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Tecnologia

Shell constrói cidade aquática para retirar petróleo

19/12/2008 | 02h41

Com tecnologia inovadora e única no mundo, a Shell começará a produzir óleo e gás a partir de agosto de 2009, no Parque das Conchas, Litoral Sul do Espírito Santo.

 

A estrutura é, de fato, gigante e justifica o apelido de “cidade submersa”, que será comandada a partir de robôs em terra. Foi fixada no solo marinho uma plataforma, chamada “Árvore de Natal”, para extrair o petróleo. E outros equipamentos separam o gás do óleo.

 

Além disso, a Shell instalou máquinas gigantes, também fixadas no solo marinho, para bombear o óleo até a plataforma, que está na superfície. O projeto foi apresentado, ontem, ao governador Paulo Hartung e ao secretário de Desenvolvimento Guilherme Dias.

 

Munida de uma plataforma do tipo FPSO (que produz, estoca e transfere), capaz de produzir 100 mil barris por dia, a empresa prepara nove poços produtores e um injetor em dois campos (Abalone e Ostra) e na zona de produção do Argonauta B-West.

 

Para explorar petróleo no Parque das Conchas, a Shell teve que buscar novas tecnologias em vários países. “A plataforma foi preparada em Cingapura, alguns equipamentos foram feitos por empresas no Rio e em Minas Gerais, mas nós tivemos que buscar tecnologia também nos Estados Unidos e Noruega”, explicou o vice-presidente da Shell Brasil, Marco Brummelhuis.

 

O desafio, explicou o presidente da empresa, Vasco Dias, foi encontrar equipamentos para explorar óleo pesado em águas profundas (2 mil metros de lâmina dágua) e em poços com baixa pressão,

 

A partir da montagem da estrutura no Parque das Conchas, explicou Brummelhuis, será possível pensar também em explorar e produzir em outros locais com características semelhantes. A tecnologia usada aqui - que separa o óleo do gás ainda no fundo do mar ? não é feita em nenhum outro lugar do mundo.

 

Capacidade A plataforma do tipo FPSO pode produzir 100 mil barris por dia de óleo e 1,42 milhão de metros cúbicos por dia de gás.

 

A partir de 2010, o gás será escoado, por meio de um gasoduto de 40 km até o campo de Jubarte, no Parque das Baleias, e depois até a Unidade de Tratamento de Gás Sul (UTG Sul), que está sendo construída em Ubu, Anchieta. Enquanto isso não ocorre, a Shell reinjetará o gás nos poços para facilitar a extração do óleo pesado no local.

 

Numa segunda etapa, a Shell pretende iniciar a produção, em mais 10 poços, no campo Argonauta O-North. O campo de Abalone, onde o óleo é leve (42 graus API), deverá entrar em produção numa outra etapa, já que foi feita a sua unitização com o campo de Mangangá, operado pela Petrobras.

 

A Shell tem 50% do Parque das Conchas, a Petrobras, outros 35%, e a estatal indiana ONGC tem os 15% restantes. O óleo e o gás desse campo será comercializado pelos parceiros na proporção da sua cota. O óleo poderá ser refinado no país ou ser exportado.



Fonte: A Gazeta/Vitória, ES
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