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Cotação

Temor com Arábia Saudita e Irã volta a elevar o petróleo

02/03/2011 | 09h48
Num sinal de possível aumento da tensão no país, a Arábia Saudita deteve um importante clérigo xiita, depois de ele ter pedido reformas políticas no país. O caso fez o petróleo subir nos mercados internacionais, que temem que o maior exportador do mundo possa enfrentar levantes como os de outros países árabes. No Irã, outro grande exportador, manifestantes foram dispersados por tropas de choque quando marchavam pedindo a libertação de líderes oposicionistas.
 

A bolsa de Riad caiu 6,8% ontem, a maior queda desde dezembro de 2008 com o temor maior de distúrbios no país. O petróleo tipo Brent fechou em US$ 115,42 em Londres, com alta de US$ 3,62 para vencimento em abril. O petróleo WTI para abril subiu US$ 2,66 e fechou o dia a US$ 99,63 em Nova York.
 

"O desempenho [da bolsa] saudita mostra que os riscos geopolíticos continuam sem solução na região", afirmou Omair Ansari, estrategista do Gulfmena Alternative Investments, de Dubai. "Há ainda rumores de protestos no país marcados para 11 e 20 de março, o que gera um clima de incerteza."
 

Na Arábia Saudita, o clérigo Tawfiq al-Amir, que já havia sido detido antes por falar sobre liberdade religiosa, defendeu que o país se torne uma monarquia constitucional e pediu o fim da discriminação contra a minoria xiita. Ele teria falado em um sermão de sexta-feira, na cidade de Hafouf, e foi preso no domingo, segundo Mohammad Gabran, ativista de direitos humanos no país.
 

A Arábia Saudita é uma monarquia absolutista que aplica uma versão austera do islã sunita e não tolera dissidência pública. Sua minoria xiita, cerca de 10% a 15% dos 18 milhões de habitantes, se queixa de discriminação, acusação rejeitada pelas autoridades. A área em que se concentra a população xiita é uma das principais produtoras de petróleo no país.
 

"Anteriormente, a sua única preocupação era a liberdade religiosa, mas em seu último sermão ele [Al-Amir] mudou sua direção e começaram a exigir uma monarquia constitucional", afirmou Gabran. "Ele me ligou quando chegaram para levá-lo. Informaram-lhe que eram da segurança do Estado e chegaram a levá-lo." O governo saudita não comentou a prisão.
 

Analistas dizem que as autoridades sauditas temem que a instabilidade possa se espalhar a partir do vizinho Bahrein, onde a maioria xiita têm protestado contra o governo sunita. Milhares de pessoas estão circulando petições por e-mail e por redes sociais para pedir reformas, o fim da corrupção e uma monarquia constitucional na Arábia Saudita.
 

No Irã, de maioria xiita, as autoridades se negarem a confirmar o paradeiro de dois líderes oposicionistas aparentemente presos em meio à organização de protestos no país. Mirhossein Mousavi e Mehdi Karoubi já estavam sob prisão domiciliar desde que convocaram uma manifestação em 14 de fevereiro, em solidariedade à onda de protestos do Norte da África.
 

A polícia iranianas disparou bombas de gás lacrimogêneo e entrou em choque com oposicionistas em Teerã, quando manifestantes faziam um protesto para pedir a libertação dos dois líderes, segundo um site da oposição.
 
 
Também no Iêmen houve manifestações. O presidente Ali Saleh destituiu cinco governadores de províncias para tentar aplacar os protestos. Ainda assim, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas na capital, Sanaa, e em outras cidades para pedir a saída de Saleh.


Fonte: Valor Econômico
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