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Internacional

Shengli e YPFB preparam sete contratos na Bolívia

25/10/2004 | 00h00

A petroleira chinesa Shengli Oilfield International Exploit planeja assinar aproximadamente sete contratos com a YPFB, a petroleira estatal boliviana, entre 20 de novembro e 30 de dezembro deste ano, disse à BNamericas uma fonte da Shengli.
 Os contratos incluirão ao menos uma planta termelétrica de 1.500 MW próxima a Villamontes, na fronteira com a Argentina, uma planta de polietileno de 600 mil toneladas anuais, duas refinarias (cujos tamanhos estão sendo avaliados), a instalação de 40 mil equipamentos de conversão de veículos e 250 mil conexões residenciais de gás e a duplicação da rede de estações de serviços da IPFB a 80 estações.
 Shengli e YPFB assinarão, além do mais, contratos de exploração e produção por aproximadamente dez blocos situados nas áreas de Chaco e Chapare da Bolívia, além da zona norte do país, e construirão um dito desde os poços até sua planta de petroquímicos, cuja localização ainda não está decidida.
Os estudos de engenharia em blocos começarão dentro de aproximadamente duas semanas para decidir onde se começará a perfurar, disse a fonte.
A Shengli pretende exportar a maior parte do polietileno produzido pela planta à China, onde a demanda ultrapassa bastante a oferta, pelo que requer uma fonte confiável de gás, o que significa controlar a cadeia de produção desde os poços de perfuração até o transporte e a entrega, disse a fonte.
A Shengli pretende incorporar tecnologia chinesa para a etapa de exploração e produção, enquanto os engenheiros da Sengli e da YPFB trabalharão conjuntamente no terreno. O consórcio provavelmente subcontratará as empresas locais para que ajudem a construir as plantas petroquímica e termelétrica.
 O investimento da China na Bolívia poderia superar os US$ 1,5 bilhões anunciados anteriormente, mas as razão pela qual a empresa anunciou uma cifra relativamente baixa para esta etapa é para assegurar que os bolivianos não percebam o projeto como outra tentativa de empresas estrangeiras de apoderarem-se do controle dos recursos do país, disse a fonte.
A empresa chinesa conseguiu o apoio do governo boliviano, onde outras empresas ocidentais fracassaram, graças a que aceitou que os bolivianos querem manter o controle de seus próprios recursos, o que significa permitir que a YPFB tenha uma participação controladora de 51% nos contratos, disse a fonte.
"O Estado está participando diretamente nestes contratos", disse a fonte. Um projeto para exportar gás natural liqüefeito (GNL) à América do Norte se paralisou na Bolívia, em parte devido a que os bolivianos temiam estar cedendo seus recursos a empresas estrangeiras.
A idéia é que Shengli e YPFB criem uma empresa de risco compartido em uma relação de 49/51, através da qual Shengli aportará o capital do que a YPFB carece para a exploração e produção, refino e industrialização, transporte e comercialização, geração de energia termelétrica e produzir equipes que utilizem gás nos lares e veículos.
A Shengli assinou uma aliança estratégica preliminar com a YPFB em 2 de setembro e o banco nacional da China entregou à boliviana uma garantia de US$ 15 milhões sobre os planos de investimento de Shengli.
A firma chinesa planeja abrir uma oficina em Santa Cruz antes do 27 de outubro e cerca de 26 engenheiros de Shengli se encontram atualmente na Bolívia trabalhando com a YPFB em sete comitês independentes para determinar os detalhes de cada contrato. A fonte manifestou que cada contrato contará com seu próprio diretório e administração compostos por funcionários de Shengli e YPFB.
O presidente de Shengli, Nie Shaoguang, e outros executivos se reuniram com o presidente da Bolívia, Carlos Mesa, em 20 de outubro e ratificaram seu compromisso para investir um mínimo de US$ 1,5 bilhões no setor boliviano de hidrocarbonetos, informou o serviço governamental de notícias do país andino, ABI.



Fonte: BNamericas
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