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Investimentos

Shell deixa dúvidas sobre seu futuro na América Latina

01/09/2004 | 00h00

Os crescentes rumores sobre a possível venda dos ativos de distribuição da Shell no Brasil, onde o grupo detém 12,5% do mercado com cerca de 2.500 postos de combustíveis, estão deixando preocupados funcionários da empresa, onde o clima atual é de insegurança. Notícias sobre uma eventual aquisição da própria gigante pelo grupo franco-belga Total, apenas aumentaram as especulações que a Shell quer evitar. Mas tanto a matriz como sua subsidiária não desmente os boatos, apenas dizem não comentar especulações.
Segunda maior companhia de petróleo privada do mundo, atrás da americana ExxonMobil e das estatais Saudi Aramco (Arábia Saudita), PDVSA (Venezuela) e Nioc (Irã) - segundo ranking da publicação especializada "Petroleum Intelligence Weekly" (PIW) divulgado em dezembro de 2003 - a anglo-holandesa Royal Dutch/Shell provocou furor no mercado de ações ao redor do mundo ao informar, em janeiro de 2004, que havia superestimado suas reservas provadas.
Isso acabou custando à companhia o pagamento de multas recordes às agências reguladoras dos mercados de capitais dos Estados Unidos e Reino Unido.
Procurada pelo Valor em Londres e questionada sobre a possibilidade de se desfazer de sua rede de postos na América Latina, onde sua base mais importante foi transferida do Brasil para a Argentina, a porta-voz da Shell, Bianca Ruakere, limitou-se a dizer que a companhia tem uma participação ativa em operações de distribuição na região, o que incluía uma rede de cinco mil postos de combustíveis no final de 2003.
"Nesse momento", disse Ruakere, "a única decisão tomada na América Latina foi o recente anúncio de venda do negócio de combustível na Venezuela e no Peru". A porta-voz da Shell reconhece que esse anúncio despertou "generalizado interesse" mas voltou a repetir que não comenta "rumores de mercado ou especulação" envolvendo negócios em outros países. Isso inclui "eventuais discussões com a Petrobras para compra de postos de gasolina no Chile".
Ruakere tampouco comentou declaração atribuída ao ministro peruano de energia, Jaime Quijandria, que teria ouvido de executivos da Shell que a companhia iria se retirar não apenas do Peru, mas de outros países da América Latina para realocar investimentos em outros mercados de maior interesse, como a Rússia.
No Brasil, a resposta da companhia sobre o mesmo assunto foi idêntica. "Em linha com comunicados anteriores, a Shell tem um ativo programa de gerenciamento de portfolio, que inclui as operações de `downstream` na América Latina", disse a nota, onde a Shell Brasil ressalta que faz parte da política da companhia não comentar rumores e especulações do mercado. "Se alguma decisão for tomada, nós informaremos a todos os interessados", encerra a nota.
O economista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, acha que seria "uma bobagem" a companhia se desfazer de seus ativos de distribuição no Brasil, mercado que não se compara em tamanho ao de países onde já saiu, como Portugal, Peru e Chile.
"O mercado brasileiro é muito grande. Se a Shell olhar apenas os prejuízos recentes, pode até vender. Na minha opinião ela estaria cometendo uma bobagem. Daqui há três ou quatro anos, quando o mercado estiver novamente organizado, ela pode se arrepender", avalia Pires. Ele acredita que se uma decisão de venda for tomada, entre os potenciais compradores estariam empresas já instaladas no país, como a Ipiranga e Repsol.
Já o grupo petroleiro francês Total, oitavo maior do mundo no ranking da PIW em 2003, não quis fazer comentários sobre rumores do mercado, ou sobre o possível interesse em adquirir postos de gasolina da Shell no Brasil ou no resto da América Latina. O porta-voz do grupo em Paris, Paul Florin, não quis confirmar se as duas companhias discutiram a questão. Mas reitera a mensagem de que "a Total sempre examina oportunidades de negócios em todas as regiões do mundo e pode reagir rápido".



Fonte: Valor Econômico
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