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Petrobras

Situação política do Brasil não deve afetar metas da Petrobras, diz Parente

01/06/2017 | 16h22

A Petrobras não espera que o agravamento da crise política brasileira, causada por investigações de suspeitas de corrupção envolvendo o governo, afete o programa de vendas de ativos e de redução de dívidas da empresa, afirmou nesta quinta-feira o presidente da petroleira, Pedro Parente.

O executivo também disse que a empresa não vai parar de reduzir o indicador de alavancagem medido pela dívida líquida sobre o Ebitda após atingir a meta de 2,5 vezes, prevista para até o fim de 2018. Ele reiterou acreditar que um nível de 1,5 vez seria mais apropriado para o indicador.

"Não vemos que as condições atuais do país vão alterar os nossos planos de redução de dívida", afirmou Parente, referindo-se às investigações por corrupção no Brasil, agravadas recentemente após a delação de executivos da JBS envolvendo o presidente Michel Temer.

Em um encontro com um pequeno grupo de jornalistas estrangeiros, Parente afirmou que alguns efeitos da turbulência política, como a decisão da Moody's de piorar as perspectivas de várias empresas brasileiras importantes na quarta-feira, traz algumas consequências para a Petrobras.

"Nossa perspectiva para uma melhora da nossa classificação de crédito é agora mais complicada, mas isso não tem nada a ver com as operações da empresa", disse Parente.

As observações de Parente mostram os desafios ainda enfrentados pela empresa.

Durante a operação Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro colocou dezenas de executivos da Petrobras e de empresas de engenharia atrás das grades, durante investigações sobre o pagamento de propinas relacionadas a contratos com empresas estatais.

Os preços do petróleo perto de mínimas de uma década e perdas que ocorreram ao longo de anos devido a subsídios de combustíveis determinados pelo governo federal, em gestões anteriores, também representam desafios para a Petrobras.

A recuperação agressiva da Petrobras, liderada pela atual gestão, ajudou a empresa a registrar um lucro operacional recorde no primeiro trimestre deste ano e avançar de acordo com o cronograma, reduzindo o peso da dívida que é a maior do mundo para uma petroleira.



Fonte: Reuters, 01/06/2017
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