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Siderúrgica

Siderúrgicas criticam projetos com motivação política

29/06/2011 | 10h16
O presidente do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, mostrou preocupação com novos projetos siderúrgicos no país que podem ter por trás uma motivação política e não uma razão econômica. O executivo lembrou que há atualmente um excedente de 532 milhões de toneladas por ano no mercado global de aço, enquanto no Brasil a sobra do produto - diferença entre a capacidade de produção e a demanda interna - atingiu 15,6 milhões de toneladas no ano passado e deverá chegar a 16,2 milhões de toneladas este ano.

Lopes tentou evitar atritos com a política da Vale de investir em siderurgia. A empresa tem três projetos de produção em fase de estudos e aprovação: um no Pará, outro no Ceará e um terceiro no Espírito Santo. Mas ele alertou para possíveis decisões que tenham por trás apenas o viés político. "Não tenho receio com projetos da Vale. Tenho receio que se dê uma conotação política nessas definições de projetos. Um projeto hoje de usina nova, se olhar para o mundo do jeito que está, se não tiver parceiro estratégico que demande placa, está numa situação [difícil]", frisou Lopes durante evento no Rio, ontem.

Segundo o presidente do IABr, a expectativa é de que sejam investidos US$ 54,1 bilhões no setor entre 2010 e 2016, o que levaria a capacidade instalada nas siderúrgicas brasileiras de 44,6 milhões de toneladas anuais do ano passado para 72,2 milhões de toneladas em 2016. Desse volume, 12,9 milhões de toneladas, com investimentos de US$ 30,7 bilhões virão das empresas já instaladas no país, enquanto 14,7 milhões de toneladas (US$ 23,4 bilhões) deverão ser feitos por entrantes.

"Novos projetos, que preocupam, é porque tem o indutor Vale e aí tem o governo atrás com pressão de que tem que entrar no setor. Nada contra, desde que isso tenha fundamento econômico e mercadológico", ressaltou Lopes. "Nossa preocupação é de que não haja, por uma decisão política, e não econômica e de mercado, decisões de se colocar projetos que por si só são inviáveis", disse.

Apesar das preocupações, Lopes elogiou a postura do novo presidente da Vale, Murilo Ferreira, na questão dos projetos siderúrgicos. "Acho que ele tem colocado posições muito sensatas. O 'core business' da empresa é voltado para minério e faz todo sentido do mundo que, tendo parceiro estratégico, que tenha participação, porque, no fundo, está garantindo o fornecimento de minério. Acho que ele tem sido muito cordato e ponderado nas apresentações".

Lopes informou que pretende convidar o novo presidente da Vale para a próxima reunião do conselho do IABr, presidido por André Gerdau.

O dirigente do IABr informou ainda que o governo não apresentou novidades a respeito da nova fase da política industrial para o setor siderúrgico e disse que ainda aguarda as medidas que prometem aumentar a competitividade do setor siderúrgico no Brasil.

Durante sua palestra no evento, Lopes alertou para o risco de desindustrialização devido a problemas como o câmbio e a perda de competitividade da indústria brasileira. Segundo ele, a cadeia metal-mecânica respondeu por 15,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano passado, depois de atingir o pico de 19,2% em 2004, quando começou o processo constante de queda. Só no ano passado, houve a importação de 5,898 milhões de toneladas de aço e a compra no exterior de outras 4,201 milhões de toneladas de produtos com alto teor de aço, o que levou a um recorde de importações de 10,099 milhões de toneladas.


Fonte: Valor Econômico
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