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Sustentabilidade é a política do Polo Petroquímico, por Claudemir Peres

17/08/2018 | 15h43
Sustentabilidade é a política do Polo Petroquímico, por Claudemir Peres
Divulgação Divulgação

Hoje o Polo Petroquímico do ABC dispõe de todas as condições necessárias para garantir a sua perenidade enquanto importante complexo industrial da região, formado por diversas empresas atuantes na extensa cadeia produtiva do setor, desde a matéria-prima até a transformação do produto final. Este patamar foi alcançado justamente porque todo o seu desenvolvimento é orientado pelo conceito da sustentabilidade, que pressupõe o atendimento equilibrado aos pilares econômico, social e ambiental.

Do ponto de vista econômico, o Polo possui grande atratividade pela localização privilegiada. Situado na região Sudeste, o maior centro consumidor da América Latina, fica próximo ao principal porto brasileiro, o de Santos, e bem servido pelas rodovias do Estado, fatores que geram diferencial competitivo para os produtos fabricados aqui. A sua produção responde por 66% da arrecadação de Mauá e 36% de Santo André, ambas em VAF (Valor Adicionado Fiscal).

Diferentemente da indústria automotiva, que possui maior geração de valor até a entrega do veículo, a petroquímica a apresenta na etapa posterior à sua produção, uma vez que produz matérias-primas que serão transformadas em produtos de consumo. É o elo inicial de diversos segmentos de mercado. Sem o Polo no ABC, parte das indústrias da cadeia de valor da indústria química provavelmente estaria sediada próxima a outro complexo petroquímico.

O Polo também se diferencia em vários aspectos no âmbito social. Além de gerar 10 mil postos de trabalho – 7,5 mil terceiros e 2,5 mil diretos, o complexo industrial emprega mão de obra extremamente qualificada, cuja remuneração – superior à renda média do trabalhador de outros segmentos – reflete em vários outros setores da economia local. Outra característica é a capacidade de desenvolver o seu entorno, a exemplo da criação do curso técnico em petroquímica, ofertado pela Escola SENAI de Mauá, sendo esse uma referência no Brasil.

Por falar no seu entorno, para fomentar a aproximação, o Polo investe no Conselho Comunitário Consultivo, canal de comunicação aberto, transparente e direto entre empresas e representantes da comunidade. Outra ação é o programa Portas Abertas, em que a população visita as empresas. Na medida em que o morador identifica nos produtos fabricados no Polo Petroquímico aqueles mesmos utilizados em sua casa, ele entende melhor e interage com a indústria.

Na gestão ambiental, além de ter minimizado substancialmente as emissões em comparação com a década de 1980, muito em função da troca de combustíveis – produtos à base de óleo deram lugar ao gás ou a vegetais renováveis –, o Polo Petroquímico do ABC emprega água de reuso industrial, fornecida pela Aquapolo, principal fonte de abastecimento na vertente sustentabilidade.

O complexo industrial também tem grande participação no incremento da expectativa de vida do brasileiro, que passou de 45,5 anos para 75,8 anos, entre 1940 e 2016, segundo o IBGE. O Polo produz matérias-primas para o segmento de fármacos, além de produtos sanitários que minimizam a frequência de contaminações. Ao fazer uma sanitização adequada, diminui-se o risco de muitas doenças. O cloro, por exemplo, consta na lista das 100 maiores invenções da humanidade porque permitiu reduzir as mortes pelo consumo de água não tratada.

Não há dúvidas que é positivo o nosso balanço em sustentabilidade, mas é possível avançar mais por meio de políticas que garantam uma previsibilidade às indústrias para que possam realizar com maior segurança investimentos em modernização e ampliação do complexo industrial, como programas comuns entre os poderes público e privado de longo prazo.

Sobre o autor: Claudemir Peres é presidente do Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC (COFIP ABC)



Fonte: Claudemir Peres
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