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Energia

Suzlon prevê mais disputa entre eólicas e térmicas a gás

02/05/2011 | 10h03
Cada vez mais mencionadas como alternativas para complementar a geração de energia das grandes hidrelétricas no Brasil, principalmente depois do acidente nuclear no Japão, a energia eólica e a biomassa terão de competir mais duramente no próximo leilão de ajuste. Marcado para julho, esse leilão terá térmicas a gás competindo com as energias alternativas, ao contrário do que se viu no ano passado, quando das 56 usinas que ganharam o certame, 50 eram eólicas.
 

"Era de se esperar algo assim de novo, mas aí entraram os competidores a gás e isso vai exigir mais cálculos", afirma Arthur Lavieri, presidente da indiana Suzlon Energia Eólica do Brasil.
 
 
Mesmo assim, a Suzlon está preparando projetos para 40 clientes interessados em participar do leilão. A preocupação com o gás natural se justifica. O energético que tem a Petrobras como principal fornecedora respondeu por 9% das novas usinas térmicas leiloadas no Brasil entre 2005 e 2010, com 5,2244 mil megawatts (MW) contratados. E apesar de tão falada, a geração eólica no Brasil ainda é incipiente quando comparada com outras fontes. São apenas 939 MW instalados, que representam 0,8% da capacidade de geração do país, que é de 113,7 mil MW. Se forem somados os projetos em construção e já com contratos, o número sobe para 4,1 mil MW.
 

Entre 2005 e 2010 foram contratados 3,854 mil MW de energia eólica, o que representa 6% dos 59,3 mil MW contratados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no período. O presidente da Suzlon acha que esse quadro pode começar a mudar se o Brasil se tornar um polo de construção de equipamentos aerogeradores para suprir toda a demanda da América Latina, e não só do Brasil. E compara o potencial de geração eólica da região, de 500 gigawatts (GW) a 600 GW, com a atual capacidade instalada, de aproximadamente 2 mil MW construídos principalmente no Brasil, México, Peru e Argentina, para reforçar seu ponto de vista.
 

A Suzlon compete no fornecimento de equipamentos eólicos em terceiro lugar no ranking mundial, atrás da dinamarquesa Vestas e da americana GE. Na China, país que responde por 46% do consumo mundial de energia de base eólica - foram 15 mil MW instalados somente em 2010 -, a Suzlon tem uma fatia de 3%. O que não é pouco considerando que o governo chinês reserva apenas uma parcela de 10% do seu mercado doméstico para companhias estrangeiras.
 

"Com US$ 200 milhões, a julgar pelo que a Suzlon fez na China, é possível assentar em um país toda a operação integrada de produção. Sendo que hoje já existem outros interessados querendo trabalhar no Brasil justamente por causa da questão do financiamento do BNDES. Então, porque não transformar a América Latina em um hub de energia eólica? Mas estou falando de tecnologia de fabricação, não de importação", diz Lavieri.
 

"A complementariedade das hidrelétricas com eólicas é absoluta", ressalta Lavieri, que cita como exemplo disso o Estado de São Paulo. Ali os reservatórios das hidrelétricas atingem seu pico nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, enquanto os picos de vento nas eólicas acontece em julho e agosto.
 

A própria Suzlon já anunciou investimento de R$ 30 milhões em uma fábrica capaz de produzir até 300 pás aerogedoras por ano. A empresa está analisando duas cidades no Ceará. Hoje, com 42% do mercado brasileiro de energia eólica, a empresa começou a operar no Brasil seis anos atrás e em 2010 gerou receitas de R$ 1,1 bilhão no país. A expectativa de Lavieri é repetir esse resultado em 2011.
 
 
Entre seus clientes estão quatro das maiores geradoras de energia eólica do Brasil, como a Siif Énergies, comprada pela CPFL e que é dona do maior parque eólico do Brasil, o de Praia Formosa (Ceará); a Servitec Bons Ventos; a Inpel; e o Rosa dos Ventos, do grupo português Martifer. O potencial eólico do Brasil já mapeado é de 143,47 GW, volume que pode aumentar já que o estudo considera pás com 50 metros de altura, quando já existem até de 128 metros.


Fonte: Valor Econômico
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