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Desenvolvimento sustentável

Tecnologia, informação e engenharia ambiental orientarão o desenvolvimento mundial

27/08/2014 | 09h42

 

O professor norte-americano Thomas Heller, especialista em política climática, avalia que o próximo ciclo de desenvolvimento mundial passará por amplas mudanças tecnológicas. Em entrevista ao Portal da Indústria, o vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2007 destacou que as grandes mudanças estarão condicionadas à organização das informações, da tecnologia e das redes. Ele estima que num prazo de 20 ou 30 anos o sistema educação e os empregos serão completamente diferentes dos atuais.
Heller participou na quarta-feira (20), da terceira edição do CNI Sustentabilidade, no Rio Janeiro. Ele fez a palestra de abertura do evento, ocasião em que alertou que a inovação é a principal fonte para o crescimento da indústria. Na entrevista, ele disse ter baixas expectativas quanto à possibilidade de um grande acordo internacional para a redução da emissão de gases do efeito estufa. Leia os principais trechos da entrevista:
O senhor disse em algumas ocasiões que os avanços significativos da história da humanidade decorreram de grandes saltos tecnológicos. Com a impressão 3D e a transformação do processo produtivo, estamos caminhando para uma terceira revolução industrial?
Thomas Heller - Quase todo crescimento econômico é originado por mudanças tecnológicas, mas a forma como elas se tornam aptas a serem implantadas na economia demanda mudanças importantes na organização dos negócios, nas instituições, nas políticas e nas finanças, nunca acontecem por elas mesmas. Agora, penso que são três as maiores mudanças em curso nesse momento inicial de uma nova história.
Quais são essas mudanças?
Thomas Heller - A mais importante é o crescimento da informação, da tecnologia e da rede. A segunda área é a de ciência dos materiais, que está trazendo invenções e o desenvolvimento de novos mecanismos capazes de operar com muito mais eficiência e mais formas de segurança do que no passado. E, finalmente, a área que apresenta as principais mudanças é a de engenharia biológica, que tenta entender a fundamentação da estrutura da química orgânica e como reorganizar artificialmente o campo da genética ou outras formas de aplicação da rede biológica, com a abordagem da informação e da tecnologia.
E quais os papeis dessas áreas?
Thomas Heller - Essas três áreas são fundamentais na mudança da forma com que a gente faz quase tudo no tempo presente. Às vezes, eu digo que a mais importante empresa de energia atualmente é a Google, porque as mudanças não vêm nem tanto pela energia, mas pela forma como se organiza a informação e o sistema de comunicação, como se controla o tráfego com o Wase ou a forma com que a gente controla nossas casas. Portanto, penso que estamos na fase inicial da aplicação de um sistema de dados, de controle múltiplo e instantâneo de sistemas de comunicação e de inteligência artificial. Daqui a 20 ou 30 anos, quase nada vai parecer como hoje. Nem os empregos nem as finanças nem o sistema de educação. Em 20 ou 30 anos, vamos ver coisas que estão começando agora a serem transformadas por uma aplicação após a outra na sociedade, mas o maior problema é a velocidade com que isso tem acontecido, os locais onde estão começando e quão rápido estão sendo difundidas pelo mundo. O futuro é claro. A questão é como chegarmos lá.
O senhor defende a mudança do modo de produção. Como a requalificação de resíduos pode contribuir para essa produtividade, uma vez que estimula a otimização do uso do recurso natural?
Thomas Heller - A produtividade dos recursos naturais, “como fazemos agricultura para produzir comida” ou “como fazemos nossa energia”, é algo que não temos como reiniciar. No entanto, podemos obter melhores informações para o aumento da produtividade, buscando como trazer nutrição para as plantas, como levar água para irrigação da agricultura, como usar energia de forma eficiente para obter sistemas artificiais. Então, os impactos desses sistemas de rede são necessários para reduzir a demanda ou aumentar a eficiência.
Quais as suas expectativas para a conferência da ONU para mudanças climáticas de Lima, a COP 20, no fim deste ano, e para a de Paris, a COP 21, em 2015?
Thomas Heller - Tenho baixas expectativas. Acho que o mundo trabalhou muito pesado para evitar grandes fracassos como o de Copenhagen, como vimos na COP 15, em 2009. Acho que as pessoas aprenderam que esse tipo de prosseguimento falha. Na verdade, o processo de mudança desacelerou. Então, acho que vão ter mais cuidado para não prosseguir com falhas. Por outro lado, não espero que nada aconteça que cause sérias mudanças no trajeto dos negócios e governos.
Mas o senhor considera que haverá algum acordo internacional?
Thomas Heller - Imagino que continuarão as mesmas promessas de transferir dinheiro para países pobres do mundo. Mas não é o dinheiro que verdadeiramente vai trazer mudanças no que já está acontecendo. Portanto, estimo que haja um tipo de adiamento, muitas recomendações e negociações, e países planejando o que eles entendem que já estão fazendo. Os Estados Unidos, por exemplo, estão aumentando o uso de gás natural para atender as leis. Mas estão longe de uma nova política que tenha impacto na mudança de comportamento. Eu espero muito pouco.

O professor norte-americano Thomas Heller, especialista em política climática e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2007, avalia que a inovação é a principal fonte para o crescimento da indústria. 

Heller participou na quarta-feira (20), da terceira edição do CNI Sustentabilidade, no Rio Janeiro. Em entrevista ao Portal da Indústria, o destacou que as grandes mudanças estarão condicionadas à organização das informações, da tecnologia e das redes. 

Leia os principais trechos da entrevista:

O senhor disse em algumas ocasiões que os avanços significativos da história da humanidade decorreram de grandes saltos tecnológicos. Com a impressão 3D e a transformação do processo produtivo, estamos caminhando para uma terceira revolução industrial?

Thomas Heller - Quase todo crescimento econômico é originado por mudanças tecnológicas, mas a forma como elas se tornam aptas a serem implantadas na economia demanda mudanças importantes na organização dos negócios, nas instituições, nas políticas e nas finanças, nunca acontecem por elas mesmas. Agora, penso que são três as maiores mudanças em curso nesse momento inicial de uma nova história.

Quais são essas mudanças?
Thomas Heller - A mais importante é o crescimento da informação, da tecnologia e da rede. A segunda área é a de ciência dos materiais, que está trazendo invenções e o desenvolvimento de novos mecanismos capazes de operar com muito mais eficiência e mais formas de segurança do que no passado. E, finalmente, a área que apresenta as principais mudanças é a de engenharia biológica, que tenta entender a fundamentação da estrutura da química orgânica e como reorganizar artificialmente o campo da genética ou outras formas de aplicação da rede biológica, com a abordagem da informação e da tecnologia.

E quais os papeis dessas áreas?
Thomas Heller - Essas três áreas são fundamentais na mudança da forma com que a gente faz quase tudo no tempo presente. Às vezes, eu digo que a mais importante empresa de energia atualmente é a Google, porque as mudanças não vêm nem tanto pela energia, mas pela forma como se organiza a informação e o sistema de comunicação, como se controla o tráfego com o Wase ou a forma com que a gente controla nossas casas. Portanto, penso que estamos na fase inicial da aplicação de um sistema de dados, de controle múltiplo e instantâneo de sistemas de comunicação e de inteligência artificial. Daqui a 20 ou 30 anos, quase nada vai parecer como hoje. Nem os empregos nem as finanças nem o sistema de educação. Em 20 ou 30 anos, vamos ver coisas que estão começando agora a serem transformadas por uma aplicação após a outra na sociedade, mas o maior problema é a velocidade com que isso tem acontecido, os locais onde estão começando e quão rápido estão sendo difundidas pelo mundo. O futuro é claro. A questão é como chegarmos lá.

O senhor defende a mudança do modo de produção. Como a requalificação de resíduos pode contribuir para essa produtividade, uma vez que estimula a otimização do uso do recurso natural?
Thomas Heller - A produtividade dos recursos naturais, “como fazemos agricultura para produzir comida” ou “como fazemos nossa energia”, é algo que não temos como reiniciar. No entanto, podemos obter melhores informações para o aumento da produtividade, buscando como trazer nutrição para as plantas, como levar água para irrigação da agricultura, como usar energia de forma eficiente para obter sistemas artificiais. Então, os impactos desses sistemas de rede são necessários para reduzir a demanda ou aumentar a eficiência.

Quais as suas expectativas para a conferência da ONU para mudanças climáticas de Lima, a COP 20, no fim deste ano, e para a de Paris, a COP 21, em 2015?
Thomas Heller - Tenho baixas expectativas. Acho que o mundo trabalhou muito pesado para evitar grandes fracassos como o de Copenhagen, como vimos na COP 15, em 2009. Acho que as pessoas aprenderam que esse tipo de prosseguimento falha. Na verdade, o processo de mudança desacelerou. Então, acho que vão ter mais cuidado para não prosseguir com falhas. Por outro lado, não espero que nada aconteça que cause sérias mudanças no trajeto dos negócios e governos.

Mas o senhor considera que haverá algum acordo internacional?
Thomas Heller - Imagino que continuarão as mesmas promessas de transferir dinheiro para países pobres do mundo. Mas não é o dinheiro que verdadeiramente vai trazer mudanças no que já está acontecendo. Portanto, estimo que haja um tipo de adiamento, muitas recomendações e negociações, e países planejando o que eles entendem que já estão fazendo. Os Estados Unidos, por exemplo, estão aumentando o uso de gás natural para atender as leis. Mas estão longe de uma nova política que tenha impacto na mudança de comportamento. Eu espero muito pouco.

 



Fonte: Redação/ Assessoria
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