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Pessoas

ThyssenKrupp cria cargo de CEO para o país

20/06/2012 | 13h49
A ThyssenKrupp (TK) surpreendeu ontem o mercado ao anunciar a criação do cargo de CEO para as operações brasileiras da companhia. O indicado para o posto foi Michael Höllermann, com 22 anos de casa, dos quais metade no Brasil onde é o CEO da ThyssenKrupp Forging Group. A primeira tarefa do executivo é construir uma sede regional em São Paulo para garantir maior integração entre as 21 empresas subsidiárias do grupo. Elas empregam 21 mil pessoas.
 
 
A iniciativa do grupo alemão, segundo assessores, integra o plano estratégico de fortalecimento dos negócios em emergentes como o Brasil, onde atua em produção de elevadores, fornecedora da indústria automotiva, prestadora de serviços à indústria, construção de instalações e produção de aço.
 
 
Na ótica de fontes do setor siderúrgico, a estratégia da ThyssenKrupp contrasta com a opção tomada em 15 de maio de colocar à venda os ativos da ThyssenKrupp Steel Americas que inclui uma laminadora no Alabama (EUA) e a fábrica de aço Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), erguida em Santa Cruz, município do Rio.
 
 
No caso da CSA, um complexo siderúrgico que custou € 5 bilhões aos cofres do grupo alemão, mais uma participação de quase 30% da Vale, trata-se do maior investimento da companhia no mundo. Especula-se no mercado que uma possível missão do novo executivo será a de contatar diretamente potenciais interessados na usina de Santa Cruz.
 
 
Um mês depois de colocada à venda apenas um candidato se manifestou publicamente. Trata-se do presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, que admitiu em entrevista interesse pelos 73,1% da empresa alemã na CSA.
 
 
Na avaliação de analistas da Ativa Corretora, o negócio parece negativo para a CSN. Os analistas enxergaram pouca sinergia e baixa atratividade para um ativo de placas (de aço) no atual cenário siderúrgico no mercado interno e externo, com margens cada vez mais pressionadas, reduzindo as perspectivas de rentabilidade. O cenário para a indústria de aço ainda não é dos mais favoráveis. Há um excedente de oferta de 500 milhões de toneladas do produto no mundo.

 
As apostas no mercado são de que Steinbruch tem recursos para fazer uma oferta pela usina. No último balanço da Thyssen, o valor da siderúrgica foi depreciado para US$ 3,5 bilhões.
 
 
O empresário pode ter um aliado se avançar no seu propósito. O interesse do governo brasileiro é que a usina da Thyssen seja comprada por grupos nacionais. A Vale foi a primeira a ser sondada pela presidente Dilma, mas não quis, apesar de ter direito de preferência na venda como sócia minoritária. A Usiminas também está fora e o grupo Gerdau, apontado como um dos candidatos, até agora não se pronunciou. Empresas chinesas, como a Baosteel, que tentou entrar no mercado brasileiro sem sucesso, e a coreana Hyundai são apontadas como pretendentes com apetite pelo negócio. Mas o grupo alemão ainda não disponibilizou os dados da CSA para os potenciais compradores. Nem contratou bancos para assessorá-lo na operação.


Fonte: Valor Econômico
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