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Petroquímica

Suzano vai disputar os novos projetos do setor

20/07/2004 | 00h00

O grupo Suzano, controlado pela família Feffer com atuação na indústria de papel e celulose, não está querendo que a Braskem reine sozinha no setor petroquímico. Armando Guedes Coelho, diretor superintendente da Suzano Petroquímica, disse que o grupo está disposto a disputar os grandes projetos de investimentos no setor. Os principais empreendimentos previstos até o fim da década, que têm à frente a Petrobras, são a nova fábrica de polipropileno em São Paulo e o pólo gás-químico na fronteira da Bolívia.
No caso do polipropileno, Guedes sugere que a estatal faça uma associação com os dois grupos - Suzano e Braskem - para construção da fábrica. Na visão do executivo, a união dos três grupos seria a melhor solução para evitar conflito e desgaste político. "Se ganharmos a fábrica, Emílio Odebrecht (principal acionista da Braskem) reclamará com o Lula. Se perdemos, será a vez do David Feffer (controlador do grupo Suzano)."
O investimento, segundo estimativa da Petrobras, é de US$ 226 milhões para produzir 300 mil toneladas ao ano de polipropileno - uma das resinas com maior crescimento. Deve ser o primeiro dos cinco projetos selecionados pela estatal na petroquímica a sair do papel. A previsão é que em três meses a companhia anuncie quem serão seus parceiros.
A participação da Suzano seria feita pela Polibrasil, na qual divide a sociedade com a Basell, uma joint-venture entre o grupo alemão Basf e o anglo-holandês Shell.
A idéia da Suzano seria ressuscitar uma espécie de controle tripartite na petroquímica. O modelo estruturou essa indústria no país nos anos 70 com capitais nacional, estrangeiro e estatal.
Mas o modelo serviu também mais recentemente de base para a construção da sociedade controladora do pólo gás-químico do Rio de Janeiro, a Rio Polímeros, o primeiro do gênero no país, no qual a Suzano é sócia da Petrobras e do grupo Unipar.
Além dos 33% na Rio Polímeros, a Suzano detém ainda um terço do capital da Politeno e 20% da Petroflex. Em 2003, o grupo faturou quase R$ 4 bilhões, dos quais 31% das receitas vieram da área petroquímica.
Na sociedade idealizada por Guedes, os três sócios - Petrobras, Suzano e Braskem - teriam partes iguais na nova unidade de polipropileno, que deverá ser construída próxima à refinaria de Paulínia, a Replan (SP).
Cada um deles ficaria, segundo Guedes, com um terço da produção, mas que seria comercializada separadamente por cada um dos grupos. "A Petrobras poderia montar um departamento comercial ou vender proporcionalmente sua cota aos dois parceiros."
Guedes acha que a proposta não seria um entrave ao modo como os investidores perceberiam o negócio. "Não é uma empresa voltada para resultados, mas montada no conceito de custos", disse. "A tecnologia seria a mesma que nós e a Braskem usamos, o que não causaria um problema para nenhum dos grupos", afirmou.
A idéia, no entanto, não atrai a rival. "A Braskem tem uma empresa formada com a Petrobras, com terreno próximo à Replan, licença ambiental, tecnologia e, tendo a definição do projeto, a fábrica poderá entrar em operação em um ano e meio", disse o vice-presidente da companhia, Alexandrino de Alencar. "Se temos um casamento, por que meter mais um no meio?"
O futuro do projeto passa pela Petrobras, a principal fornecedora de matéria-prima. Procurada, a estatal, que vem conversando com os dois grupos, segundo representantes da Suzano e Braskem, não se pronunciou sobre o assunto.
Além da unidade de polipropileno, a Suzano Petroquímica também pretende analisar a possibilidade de investir no pólo gás-químico que a Petrobras pretende montar na fronteira entre o Brasil e a Bolívia. O investimento, orçado em mais de US$ 1 bilhão, também faz parte do conjunto de projetos da Petrobras.
E, assim como a unidade de polipropileno, a Suzano pretende entrar na disputa com a Braskem. "O futuro da petroquímica brasileira passa pela mudança na matriz da matéria-prima", diz Guedes. Para ele, o gás ganhará cada vez mais espaço em detrimento ao nafta, usado pela Petrobras para fazer combustível.
Ele ressaltou que a Suzano já está posicionada na tecnologia à base de gás com a Rio Polímeros, o que a torna candidata natural a participar de projetos com essa fonte de matéria-prima.
Além dos dois negócios, a Suzano acredita no potencial de expansão da Rio Polímeros, cuja inauguração está prevista para meados de 2005. Segundo Guedes, um investimento adicional de US$ 40 milhões seria suficiente para elevar a capacidade de 520 mil toneladas para mais de 700 mil de eteno.



Fonte: Valor Econômico
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