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Moçambique

Sul poderá receber refinaria de R$ 14,7 bilhões

04/11/2008 | 03h35

O distrito de Matutuíne, sul de Moçambique, pode ser o local escolhido para a construção de uma nova refinaria de petróleo, com capacidade para processar 350 mil barris diários, foi anunciado nesta segunda-feira.


 

A construção da refinaria, avaliada em 5,3 bilhões de euros (R$ 14,7 bilhões) e que passará agora por um estudo de viabilidade, é o resultado de uma parceria entre a empresa petrolífera holandesa Shell e a moçambicana OilMoz.

 

A OilMoz Holding tem como acionistas Leonardo Simão, ex-ministro moçambicano das Relações Exteriores e diretor-executivo da Fundação Joaquim Chissano, e Fausto Cruz, diretor-executivo da empresa.

 

A Fundação Joaquim Chissano, que não detém nenhuma participação no empreendimento, será responsável pela área de responsabilidade social, desenvolvendo iniciativas de apoio às comunidades do Matutuíne, e o treino das pessoas que serão recrutadas.

 

Os estudos de viabilidade do projeto serão realizados pela consultoria Price House Coopers e pela Petróleos de Moçambique (Petromoc).

 

Segundo o diretor-executivo da OilMoz Holding, Fausto Cruz, a construção da refinaria começará em 2009 e vai terminar em 2013.

 

Segundo comunicado, o estudo vai ajudar a OilMoz a elaborar uma “melhor configuração da refinaria, a prever o futuro cenário da procura e fornecimentos de petróleo no mundo e a regulação sobre o ambiente”.

 


“A nossa missão é permitir que a OilMoz desenvolva uma operação robusta e sustentável, desde o seu primeiro dia de operações, com um desempenho de primeira classe mundial”, disse Ed Daniels, vice-presidente para a área de vendas e mercados da Shell Global Solutions, citado na nota.

 

“Sabemos pela nossa própria história a importância de uma implementação rápida com integridade e confiança necessárias em projetos como este”, afirmou Daniels.

 

Fausto Cruz apontou recentemente os déficits que os países da África Áustral enfrentam nos combustíveis como razão da aposta da OilMoz na construção da refinaria.


 

“A África do Sul (a maior economia da África Austral) consome cerca de 500 mil barris/dia e terá um déficit de 350 mil barris/dia, com níveis de consumo a subirem ao nível de 12% ao ano. Daqui a quatro ou cinco anos, a África do Sul deverá estar consumindo mais 250 mil barris por dia, em relação ao que consome atualmente”, disse.

 

Ao todo, os países da África Austral importam cerca de 506 mil barris por dia e o volume vai superar as 600 mil barris diários até 2014.

 

Só em Moçambique, os gastos decorrentes da importação anual de combustíveis líquidos subiram de 266 milhões de euros (R$ 742 milhões) para 466 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão), segundo dados do Ministério da Energia.

 

Além da refinaria, o projeto prevê a construção de uma fábrica de derivados petroquímicos, uma central termelétrica a gás, uma estação de tratamento de resíduos, um parque de tanques para armazenamento de combustíveis e, talvez, um terminal portuário para o transporte do petróleo. Na fase de construção, serão criados 15 mil empregos diretos, e dois mil empregos quando a refinaria estiver trabalhando.

 

No ano passado, a Ayr-Petro-Nacala, da companhia norte-americana Ayr Logistics, anunciou também a construção de uma refinaria na cidade portuária de Nacala, na província de Nampula, norte de Moçambique.



Fonte: Agência Lusa
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