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Química e Petroquímica

Tanure passa de 19% na HRT e mede forças com fundo

28/01/2014 | 09h41

 

Em pouco mais de um mês, o empresário Nelson Tanure comprou 19,25% do capital da petroleira HRT, por meio da JG Petrochem. Agora, deverá medir forças com outro acionista relevante da companhia, o fundo americano Discovery, que possui 17,7% das ações. Uma assembleia marcada para março deverá eleger um novo conselho para a petroleira. Do jeito como as participações estão, é bastante provável que o conselho continue dividido e refletindo a intensa briga societária na HRT.
O aumento da participação de Tanure poderá significar a necessidade de abertura de diálogo entre ambos, ainda que seja para que apenas um deles permaneça.
No entanto, na sexta-feira passada, a JG abriu uma arbitragem contra o Discovery, alegando que o fundo ultrapassou 20% de participação na companhia e, por essa razão, deveria fazer uma oferta por toda empresa pagando um prêmio, como prevê o estatuto da HRT. O JG quer que o fundo faça a oferta em 60 dias e enquanto isso não acontece, requer o bloqueio de suas ações.
Aparentemente, a tentativa da JG pode ser a de impedir que o Discovery vote na assembleia. E nesse caso, a chapa indicada pela atual administração, que tem pelo menos quatro conselheiros próximos a Tanure, poderá ser eleita com facilidade.
De seu lado, o Discovery encaminhou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um parecer de advogados que avaliam que a assembleia de acionistas que elegerá um novo conselho para a HRT pode acontecer antes de março. Essa assembleia estava inicialmente marcada para 15 de janeiro passado. Em reunião em dezembro, por decisão de quatro membros do conselho, Marcio Mello, fundador da HRT e três aliados, essa assembleia foi adiada e remarcada apenas para março, sob alegação de que o prazo era necessário para atender exigências da legislação do Canadá, onde a HRT também é listada.
O parecer apresentado pelo Discovery, apurou o Valor, informa que essa assembleia poderia acontecer no início de fevereiro sem ferir as regras canadenses. Devido a uma possível antecipação da assembleia, inclusive, a JG de Tanure teria intensificado a compra de ações da HRT na bolsa nos ultimos pregões, atingindo rapidamente os 19,25%, já estando próxima do limite que a obrigaria a disparar uma oferta pela empresa toda. Desde o início dessa movimentação, que apareceu no fim de dezembro, os papéis da HRT valorizaram mais de 60% na bolsa. O adiamento da assembleia também tornou possível à JG formar uma posição relevante na petroleira, a ponto de medir forças com o Discovery, que é acionista da HRT desde a abertura de capital.
Sem a fatia relevante da JG, o fundo americano e outros investidores aliados conseguiriam eleger um novo conselho para a empresa, enfraquecendo a representatividade de Mello. Ninguém explicou ainda porque, mas Tanure, aparentemente, comprou uma briga com o Discovery pelo controle da HRT.
Com produção recente de petróleo através da aquisição do campo de Polvo, nenhum gás comercializável e cerca de R$ 200 milhões no caixa, a HRT é alvo de uma disputa cujo motivo mais visível é o controle do caixa que resta e investimentos, mas que pode ter raízes mais complexas. Em dezembro, durante reunião de conselho, Mello e três outros conselheiros aliados acusaram dois conselheiros indicados pelo Discovery e outro acionista que saiu da companhia, o Southeastern, de estarem agindo em conflito de interesses.
A razão alegada é o fato de trabalharem ou serem conselheiros de outras empresas do setor sem ter revelado o fato, apesar de seus currículos terem sido divulgados antes da AGE que os elegeu. Mesmo assim, eles foram afastados, junto com dois membros do conselho fiscal, o que acabou provocando uma renúncia coletiva de seis conselheiros, deixando a HRT com apenas quatro conselheiros.
Membro do conselho fiscal afastado nessa reunião, Marcello Joaquim Pacheco notificou a CVM sobre o que o considerou "contato irregular e suspeito" por parte de Roberto Luz Portella, indicado para fazer parte do conselho de administração na chapa proposta pela companhia. Segundo uma fonte do Valor, Portella participou de reuniões com membros da administração da HRT em dezembro como "advisor" de Nelson Tanure.
Pacheco informa à CVM que na correspondência, enviada por meio eletrônico, Roberto Portella "se propõe a servir de mediador ou agente facilitador de realização de um acordo junto a HRT", para negociar "um acerto final". O conselheiro diz ao regulador que considera a abordagem "irregular" e suspeita e que "tal propositura possa envolver prática irregular junto ao mercado acionário representando interesses desconhecidos (acionistas ou membros do conselho de administração)". O Valor fez contato com Roberto Portella mas não teve resposta até o fechamento desta edição.

Em pouco mais de um mês, o empresário Nelson Tanure comprou 19,25% do capital da petroleira HRT, por meio da JG Petrochem. Agora, deverá medir forças com outro acionista relevante da companhia, o fundo americano Discovery, que possui 17,7% das ações. Uma assembleia marcada para março deverá eleger um novo conselho para a petroleira. Do jeito como as participações estão, é bastante provável que o conselho continue dividido e refletindo a intensa briga societária na HRT.

O aumento da participação de Tanure poderá significar a necessidade de abertura de diálogo entre ambos, ainda que seja para que apenas um deles permaneça.

No entanto, na sexta-feira passada, a JG abriu uma arbitragem contra o Discovery, alegando que o fundo ultrapassou 20% de participação na companhia e, por essa razão, deveria fazer uma oferta por toda empresa pagando um prêmio, como prevê o estatuto da HRT. O JG quer que o fundo faça a oferta em 60 dias e enquanto isso não acontece, requer o bloqueio de suas ações.

Aparentemente, a tentativa da JG pode ser a de impedir que o Discovery vote na assembleia. E nesse caso, a chapa indicada pela atual administração, que tem pelo menos quatro conselheiros próximos a Tanure, poderá ser eleita com facilidade.

De seu lado, o Discovery encaminhou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um parecer de advogados que avaliam que a assembleia de acionistas que elegerá um novo conselho para a HRT pode acontecer antes de março. Essa assembleia estava inicialmente marcada para 15 de janeiro passado. Em reunião em dezembro, por decisão de quatro membros do conselho, Marcio Mello, fundador da HRT e três aliados, essa assembleia foi adiada e remarcada apenas para março, sob alegação de que o prazo era necessário para atender exigências da legislação do Canadá, onde a HRT também é listada.

O parecer apresentado pelo Discovery, apurou o Valor, informa que essa assembleia poderia acontecer no início de fevereiro sem ferir as regras canadenses. Devido a uma possível antecipação da assembleia, inclusive, a JG de Tanure teria intensificado a compra de ações da HRT na bolsa nos ultimos pregões, atingindo rapidamente os 19,25%, já estando próxima do limite que a obrigaria a disparar uma oferta pela empresa toda. Desde o início dessa movimentação, que apareceu no fim de dezembro, os papéis da HRT valorizaram mais de 60% na bolsa. O adiamento da assembleia também tornou possível à JG formar uma posição relevante na petroleira, a ponto de medir forças com o Discovery, que é acionista da HRT desde a abertura de capital.

Sem a fatia relevante da JG, o fundo americano e outros investidores aliados conseguiriam eleger um novo conselho para a empresa, enfraquecendo a representatividade de Mello. Ninguém explicou ainda porque, mas Tanure, aparentemente, comprou uma briga com o Discovery pelo controle da HRT.

Com produção recente de petróleo através da aquisição do campo de Polvo, nenhum gás comercializável e cerca de R$ 200 milhões no caixa, a HRT é alvo de uma disputa cujo motivo mais visível é o controle do caixa que resta e investimentos, mas que pode ter raízes mais complexas. Em dezembro, durante reunião de conselho, Mello e três outros conselheiros aliados acusaram dois conselheiros indicados pelo Discovery e outro acionista que saiu da companhia, o Southeastern, de estarem agindo em conflito de interesses.

A razão alegada é o fato de trabalharem ou serem conselheiros de outras empresas do setor sem ter revelado o fato, apesar de seus currículos terem sido divulgados antes da AGE que os elegeu. Mesmo assim, eles foram afastados, junto com dois membros do conselho fiscal, o que acabou provocando uma renúncia coletiva de seis conselheiros, deixando a HRT com apenas quatro conselheiros.

Membro do conselho fiscal afastado nessa reunião, Marcello Joaquim Pacheco notificou a CVM sobre o que o considerou "contato irregular e suspeito" por parte de Roberto Luz Portella, indicado para fazer parte do conselho de administração na chapa proposta pela companhia. Segundo uma fonte do Valor, Portella participou de reuniões com membros da administração da HRT em dezembro como "advisor" de Nelson Tanure.

Pacheco informa à CVM que na correspondência, enviada por meio eletrônico, Roberto Portella "se propõe a servir de mediador ou agente facilitador de realização de um acordo junto a HRT", para negociar "um acerto final". O conselheiro diz ao regulador que considera a abordagem "irregular" e suspeita e que "tal propositura possa envolver prática irregular junto ao mercado acionário representando interesses desconhecidos (acionistas ou membros do conselho de administração)". O Valor fez contato com Roberto Portella mas não teve resposta até o fechamento desta edição.



Fonte: Valor Econômico
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