acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Aço

Setor siderúrgico deve registrar resultados piores no 3º trimestre

03/11/2005 | 00h00

Alta no custo e queda no preço reduziram margens

Depois de uma temporada de bons resultados e lucros recordes, as empresas do setor siderúrgico devem divulgar, nas próximas semanas, balanços menos impressionantes, com lucros e vendas em queda.

No terceiro trimestre, a queda na procura pelos produtos do setor, os altos estoques no mercado internacional e o aumento no custo dos insumos contribuíram para reduzir o volume de vendas e para comprimir as margens de lucro das empresas.

Relatório da ABN Amro Real Corretora estima a queda no lucro líquido das empresas do setor. Ela deve ser de 45% no caso da Acesita e de 20% no da Gerdau. A Usiminas deve ver seu lucro cair 18,6% no trimestre, sempre comparando com o trimestre imediatamente anterior.

A bonança não acabou só no Brasil. Os preços dos produtos do setor caíram em todo o mundo. A China, antes importadora, tornou-se grande produtora, e a oferta em ascensão derrubou os preços do setor. "Foi gerada uma situação de elevação dos estoques no mundo todo", comenta Pedro Galdi, analista da corretora.

Ao mesmo tempo que os estoques subiam, as empresas enfrentaram aumento de custos, sem poder, no entanto, repassá-los aos preços, o que, afirma Galdi, explica a queda nas margens de lucro das empresas.

Mas, se é verdade que os resultados do terceiro trimestre não serão tão bons quanto os do primeiro semestre, também é verdade que no início do ano as empresas contavam com um cenário extraordinário, que não deveria se perpetuar por muito tempo.

O preço do aço plano, aponta o analista da ABN Amro, era de cerca de US$ 230 por tonelada em dezembro de 2004. A commodity atingiu seu pico em maio, quando era cotada a cerca de US$ 550.

Agora, a situação se inverteu. Os preços do aço caíram, apesar de não terem voltado aos níveis de 2004, e hoje giram ao redor de US$ 330.

"Cerca de US$ 400 é um preço aceitável, já remuneraria as empresas de forma razoável", diz Galdi, que ressalta também que o resultado ruim do terceiro trimestre foi um ponto fora da curva, ou seja, a tendência é a de que as empresas voltem a recuperar margens de lucro e melhorem seus resultados, se não já até dezembro, pelo menos no primeiro trimestre de 2006.

Ele explicar por que: os chineses anunciaram que limitarão sua produção; as empresas já anunciaram reajustes no mercado brasileiro que variam de 5% a 10%; nos EUA, a reconstrução de áreas devastadas por desastres naturais deve aquecer o mercado de aços para construção. Por outro lado, os estoques voltam paulatinamente para níveis normais. "Houve uma redução de produção para controle de estoque em vários mercados. Agora, o ritmo começa a ser retomado", conclui o analista.



Fonte: Folha Online
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar