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Recursos renováveis

Suécia anuncia alforria do petróleo

09/02/2006 | 00h00

País se livra da dependência energética.

A Suécia está prestes a dar o maior passo de uma economia ocidental para se livrar da dependência do petróleo nos próximos 15 anos - sem construir nenhuma usina nuclear nova. Um comitê de industriais, acadêmicos, fazendeiros, fabricantes de automóveis e funcionários públicos vai entregar ao Parlamento, nos próximos meses, um projeto para que os 9 milhões de suecos passem utilizar apenas recursos renováveis no futuro.

A intenção, afirma o governo, é deixar de depender dos combustíveis fósseis antes que a mudança climática destrua economias e aumente, a níveis estratosféricos, o preço do óleo cru, devido ao aumento da demanda.

- Nossa dependência de petróleo pode acabar em 2020 - espera Mona Sahlin, ministra de Desenvolvimento Sustentável. - Devemos ter alternativas, para que nenhuma casa precise de óleo para calefação e que carros não tenham que ser abastecidos só com gasolina.

Sahlin lembra que as reservas de óleo cru diminuem a cada dia e que a necessidade do recurso é um dos maiores problemas mundiais da atualidade:

- Uma Suécia livre de combustíveis fósseis nos dá grandes vantagens - afirma. - Deixaremos de lado as flutuações do mercado. O preço do petróleo simplesmente triplicou desde 1996.

A Suécia, que sofreu com a forte alta do preço do petróleo na década de 70, agora se apóia quase que inteiramente na eletricidade vinda de fontes nucleares ou hidrelétricas. Combustíveis fósseis geralmente são usados apenas em transportes. O sistema de calefação foi renovado na década passada e agora usa distribuição de vapor ou água fervente, gerados por energia geotérmica ou queima de lixo. Em 1980, um referendo decidiu que a energia nuclear deveria ser gradualmente diminuída até a eliminação - o que ainda não ocorreu.

Ainda assim, está à frente dos países europeus em relação à boa utilização da riqueza. Em 2003, 26% de toda a energia consumida do país vinha de fontes recicláveis - quando a média do resto da Europa é de 6%.

Apenas 32% vêm do petróleo, uma queda vertiginosa se comparado aos 77% de 1970.

Os consumidores que preferem os recursos ``limpos`` ganham incentivos fiscais. E o governo trabalha até com as montadoras Saab e Volvo para fabricar carros que queimem etanol e outros biocombustíveis.

A decisão de abandonar o petróleo coloca a Suécia no topo do ranking de países ``ecologicamente corretos``. Em segundo lugar vem a também escandinava Islândia, que planeja até 2050 abastecer automóveis e barcos apenas com hidrogênio proveniente de recursos renováveis. O Brasil quer que, em cinco anos, 80% de sua frota esteja utilizando álcool etanol, da cana-de-açúcar, em vez de gasolina.

Na semana passada, George Bush surpreendeu analistas ao dizer que os Estados Unidos são viciados em petróleo e que vai, aos poucos, reduzir as importações do Oriente Médio. O novo plano é de aumentar o uso de energia nuclear.

Até 2012, a Grã-Bretanha quer que 10% de sua eletricidade venha de recursos renováveis A Grã-Bretanha. No mês passado, Londres lançou um programa de grande ampliação da energia nuclear. Para a empresa energética Ernst & Young, o projeto é um desperdício.

- Os britânicos têm o melhor vento da Europa, além de recursos de variação de maré e tamanho de ondas. É um potencial econômico imenso, pouco explorado - critica Jonathan Johns, chefe da divisão de energia renovável.



Fonte: Jornal do Brasil
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