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Standard & Poor's manteve nesta sexta-feira o rating do Brasil em "BB", com perspectiva negativa

10/02/2017 | 20h52

A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) manteve o Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento e reafirmou a perspectiva negativa para a nota do país, o que significa que a classificação da dívida pública brasileira pode ser rebaixada a qualquer momento.

O grau de investimento representa a garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública. Desde fevereiro do ano passado, o Brasil está enquadrado dois níveis abaixo dessa categoria.

Em comunicado, a S&P informou que as incertezas políticas, as tensões sociais, a lentidão na recuperação econômica e a crise financeira em alguns estados mantêm em um terço as chances de que o Brasil sofra um novo rebaixamento nos próximos meses. “A perspectiva negativa reflete nossa visão de que há pelo menos uma probabilidade em três de que possamos rebaixar o rating do Brasil mais para o final do ano”, destacou a agência.

De acordo com a S&P, a aprovação de medidas econômicas, como o teto para os gastos públicos, foram importantes, mas as ações estão em fase inicial. Além disso, o reequilíbrio das contas públicas pode ser emperrado pela instabilidade política.

“Enquanto o governo Temer e o Congresso avançaram em algumas legislações para reforçar a trajetória fiscal, considerando a combinação do estágio inicial das medidas e o tamanho do ajuste necessário, esperamos por evidências adicionais do progresso em estabilizar a economia e reduzir a incerteza política”, ressaltou a S&P no comunicado.

Petrobras tem nota elevada

Apesar de ter mantido a nota da dívida pública brasileira, a S&P elevou o rating da Petrobras, de B+ para BB-. Com a mudança, a estatal passou de quatro para três níveis abaixo do grau de investimento. A agência citou a melhoria da gestão e o aumento da liquidez (dinheiro disponível) da estatal.

O Ministério da Fazenda não informou se comentará a manutenção da nota da Standard & Poor's.



Fonte: Redação/Agência Brasil
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