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Internacional

Subsídio estimula consumo na Argentina

19/07/2010 | 10h37
Todos os meses, junto com a conta de luz, milhões de argentinos recebem um aviso em letras chamativas: "Consumo subsidiado pelo Estado nacional." A tarifa residencial da Edesur e da Edenor, as duas distribuidoras de energia elétrica de Buenos Aires e seus arredores, equivale a apenas 8% do valor praticado por uma concessionária brasileira como a Light, segundo o economista Daniel Montamat, ex-secretário nacional de Energia.


A energia barata estimula o funcionamento de ar-condicionado no verão e o uso de equipamentos elétricos de calefação no inverno, além do desperdício pela indústria e pelo comércio. "Se não há sinais de preços que orientem em outra direção, tudo o que se falar em termos de uso eficiente da energia fica puramente teórico."


Em 2010, segundo estimativas da consultoria Prefinex, o governo federal dará subsídios de 17,5 bilhões de pesos (US$ 4,5 bilhões) para manter congeladas as tarifas de gás e de eletricidade. Não há previsão de aumento neste ano.

O preço com que o governo remunera a geração de energia elétrica - uma média de US$ 65 por megawatt-hora - é pouco atraente, avaliam os especialistas. De acordo com Cecilia Laclau, da Fundação para o Desenvolvimento Elétrico (Fundelec), apesar do congelamento das tarifas, os investidores recebem esse valor graças aos subsídios cada vez mais altos. "Mas há muitas incertezas sobre o recebimento desses subsídios. Em 2009, por causa da crise, houve temor de que o dinheiro não fosse transferido por problemas fiscais, o que acabou não acontecendo."


Apesar de tudo, há uma série de investimentos em curso - a maioria estatais - no setor elétrico. Um dos mais importantes é a construção da terceira usina nuclear do país, Atucha II, cujas obras devem estar concluídas em 2011 e acrescentar 745 MW ao parque gerador. Também terminará no ano que vem a ampliação da hidrelétrica de Yaciretá, que já tem potência instalada superior a 2 mil MW.


Com o aumento da cota máxima do reservatório, Yaciretá poderá gerar mais 280 MW, segundo o governo argentino. No fim do mês passado, foram assinados contratos para a construção de projetos que totalizam 895 MW em energias renováveis.


Fonte: Valor Econômico
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