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Negociação

Shell estuda sociedade em usina da Cosan

02/12/2008 | 03h04

A gigante do petróleo Shell estuda obter participação minoritária na usina que o grupo Cosan, um dos maiores produtores de açúcar e álcool do Brasil e do mundo, está construindo em Jataí, no sudoeste de Goiás. O Valor apurou que as negociações entre as duas companhias estão em fase inicial.


A usina de Jataí, cujo investimento está estimado em torno de US$ 200 milhões, deverá entrar em operação na safra 2009/10. O grupo possui outros projetos “greenfield” (construção a partir do zero) nas cidades de Montividiu e Paraúna, no mesmo Estado. No entanto, essas duas plantas, que estavam programadas para entrar em operação em 2010 e 2011, respectivamente, poderão ser postergadas, caso o grupo decida por aquisições de unidades já existentes (”brownfields”). A unidade de Jataí deverá moer neste primeiro ano de operação cerca de 500 mil toneladas de cana, mas sua capacidade total é para 3,3 milhões de toneladas.

 


A possível parceria entre a Shell e Cosan na usina de álcool começou a ganhar corpo durante as negociações entre a distribuidora de combustíveis e a companhia sucroalcooleira em um outro ativo: a divisão de combustíveis de aviação que pertence à Esso, que agora está sob o controle da gigante do álcool. Procuradas, a Shell e a Cosan não comentaram o assunto.

 

Com a aquisição da Esso, a Cosan herdou por tabela a venda de combustíveis para companhias de aviação, que é realizada em sete aeroportos do Brasil (Guarulhos, Galeão, Campinas, Brasília, Pampulha, Recife e Curitiba). Essa divisão da Esso representou 12% de participação no mercado interno em 2007. A Shell e a BR Distribuidora disputam a liderança nesse segmento. A aquisição da participação da Esso, embora pequena, dará maior musculatura à Shell nesse segmento no mercado doméstico.

 

O Valor apurou que essa divisão da Esso está estimada em 10% dos ativos totais da distribuidora de combustíveis. A venda da distribuidora foi concretizada por US$ 715 milhões, além das dívidas de US$ 175 milhões.

 

O interesse da Shell no mercado de combustíveis renováveis começou a crescer nos últimos anos, quando as principais petrolíferas começaram a estudar o mercado de biocombustíveis como alternativa. Atualmente, o grupo pesquisa etanol de segunda geração.

 

Com 18 usinas em operação, o grupo Cosan, por meio da Cosan Ltd., ganhou maior robustez ao receber um aporte de US$ 130 milhões da Gávea Investimentos, gestora de recursos do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Essa injeção de recursos, que também incluiu um aporte de US$ 50 milhões do controlador da companhia, Rubens Ometto, deu maior robustez ao grupo para passar pela crise financeira global, que agravou ainda mais a situação das usinas do setor.



Fonte: Valor Econômico
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