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Negócios

Sulzer, Netzsch, Asvac e Weg formam parceria de olho nos navios da Transpetro

04/09/2006 | 00h00
Com o objetivo de fazer frente aos fornecedores estrangeiros - principalmente japoneses e europeus - de equipamentos de bombeamento para navios, as empresas Sulzer Brasil, Netzsch Brasil e Asvac decidiram formar, junto com a Weg Motores, uma parceria que pretende fornecer o pacote completo de bombas navais para os 26 petroleiros da Transpetro. O grupo foi formado há três meses e aposta as suas fichas na meta da estatal, de atingir até 65% de conteúdo nacional na construção das embarcações. E o negócio deve ser um dos mais rentáveis dentre os que envolvem o fornecimento de equipamentos para os navios. A estimativa é de que eles representem cerca de R$ 147 milhões, ou seja, cerca de 3% do valor total dos navios.
 
Segundo o responsável pela área de desenvolvimento de negócios da Sulzer Brasil, Cid Prata, o foco da empresa está no nicho de bombas de cargas para os navios dos tipos Aframax e Suezmax.
 
"A parceira nos permitirá oferecer o pacote de bombas totalmente fabricadas no Brasil", disse o executivo, que ressaltou a importância do  ressurgimento da indústria naval brasileira. "O mercado nacional ficou parado por muito tempo, enquanto os estaleiros asiáticos estão totalmente ocupados". Ele acredita que com a medida as empresas possam frente às companhias japonesas que normalmente oferecem o pacote completo de bombas. A Sulzer foi responsável pelo fornecimento das bombas de incêndio, injeção, óleo e boosters para as plataformas P-50, P-51, P-52, P-53 e P-54.
 
A outra parceira do consórcio, a Netzsch Brasil, também encara o momento atual como oportuno para a realização de novos negócios no segmento naval. Com sede na Alemanha, a empresa está no país há 33 anos e desde de 1978 fornece bombas para as plataformas da Petrobras. A unidade brasileira também é responsável pelo atendimento aos demais países das Américas do Sul, Central e do Norte. "Somos três fabricantes de ponta, com tecnologia e que oferecem equipamentos com um alto índice de conteúdo nacional", informou o diretor-geral da Netzsch Brasil, Silvio Beneduzzi. "Recentemente, fornecemos bombas para as plataformas P-51 e P-52. Estamos produzindo outras para as P-53 e P-54, para a qual já entregamos parte dos equipamentos".
 
Para o representante comercial da Asvac Bombas, Cesar Prata, a parceria dará um novo impulso às empresas brasileiras no mercado bombas navais na disputa com as estrageiras. A empresa possui 60% do mercado de bombas centrífugas no Brasil.
 
Segundo o diretor de vendas da Weg Motores, Antônio Cesar da Silva, todas as empresas do grupo estão altamente qualificadas e poderão atender prontamente as necessidades do armador.

"Não estamos falando de um grupinho de empresas, mas sim de companhias tradicionais que atendem perfeitamente as especificações de classificadores como a American Bureau of Shipping (ABS) e a Det Norske Veritas (DNV)", disse o executivo. A Weg ficará com a responsabilidade de fornecer os motores elétricos para os três fabricantes.


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