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Energia

Sobra de energia não afasta risco de racionamento

16/12/2010 | 10h30
A sobra de energia firme no Brasil para o período entre 2011 e 2014 é a maior da história, mas mesmo assim o risco de racionamento a partir de 2012 não está definitivamente afastado. Estudo da consultoria PSR e do Instituto Acende Brasil mostra que os limites de transmissão de energia entre as regiões Sudeste e Nordeste e o baixo nível de armazenamento dos reservatórios este ano ainda não permitem tranquilidade total em relação ao risco de racionamento.


O trabalho mostra que no melhor cenário - crescimento médio da demanda de 5,3% entre 2010 e 2014 e entrada em operação, no prazo, de todas as térmicas contratadas - a sobra de energia pode chegar a 7 mil megawatts médios em 2013, o equivalente à soma dos fornecimentos firmes de Belo Monte e Santo Antônio.


Mesmo no pior cenário, de crescimento de 6,3% ao ano na demanda e atraso de um ano na entrada das usinas classificadas como "amarelas" pela fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a sobra de energia seria de 2,2 mil MW médios em 2012, e de 1,6 mil MW médios em 2013. O risco de racionamento no Sudeste em 2012 é de 3,8% no melhor cenário, e de 5,9% no pior. "O risco não é alto quando comparado com a média histórica, mas, com a sobra de energia projetada, esse risco deveria ser zero", diz Mário Veiga, sócio da PSR.


O risco de racionamento não é homogêneo em todo o país. No cenário mais positivo, o risco no Nordeste é de 2,3% no Nordeste em 2012. Veiga diz que ainda há limites de transmissão entre o Nordeste e o Sudeste, mas, além disso, culpa o gasto de água dos reservatórios este ano pelo risco de racionamento a partir de 2012. Em janeiro, o nível médio dos reservatórios no país era de 72%, caindo para 40% no início de dezembro, mesmo com o nível de chuvas entre janeiro e novembro ter ficado na média dos últimos 80 anos.


De acordo com a PSR, a produção de energia pelas "pequenas usinas" – biomassa, eólicas e pequenas centrais hidrelétricas – foi, em média, 1.600 MW abaixo do projetado para o período janeiro-outubro.


"O ONS [Operador Nacional do Sistema Elétrico] não tem como saber sobre a produção individual de cada usina", disse Veiga, lembrando que as ferramentas de acompanhamento atuais dão pouca atenção às pequenas usinas, que hoje, somadas, já têm a capacidade de produção equivalente às garantias firmes de Belo Monte.


Outra razão apontada para redução do nível dos reservatórios foi a geração de Itaipu com apenas 53% da capacidade no primeiro semestre, devido às obras para instalação de equipamentos protetores nas linhas de transmissão. As usinas usadas para compensar a redução da carga de Itaipu foram as demais hidrelétricas do Sudeste, que reduziram seus reservatórios e obrigaram Itaipu a verter água.


Fonte: Valor Econômico
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