triunfo detém ativos de R$ 300 milhões, uma parte deles herdados das companhias que formaram a Braskem. "Para cada real investido no centro tecnológico, o retorno em receitas é de R$ 6,5", diz o diretor de tecnologia, Luís Fernando Cassinelli.
Para ampliar a pesquisa, a Braskem montou, no fim de 2003, em parceria com a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), de Canoas (RS), o centro petroquímico de pesquisa e desenvolvimento, o primeiro da América Latina. O projeto é de R$ 9 milhões, a maior parte com recursos da Finep.
Além de complementar os trabalhos da unidade de Triunfo, o centro universitário serve como campo de provas aos alunos de engenharia. "Os alunos têm condições de repetir os processos usados pela indústria", diz Nelmar Mazzochi, diretor de faculdade de engenharia química da Ulbra, que inclui também o pioneiro curso de engenharia do plástico.
Desde sua criação em 2002, a Braskem já patenteou 106 processos ou produtos nacionalmente. Mas a empresa não rejeita a compra de tecnologia no exterior. "Não somos obrigados a comprar tecnologia de ninguém, mas viajamos o mundo para prospectar as novidades", explica Cassinelli. "Temos um corpo capacitado para fazer escolhas. Para nós, a independência é boa."



Fonte: Valor Econômico
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