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Energia

Setor se destaca no prêmio de qualidade

01/11/2010 | 02h05

Em um "reality show" transmitido por um canal pago, presidentes e donos de companhias se disfarçam e vão trabalhar junto com seus empregados para acompanhar de perto o dia a dia das empresas. Não é só na TV que isso acontece. Carlos Marcio Ferreira, diretor-presidente da distribuidora de energia Elektro é adepto do método. "A ideia é saber o que os funcionários estão realmente pensando da empresa", diz ele, que se vestiu de eletricista e saiu de caminhão com seus colaboradores várias vezes. "O sucesso se constrói pelas pessoas que trabalham na empresa", diz o principal executivo da Elektro, uma das vencedoras do Prêmio Nacional de Qualidade de 2010, divulgado ontem em São Paulo pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). A AES Sul, juntamente com a Elektro, também foi premiada no evento, que está em sua 19ª edição.

 

A proximidade com os funcionários - Ferreira fez reuniões pessoais no último ano com todos osseus 3,5 mil colaboradores, além das visitas disfarçadas - é o segredo para ter o envolvimento de toda companhia na melhoria dos serviços. Segundo ele, no último ano a ocorrência de interrupções no fornecimento de energia caiu 20% nas 228 cidades de São Paulo e do Mato Grosso do Sul sob cobertura da distribuidora. A Elektro, que pertence à Ashmore Energy International , está sendo disputada por outras companhias. Estimativas mostram que o valor da distribuidora estaria estimado em R$ 5,6 bilhões. "Já trabalho há 37 anos, talvez esteja na hora de me aposentar", diz Ferreira, sem comentar o assunto da venda.

 

A AES Sul, também vencedora do prêmio, é responsável pelo fornecimento de energia em 118 municípios do Rio Grande do Sul. Para Antonio Carlos de Oliveira, diretor-geral da companhia, o envolvimento dos funcionários também é fundamental para a qualidade do serviço. "Até fornecedores nossos já estão se interessando por nossa gestão da qualidade e começando a implantar processos semelhantes", diz o executivo.

 

Além das duas distribuidoras, outras empresas de energia se destacaram na premiação. Cemig, Rio Grande Energia e Companhia Energética do Ceará (Coelce), por exemplo, foram classificadas como finalistas. Nas categorias "destaque por critério", a CTC Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil - Regional de Produção de Tucuruí) foi lembrada pelo quesito "Sociedade e Pessoas". A Ampla Energia e Serviços, pelo critério "Sociedade". Somente duas companhias de fora do setor de energia foram agraciadas: a construtora Andrade Gutierrez, no quesito "Estratégias e Planos" e a companhia de saneamento Sabesp Sul, pelo critério "Clientes".

 

A predominância de empresas de energia tem explicação simples, segundo Ricardo Corrêa Martins, diretor-executivo da FNQ. "É a concorrência. Só nesse segmento há 64 empresas e muitas fusões e aquisições estão ocorrendo", diz.

 

Este ano 40 empresas se inscreveram no prêmio, sendo 11 indústrias e 29 do setor de serviços.

 

Outra característica desta edição foi a grande quantidade de empresas públicas entre as vencedoras. "Companhias de economia mista podem ser tão competentes quanto as melhores do setor privado", diz Antonio Bechara Pardauil, superintendente de produção hidráulica da CTC Eletronorte.

 

 



Fonte: Valor Econômico
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