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Energia

Térmicas impactam distribuidoras

23/05/2013 | 16h39

 

A queda do volume das hidrelétricas e a necessidade do acionamento das térmicas tiveram impacto nas contas das companhias do setor de energia, sobretudo para as distribuidoras, mas o repasse de recursos do Tesouro Nacional minimizou o estrago nos números das empresas.
Segundo levantamento feito pelo 'Valor PRO' com os balanços do primeiro trimestre, os custos com energia de cinco grandes distribuidoras de capital aberto do setor subiram 9,1%, incluindo encargos do uso do sistema de transmissão e distribuição, além dos recursos federais. Os custos só com energia comprada para revenda subiram mais: 23,5%.
Sem os repasses do governo, que foram feitos para evitar a transferência dos gastos para as tarifas, os custos totais com energia teriam avançado cerca de 50%. O levantamento considera os números das áreas de distribuição da Copel, CPFL, Light, Eletropaulo e Cemig.
Para que evitar que eventuais reajustes tarifários pressionassem a inflação, o governo criou um "gatilho": toda vez que o custo da térmica gerar um impacto sobre os reajustes anuais de tarifas superior a 3%, serão usados recursos da Conta de Desenvolvimento Enérgico (CDE). Os consumidores devolverão o montante nos cinco reajustes dos anos seguintes e as empresas terão esse tempo para ressarcir os valores ao Tesouro.
A distribuidora que teve o maior aumento de custos, incluindo encargos, foi a Copel, do Paraná, com alta de 28,1%. Segundo a equipe financeira da empresa, os custos tiveram influência sobre o lucro líquido e o resultado operacional (Ebitda) consolidados da companhia, embora a área de geração tenha registrado ganhos com a venda de energia no mercado livre.
No geral, a elevação dos custos não gerenciáveis das distribuidoras está relacionada ao despacho de térmicas (Encargo de Serviços do Sistema - ESS), à exposição involuntária ao mercado de curto prazo e ao risco hidrológico não coberto pela tarifa no ano de 2013. O governo emitiu decreto autorizando o repasse de recursos da CDE para minimizar os efeitos.
Ao todo, a Copel, por exemplo, contabilizou repasses de R$ 212,6 milhões relativos aos três primeiros meses deste ano. A empresa já recebeu R$ 203,6 milhões e os R$ 9 milhões restantes serão recebidos no próximo trimestre, de acordo com o relatório da administração.
A expectativa de empresas do setor e analistas é que o dinheiro gasto com os custos não compensados pela CDE volte para o caixa das empresas, "mais cedo ou mais tarde", via reajuste tarifário. A equipe financeira da Copel não trabalha com a expectativa de novos repasses da CDE relativos aos custos dos três primeiros meses do ano. "Caso exista um valor a ser repassado para a tarifa, será avaliado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por ocasião do reajuste tarifário da Copel, em junho".
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) avalia que a ajuda do governo foi essencial para as empresas, mas não contemplou todos os custos. "A princípio os resultados estão melhores que o esperado em função do decreto. Mas não resolveu 100% do problema, pois não cobriu todos os custos com as térmicas", disse Nelson Fonseca Leite, presidente da Abradee.
No caso da Light, distribuidora do Rio, o custo global adicional do acionamento das térmicas previsto para 2013 é de R$ 400 milhões e para 2012 é de R$ 200 milhões. O total de R$ 600 milhões é bem abaixo da cifra de R$ 1,4 bilhão estimada inicialmente, caso não houvesse a ajuda do governo. "Felizmente houve uma evolução muito grande, uma sensibilidade por parte do governo. Estamos estimando que esse valor de R$ 1,4 bilhão foi reduzido para R$ 600 milhões [a partir do Decreto 7.945/2013]", afirmou o presidente da Light, Paulo Roberto Pinto, em teleconferência com analistas.
Os custos de energia da Light, considerando encargos, subiu 20,5% no primeiro trimestre, na comparação com igual período de 2012. A empresa recebeu R$ 428,3 milhões do governo no primeiro trimestre. Mesmo assim, de acordo com relatório do Citi, divulgado após o balanço, a Light apresentou um Ebitda bem abaixo das estimativas, prejudicado pelo cenário difícil. "A queda é explicada, sobretudo, pelo desapontador Ebitda do segmento de distribuição com a compra de energia e custos acima do esperado", afirmaram os analistas Marcelo Britto e Kaique Vasconcellos.
O diretor de relações com investidores da CPFL, Eduardo Takeiti, afirmou que os custos maiores foram compensados. Em relação à expectativa para os próximos trimestres, no que diz respeito ao acionamento das usinas térmica, o executivo afirmou que essa é uma decisão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
A CPFL Energia teve um acréscimo de 6,6% nos custos com compra de energia, com encargos. A companhia atribuiu ao aumento a queda no lucro líquido de 1,7%, para R$ 405 milhões. Sem o repasse de R$ 698,2 milhões da CDE, os custos teriam corroído o lucro da empresa.
"Já vimos algumas usinas com custos de despacho mais caro sendo desligadas. No entanto, precisamos ainda observar a evolução da hidrologia para determinar se as unidades permanecerão ligadas ao longo do ano ou não. Estamos com os reservatórios em cerca de 61%, o que nos dá conforto para afastar qualquer risco de suprimento em 2013", afirmou a companhia.
A Eletropaulo teve custos com energia praticamente estáveis na comparação anual, mas, se considerados só custos com energia comprada para revenda, sem encargos, a variação é de 17,9%. Sem o repasse do governo, de R$ 316,9 milhões nos três meses, os custos com energia teriam subido muito mais. Rinaldo Pecchio, vice-presidente financeiro, afirma que eventuais custos que não forem cobertos pelo repasse serão repassados para a tarifa no reajuste anual.
Na sexta-feira a agência Moody's colocou os ratings da empresa em revisão para possível rebaixamento. Segundo a agência, os preços de energia no mercado à vista são uma das principais preocupações.

A queda do volume das hidrelétricas e a necessidade do acionamento das térmicas tiveram impacto nas contas das companhias do setor de energia, sobretudo para as distribuidoras, mas o repasse de recursos do Tesouro Nacional minimizou o estrago nos números das empresas.


Segundo levantamento feito pelo 'Valor PRO' com os balanços do primeiro trimestre, os custos com energia de cinco grandes distribuidoras de capital aberto do setor subiram 9,1%, incluindo encargos do uso do sistema de transmissão e distribuição, além dos recursos federais. Os custos só com energia comprada para revenda subiram mais: 23,5%.


Sem os repasses do governo, que foram feitos para evitar a transferência dos gastos para as tarifas, os custos totais com energia teriam avançado cerca de 50%. O levantamento considera os números das áreas de distribuição da Copel, CPFL, Light, Eletropaulo e Cemig.


Para que evitar que eventuais reajustes tarifários pressionassem a inflação, o governo criou um "gatilho": toda vez que o custo da térmica gerar um impacto sobre os reajustes anuais de tarifas superior a 3%, serão usados recursos da Conta de Desenvolvimento Enérgico (CDE). Os consumidores devolverão o montante nos cinco reajustes dos anos seguintes e as empresas terão esse tempo para ressarcir os valores ao Tesouro.


A distribuidora que teve o maior aumento de custos, incluindo encargos, foi a Copel, do Paraná, com alta de 28,1%. Segundo a equipe financeira da empresa, os custos tiveram influência sobre o lucro líquido e o resultado operacional (Ebitda) consolidados da companhia, embora a área de geração tenha registrado ganhos com a venda de energia no mercado livre.


No geral, a elevação dos custos não gerenciáveis das distribuidoras está relacionada ao despacho de térmicas (Encargo de Serviços do Sistema - ESS), à exposição involuntária ao mercado de curto prazo e ao risco hidrológico não coberto pela tarifa no ano de 2013. O governo emitiu decreto autorizando o repasse de recursos da CDE para minimizar os efeitos.


Ao todo, a Copel, por exemplo, contabilizou repasses de R$ 212,6 milhões relativos aos três primeiros meses deste ano. A empresa já recebeu R$ 203,6 milhões e os R$ 9 milhões restantes serão recebidos no próximo trimestre, de acordo com o relatório da administração.


A expectativa de empresas do setor e analistas é que o dinheiro gasto com os custos não compensados pela CDE volte para o caixa das empresas, "mais cedo ou mais tarde", via reajuste tarifário. A equipe financeira da Copel não trabalha com a expectativa de novos repasses da CDE relativos aos custos dos três primeiros meses do ano. "Caso exista um valor a ser repassado para a tarifa, será avaliado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por ocasião do reajuste tarifário da Copel, em junho".


A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) avalia que a ajuda do governo foi essencial para as empresas, mas não contemplou todos os custos. "A princípio os resultados estão melhores que o esperado em função do decreto. Mas não resolveu 100% do problema, pois não cobriu todos os custos com as térmicas", disse Nelson Fonseca Leite, presidente da Abradee.


No caso da Light, distribuidora do Rio, o custo global adicional do acionamento das térmicas previsto para 2013 é de R$ 400 milhões e para 2012 é de R$ 200 milhões. O total de R$ 600 milhões é bem abaixo da cifra de R$ 1,4 bilhão estimada inicialmente, caso não houvesse a ajuda do governo. "Felizmente houve uma evolução muito grande, uma sensibilidade por parte do governo. Estamos estimando que esse valor de R$ 1,4 bilhão foi reduzido para R$ 600 milhões [a partir do Decreto 7.945/2013]", afirmou o presidente da Light, Paulo Roberto Pinto, em teleconferência com analistas.


Os custos de energia da Light, considerando encargos, subiu 20,5% no primeiro trimestre, na comparação com igual período de 2012. A empresa recebeu R$ 428,3 milhões do governo no primeiro trimestre. Mesmo assim, de acordo com relatório do Citi, divulgado após o balanço, a Light apresentou um Ebitda bem abaixo das estimativas, prejudicado pelo cenário difícil. "A queda é explicada, sobretudo, pelo desapontador Ebitda do segmento de distribuição com a compra de energia e custos acima do esperado", afirmaram os analistas Marcelo Britto e Kaique Vasconcellos.


O diretor de relações com investidores da CPFL, Eduardo Takeiti, afirmou que os custos maiores foram compensados. Em relação à expectativa para os próximos trimestres, no que diz respeito ao acionamento das usinas térmica, o executivo afirmou que essa é uma decisão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).


A CPFL Energia teve um acréscimo de 6,6% nos custos com compra de energia, com encargos. A companhia atribuiu ao aumento a queda no lucro líquido de 1,7%, para R$ 405 milhões. Sem o repasse de R$ 698,2 milhões da CDE, os custos teriam corroído o lucro da empresa.


"Já vimos algumas usinas com custos de despacho mais caro sendo desligadas. No entanto, precisamos ainda observar a evolução da hidrologia para determinar se as unidades permanecerão ligadas ao longo do ano ou não. Estamos com os reservatórios em cerca de 61%, o que nos dá conforto para afastar qualquer risco de suprimento em 2013", afirmou a companhia.


A Eletropaulo teve custos com energia praticamente estáveis na comparação anual, mas, se considerados só custos com energia comprada para revenda, sem encargos, a variação é de 17,9%. Sem o repasse do governo, de R$ 316,9 milhões nos três meses, os custos com energia teriam subido muito mais. Rinaldo Pecchio, vice-presidente financeiro, afirma que eventuais custos que não forem cobertos pelo repasse serão repassados para a tarifa no reajuste anual.


Na sexta-feira a agência Moody's colocou os ratings da empresa em revisão para possível rebaixamento. Segundo a agência, os preços de energia no mercado à vista são uma das principais preocupações.

 



Fonte: Valor Econômico
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