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Artigo

Tecnologia do futuro, por Luiz Gonzaga Bertelli

23/03/2017 | 07h47

O principal poluente das emissões dos veículos automotores é o monóxido de carbono (CO²), responsável pelo maior índice de poluição atmosférica na capital paulista. Quando se compara com o veículo, que utiliza a mistura da gasolina (27%) ao etanol, o carro movido ao combustível derivado da cana-de-açúcar registra índices de emissões de monóxido de carbono bem menores.

Isto insere o Brasil, cada vez mais, em um cenário privilegiado nos acordos internacionais sobre a redução do dióxido de carbono, diminuição da poluição ambiental e melhoria do clima.

Ao contrário dos EUA e outros países desenvolvidos, o Brasil possui uma disseminada rede de distribuição do etanol em milhares de postos de abastecimento, espalhados por todo território nacional.

Em virtude do seu reconhecido universalmente potencial agroenergético, extensão territorial, domínio das tecnologias e condições ecológicas favoráveis, o Brasil tem todas as condições que permitem gigantescas produções de etanol.

Para os nossos especialistas na matéria, o etanol da cana é um combustível renovável e limpo, apresenta toxidez ambiental reduzida, é biodegradável, tem elevada octanagem e emite até 90% menos gases de efeito estufa (GEEs) do que a gasolina. Experiência sem similar no mundo, na dimensão que foi promovido, o uso do etanol nos veículos automotores encontra-se, nos dias atuais, em uma ocasião de fundamental análise, nos seus aspectos estratégicos, políticos, econômicos e ambientais.

É descabível, portanto, que seja necessária no Brasil a importação de volumes consideráveis de etanol, como está ocorrendo nos dias fluentes, a fim de viabilizar a exportação do açúcar, de forma a aproveitar os elevados preços do alimento no mercado externo. Desta forma, caberia uma definição realista e atualizada da posição do etanol, como combustível, na matriz energética nacional. Caso isto não ocorra, a situação conduzirá à extinção do mercado de veículos a etanol, em que pese todo o esforço feito desde a criação do Proálcool, na sua produção e tecnologia implantada. Ademais, esquecemos que graças à mistura do etanol anidro na gasolina automotiva, o Brasil eliminou a necessidade do emprego do chumbo tetraetila, composto tóxico e pernicioso à saúde.

A indústria sucroalcooleira é, ainda, responsável pelo número expressivo e qualidade de empregos gerados no campo e nas usinas. Com déficit de empregos na Nação de mais de 200 mil pessoas, as ocupações geradas pela atividade econômica do açúcar e do etanol encontram-se perto de 1 milhão, com carteiras assinadas e outros benefícios concedidos.

Recentemente, uma indústria fabricante de automóveis japonesa desenvolveu a revolucionária tecnologia do uso da célula a combustível movida a etanol, que resolve a questão da infraestrutura do hidrogênio. Em decorrência, o derivado da cana (etanol) é enriquecido pelo elevado teor de hidrogênio em sua molécula.

Pelo fato, já assinalado, do Brasil manter uma estrutura capilar de distribuição de etanol, em todo o território pátrio, fica resolvida a questão do emprego do hidrogênio de forma absolutamente segura e viável economicamente.

Outrossim, consoante assevera o professor Plínio Nastari, presidente da Datagro, a nova tecnologia permitirá que o consumo dos combustíveis nos veículos automotores caia, substancialmente e irá valorizá-los pelo seu teor de hidrogênio.

Artigo publicado originalmente no Jornal DCI em 22/03/2017.



Fonte: Luiz Gonzaga Bertelli
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