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América do Sul

Setor petrolífero traz desafio para o novo governo equatoriano

25/04/2005 | 00h00

Entre os desafios a serem enfrentados pelo novo presidente do Equador, Alfredo Palacio, encontra-se uma das causas que levaram à queda de Lucio Gutiérrez: a modernização do setor petrolífero.
Uma das bandeiras da campanha que o levou à Presidência em 2003, a reforma do setor petrolífero foi um dos maiores fracassos de Gutiérrez. Em 2004, a própria mulher do ex-presidente, a parlamentar Ximena Bohórquez, votou contra um projeto do governo que, se aprovado, injetaria capital privado na predominantemente estatal indústria petrolífera do país.
O petróleo é a segunda principal fonte de receitas do governo equatoriano, depois dos impostos, e responde por cerca de 40% das exportações do país. Apesar de sua produção petrolífera o colocar no quinto lugar do ranking da América do Sul, o Equador poderia estar em posição melhor.
Enquanto o volume extraído por companhias privadas triplicou na última década, a estatal Petroecuador - prejudicada pela falta de investimentos, corrupção e burocracia - viu sua performance encolher 40% no mesmo período.
Considerado de tendência esquerdista, o novo ministro da Economia, Rafael Correa, declarou pouco após assumir o cargo que os campos da Petroecuador em operação não serão privatizados. Afirmou, porém, ter muito interesse em ver um crescimento dos investimentos diretos estrangeiros.
A indefinição sobre as políticas do governo Palacio para o setor também aumenta em função da demora na indicação dos futuros responsáveis pelo Ministério das Minas e Energia e pela direção da Petroecuador. Ontem, o jornal "El Comercio" anunciou que o general José Gallardo recusou insistentes convites do presidente para assumir o ministério.
Segundo declarações de um porta-voz do ministério à agência de notícias "BNamericas", as licitações do setor petrolífero foram suspensas temporariamente, até que sejam apontados os novos responsáveis pela pasta e pela estatal.
Antes da queda de Gutiérrez, o governo tinha aberto licitações para cerca de 15 campos de petróleo e gás em áreas já produtivas, controladas pela Petroecuador.
A Petrobras, que não está participando dessas licitações, acompanha atentamente a evolução do quadro político. O Valor apurou que a empresa brasileira tem interesse em ampliar o seu mercado no país vizinho. "Se abrirem licitação, a Petrobras certamente estará lá", disse uma fonte ao jornal.
As operações da Petrobras no Equador foram herdadas na compra da petrolífera argentina Perez Companc, em 2003. A Petrobras Energia (subsidiária da Petrobras) tem uma produção de 6 mil barris de petróleo por dia e duas áreas exploratórias.



Fonte: Valor Econômico
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