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Golfo do México

Sondas ociosas no Golfo do México podem vir para o Brasil

14/06/2010 | 08h56

O Brasil pode se beneficiar do vazamento de petróleo da BP no golfo do México, já que a moratória dos EUA às perfurações em mar aumentam a disponibilidade de sondas para o programa de perfuração do país em águas profundas.

 

Mesmo que a catástrofe ecológica torne menos certo o futuro da exploração marítima nos EUA, o Brasil segue com seu plano que pode chegar até US$ 220 bilhões em cinco anos para explorar campos petrolíferos ainda mais profundos que o poço da BP, que ainda vaza petróleo, na camada pré-sal da bacia de Santos.

 

Com estimadas 35 sondas inativas no golfo do México, o Brasil já está sendo consultado por empresas que querem trazer seus equipamentos para o País.

"O que é ruim para alguns pode ser bom para outros", disse Fernando Martins, vice-presidente para América latina da GE Oil and Gas, que fornece serviço para empresas de perfuração.

"Como os operadores estão fechando pelo menos temporariamente no golfo dos EUA, algumas empresas planejam levar suas plataformas de perfuração para o Brasil agora", disse ele, sem dar detalhes.

O vazamento suspendeu temporariamente novas perfurações no golfo do México e no Alasca, e levou a Noruega, que há 40 anos foi pioneira em exploração marítima, a suspender novos licenciamentos por agora.

A Petrobrás, que já produz cerca de um quarto do petróleo em águas profundas, pode ser um óbvio candidato para as plataformas disponíveis, principalmente levando em conta suas descobertas na camada pré-sal.

 

A Petrobrás não quis comentar o assunto.

 

Mas Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), disse nesta semana esperar que o vazamento no golfo vá beneficiar a Petrobrás, ao disponibilizar mais sondas de águas profundas no mercado.

Autoridades brasileiras, incluindo líderes do governo e executivos da Petrobrás, disseram que o Brasil não tem intenção de desacelerar seu desenvolvimento marítimo como resultado do vazamento.

Demanda forte

Analistas dizem que as petrolíferas que operam no golfo do México - principalmente BP e Chevron - podem ter que decidir entre pagar taxas enquanto as sondas estão ociosas, repassando-as para outros projetos, ou cancelar os contratos.

A moratória norte-americana pode durar mais do que seis meses devido ao sentimento do país contra a perfuração marítima e planos de uma revisão dos padrões de segurança.

Isso pode dar mais incentivos para levar as plataformas de perfuração ao Brasil ou ao oeste africano, que juntos com o golfo do México têm sido nos últimos cinco anos as principais áreas de exploração em águas profundas.

A produção em águas profundas dobrou na última década para alcançar 9% do total mundial, conforme secam os campos em terra, de acordo com estimativas da indústria.

Esse rápido crescimento em águas profundas pode fazer com que as principais petrolíferas não se disponham a cancelar os contratos dessas plataformas, apesar dos gastos que teriam para mantê-las ociosas, devido aos temores de perdê-las.

"Se eu sou a Chevron, sei que tenho a Petrobrás olhando por cima dos meus ombros, e se eu cancelar essa plataforma existe a chance de eu não consegui-la de volta", disse Kurt Hallead, analista da RBC Capital Markets.

 

A Petrobrás afirmou em seu plano de negócios 2009-2013 que arrendaria oito plataformas de perfuração em águas profundas neste ano e um total de 14 entre 2011 e 2012.

 

Até 2013 a Petrobrás começará a receber a primeira de 28 novas sondas a serem construídas no Brasil por empresas locais, dando a ela uma frota de mais de 60 plataformas de perfuração de águas profundas até 2017.

 

 

Fonte: Agência Estado/Brian Ellsworth e Joshua Schneyer /Reuters

 

 

 



Fonte: Agência Estado
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