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Energia elétrica

Térmicas flexíveis podem garantir eletricidade até 2009

22/09/2004 | 00h00

"Se nenhuma providência for tomada agora para garantir a geração de energia, o Brasil sofrerá novamente com a falta de eletricidade em 2007 ou 2008", afirmou o diretor da Wärtisla para o Mercosul, Robson Campos. Durante o I Workshop Internacional sobre geração térmica flexível, o executivo expressou sua preocupação com a perspectiva de que algumas hidrelétricas só entrem em operação em 2009.
O evento, promovido pela companhia finlandesa, foi realizado na quinta-feira (16/09) e reuniu executivos da Petrobras, Eletrobrás, El Paso, entre outros representantes do setor energético. Segundo o comunicado da empresa, foi consensual a opinião de que as térmicas flexíveis multi-combustíveis têm espaço e importância para a garantia de energia no país. "As térmicas flexíveis seriam a solução mais interessante para cobrir esse "gap" de energia", sugeriu Campos. A alternativa das térmicas a gás, também foram cotadas, mas é preciso ter combustível e logística para transportá-lo.
Segundo o gerente de desenvolvimento de negócios da Wärtsilä e professor da UERJ, Antonio Lima, as térmicas flexíveis são econômicas porque consomem combustível apenas quando necessário e são construídas rapidamente e, por isso, são ideais para serem acionadas emergencialmente. "Contar com fontes de geração alternativa, como eólica ou solar, também seria perigoso, pois o suprimento depende da natureza", comentou. 
O presidente da Associação Brasileira de Geração Térmica Flexível (Abragef), antiga Associação Brasileira dos Produtores de Energia Emergencial (ABPEE), José da Costa Carvalho Neto, disse, no evento, que prevê espaço para as térmicas emergenciais nos leilões de energia nova que serão promovidos pelo Ministério de Minas e Energia, competindo, inclusive, com térmicas a gás.
A Wärtisla informou, em nota, que as térmicas emergenciais somam cerca de 1800 MW, sendo que metade será descontratada em 31 de dezembro deste ano e, os outros 900 MW, no último dia de 2005. Segundo Carvalho Neto, a aplicação dessas usinas após o fim dos contratos ainda não está definida. Ele ressaltou que a segurança ao atendimento que essas usinas proporcionam são de grande importância para o sistema elétrico do país e avalia que a melhor opção seria que as mesmas funcionassem de forma complementar ao sistema hídrico, funcionando quando os níveis dos reservatórios estiverem baixos.
O professor Adilson de Oliveira, do Instituto de Economia da UFRJ, também frisou que as térmicas flexíveis são indispensáveis para a segurança do abastecimento e para eliminar risco de racionamento. Ressalvou, no entanto, que é preciso minimizar o investimento necessário para atingir esse objetivo e respeitar a política de desenvolvimento do potencial hidrelétrico.



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