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Empresas

Suzlon fecha acordo com Aeris para produzir pás eólicas

08/08/2011 | 09h50
A empresa indiana Suzlon fechou um acordo comercial com a Aeris Energy para produzir pás eólicas no Brasil. Com isso, a empresa antecipa a nacionalização dos produtos em 90 dias, mas adia o plano de ter uma fábrica própria no país. O investimento dos indianos será de R$ 10 milhões para trazer os moldes de suas pás, enquanto a Aeris investe R$ 50 milhões para erguer a fábrica no Ceará, que deve ficar pronta em outubro.

Os indianos são hoje um dos maiores fornecedores de aerogeradores no Brasil. A carteira de pedidos da companhia é de R$ 880 milhões para uma capacidade instalada dos projetos de 260 megawatts (MW), a maior parte com energia vendida nos leilões do governo federal realizados nos últimos dois anos. O presidente da Suzlon no Brasil, Arthur Lavieri, tem ainda expectativa de fechar novos contratos com o leilão que acontece na próxima semana. Mas na sua avaliação, o volume a ser negociado no leilão deste ano vai ser menor que em anos anteriores quando se negociou cerca de 2 mil MW por disputa. "Minha percepção é que não vai chegar a 1.500 MW em função da disputa com as térmicas a gás", disse Lavieri.

O resultado do leilão também será definitivo para decisões do grupo em eventualmente instalar produção no Sul do país. Hoje os pedidos se concentram no Nordeste e a parceria com a Aeris traz ganhos logísticos para a distribuição e preços de equipamentos da empresa.

Para a Aeris, esse é o primeiro negócio fechado desde que anunciou a construção da fábrica no Ceará. A empresa brasileira tem como controlador um fundo de investimentos em participações da família Negrão, que era dona dos laboratórios Medley, e será competidora direta da Tecsis, que fica no interior de São Paulo. O diretor-executivo da Aeris, Bruno Vilela, diz que a fábrica terá capacidade de produzir oito diferentes moldes de pás mas ele espera ter apenas três diferentes clientes. A Suzlon vai ocupar 50% da capacidade instalada da empresa e já estuda trazer, em um segundo momento, um segundo molde de pás, para ventos mais brandos.

Lavieri, da Suzlon, diz que o plano da empresa para o Brasil é desenvolver pás específicas para os ventos brasileiros. O projeto de montar um centro de pesquisa no país, entretanto, está parado e os estudos devem ser retomados em outubro. A empresa quer primeiro iniciar a produção na parceria com a Aeris. Na primeira fase do acordo, serão produzidas 200 pás para 70 aerogeradores. Mas os contratos em carteira requerem mais 300 pás. Isso significa que a empresa vai importar pás e também as turbinas propriamente ditas. A Suzlon é hoje a quinta maior fabricante mundial de equipamentos para geração eólica.

O pacote anunciado pelo governo para incentivar a indústria nacional ainda não foi plenamente analisado pela Suzlon, mas não há expectativa de grandes mudanças para a indústria eólica.


Fonte: Valor Econômico
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