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Reestruturação

Shell quer tranqüilizar funcionários sobre seu futuro

06/09/2004 | 00h00

Pela primeira vez, o presidente da Shell, Aldo Castelli, enviou pessoalmente um comunicado interno aos cerca de 2 mil funcionários no país para falar sobre a possibilidade de venda de ativos de distribuição no Brasil. Segundo uma fonte da companhia, Castelli teria confirmado uma reestruturação do portfólio mundial da companhia, citando as vendas de postos na Venezuela e em Portugal, mas disse que o segmento de distribuição no Brasil tem apresentado bons resultados. O comunicado foi divulgado na quinta-feira
Em 2003, a Shell Brasil registrou prejuízo de R$ 632 milhões, cinco vezes maior do que o prejuízo de R$ 125,7 milhões em 2002. Já em 2001, a empresa teve lucro de R$ 77 milhões.
O presidente da companhia visitou cada andar da sede da empresa, no Rio, e tentou tranqüilizar os funcionários.
"Ele disse que quando os negócios vão mal, todos sabem o que acontece. Mas que esse não era o caso do Brasil", disse uma fonte.
De acordo com dados do Sindicom, a Shell detém 14,84% das vendas totais de distribuição no Brasil, atrás apenas da BR (36,6%) e Ipiranga (17,24%). A empresa conta com cerca de 2,4 mil postos no país, e já tinha vendido parte deles no período entre 1998 e 2000 para a italiana Agip.
Castelli também repetiu aos funcionários o mesmo discurso que vem fazendo publicamente: disse que não comenta especulações. As perdas da Shell no Brasil são atribuídas principalmente aos investimentos em exploração e produção. A companhia já investiu cerca de US$ 400 milhões no país e recentemente aumentou seu portifólio de 11 para 17 blocos, durante a Sexta Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Recentemente, o vice-presidente de Exploração e Produção da Shell Brasil, Jonh Haney, reafirmou o interesse da companhia pelo país. No entanto, lembrou que uma política que permita as exportações é fundamental para a empresa e destacou que a Shell precisa ter o retorno de seus investimentos.
A Shell hoje produz cerca de 60 mil barris por dia no Campo de Bijupirá-Salema, em parceria com a Petrobras (20%). Com 80% do negócio, a anglo-holandesa vende este óleo no exterior. Jonh Haney lembrou ainda que o processo de exploração e produção em águas profundas é lento e que leva em torno de nove anos até que a empresa comece a extrair petróleo.



Fonte: Valor Econômico
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