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Indústria Química

Setor investirá US$ 26 bi até 2014

08/01/2010 | 09h09
A indústria química brasileira corrigiu para cima, neste início de ano, o total de investimentos a serem aplicados no segmento de produtos químicos para uso industrial até 2014, pulando de US$ 23 bilhões para US$ 26 bilhões. Desse total, US$ 10,9 bilhões referem-se a projetos aprovados e que se encontram em andamento. Os que estão em estudo somam US$ 11,9 bilhões, e os investimentos programados em manutenção, melhorias de processo, segurança e meio ambiente chegam a US$ 3,3 bilhões.


"Diante da crise econômica mundial, muitas companhias mantiveram seus projetos, porém prolongaram os prazos de execução. Com a retomada econômica no segundo semestre de 2009, elas então retornaram aos antigos cronogramas e até adotaram estratégias mais agressivas de execução", afirmou o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Nelson Pereira dos Reis.


Segundo levantamento feito com 800 empresas do setor de todo o País, o Rio de Janeiro será o estado que abocanhará a maior parcela desse aporte, US$ 9,17 bilhões, mais de 35% do total. Conforme afirmou o presidente executivo da Abiquim, somente a implementação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) assimilará mais de 80% do valor destinado ao estado.


Em segundo aparece Minas Gerais, cujos projetos somam US$ 3,53 bilhões, 13,5% do total, seguido de São Paulo, que, com investimentos da ordem de US$ 3,14 bilhões, deverá ficar com 12% do total. Na quarta posição está a Bahia, que demandará aporte de US$ 1,54 bilhão, quase 6% do total, e em quinto, Pernambuco, estado que precisará de US$ 1,23 bilhão para sua indústria química de base, 4,7% do total. Os projetos sem localização definida somam US$ 3,51 bilhões. (13,5% do total).



pré-sal. "É bom lembrar que aqui não está incluído o pré-sal, que, segundo o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, ainda carece de vários testes e pesquisas até que tenhamos bases sólidas a seu respeito", afirmou Reis. Segundo ele, os investimentos para a exploração do pré-sal se darão de forma mais efetiva a partir de 2015.


O presidente executivo da Abiquim disse que os investimentos que serão feitos no setor químico brasileiro até 2014 deverão gerar quase 6 mil empregos diretos no período. "No setor químico, para cada emprego direto gerado, são criados outros cinco indiretos", explicou Reis.



PACTO. Ao todo, o segmento emprega mais de 500 mil trabalhadores no País. Segundo Reis, os investimentos programados pela indústria química poderão ser multiplicados nos próximos anos, alcançando US$ 132 bilhões até 2020, desde que decole o Pacto Nacional da Indústria Química, lançado em dezembro do ano passado, e que requer ações conjuntas entre o setor, a Petrobras e o governo.


Segundo ele, ou o Brasil assume que deve se modernizar ou corre o risco de ficar para trás. "Nosso déficit na balança comercial no ano passado foi da ordem de US$ 14 bilhões. Em 2008, havia sido de US$ 20 bilhões, e a tendência é de que ele aumente nos próximos anos. Daí a urgência do pacto", disse Reis.


Segundo o presidente executivo da Abiquim, o pacto atrela os compromissos do setor com o desenvolvimento do Brasil nos próximos anos e propõe a adoção de uma série de atribuições ao governo, como, por exemplo, a disponibilidade de matéria-prima, a desoneração da cadeia produtiva e a isonomia tributária.


"Nós não podemos perder esse momento histórico para reduzirmos os impostos em toda a cadeia. A crise econômica mundial mostrou ao Brasil que pequenas mudanças na arrecadação - a exemplo da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns setores -, foram fundamentais para o equilíbrio da economia do País."


De acordo com Reis, o pacto visa ainda o aumento da aplicação de recursos em inovação e desenvolvimento tecnológico, a elevação dos níveis de produtividade e a promoção da sustentabilidade. "Outra grande aposta para os próximos anos será a expansão da química verde, que deverá trazer ganhos competitivos ao País."


Segundo o presidente executivo da Abiquim, o pacto tem como meta colocar o setor entre os cinco maiores do mundo até 2020, e tornar o País superavitário em produtos químicos, além de líder mundial em química verde. A Abiquim calcula que a aplicação do pacto deverá criar 2,3 milhões de empregos no País.


Fonte: Jornal do Commercio
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