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Petróleo e Gás

Setor é destaque na lista do FMM

13/10/2008 | 04h24

Empresas de navegação e estaleiros dedicados a atender, prioritariamente, as encomendas da indústria de petróleo e gás estão entre os principais beneficiados pelos financiamentos aprovados na última reunião do conselho diretor do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Os armadores Companhia Brasileira de Offshore (CBO), Bram Offshore, Wilson, Sons Offshore e Transpetro e os estaleiros Aliança, Mauá e Atlântico Sul fazem parte da lista de empresas que receberam "prioridades" de financiamento do conselho diretor do FMM que reuniu-se na semana passada.

 

A "prioridade" é o jargão utilizado na indústria naval para indicar que um projeto recebeu aprovação do fundo. Trata-se de uma espécie de pré-requisito para que o armador ou estaleiro possa negociar a contratação do empréstimo com o agente financeiro, os bancos oficiais (BNDES, BB, CEF, BNB e Banco da Amazônia). Na reunião do conselho do FMM, na quinta, a CBO, do grupo Fischer, foi, individualmente, a empresa que recebeu a maior prioridade, no valor de US$ 764 milhões. O montante refere-se à construção de 20 navios de apoio offshore usados na prestação de serviços às plataformas de petróleo e gás e à suplementação de recursos para outra embarcação.

 

O estaleiro Aliança, de Niterói (RJ), que pertence ao mesmo grupo da CBO, teve aprovado financiamento de US$ 42,7 milhões pelo FMM para obras de modernização. "O interesse na construção de novos navios se explica pela demanda do setor de óleo e gás. Há necessidade de energia no Brasil e no mundo", disse Luiz Maurício Portela, diretor-presidente da CBO. Somados, os financiamentos do fundo para as duas empresas do grupo Fischer alcançam US$ 806,7 milhões, 90% do investimento total, de US$ 896,4 milhões.

 

Outra empresa a receber prioridade para um grande volume de embarcações foi a Wilson, Sons. O braço de apoio offshore da empresa, a Wilson, Sons Offshore, teve aprovados US$ 670,1 milhões para construção de 13 navios. A Saveiros Camuyrano, empresa de rebocadores do grupo, ganhou o direito de contratar US$ 144,5 milhões em empréstimos com recursos do fundo para construir 18 rebocadores portuários. No total, os financiamentos para as duas empresas somam US$ 814,6 milhões, valor equivalente a 90% do investimento total. "Em época de tamanha incerteza nos mercados, a garantia dos financiamentos é muito importante", disse Cezar Baião, diretor superintendente da Wilson, Sons.

 

Empresas de apoio offshore, como CBO e Wilson, Sons e Bram Offshore, do grupo americano Edison Chouest, contam com os financiamentos do FMM para participar, no fim deste mês, da licitação da Petrobras para o primeiro lote de navios offshore, no total de 24 embarcações. Será a primeira de uma série de concorrências abertas pela estatal para contratar 146 navios de apoio até 2014. "O financiamento do fundo garante o suporte financeiro às empresas com a economia mundial em dificuldades", disse Ricardo Chagas, diretor comercial do estaleiro Navship, de Navegantes (SC), também ligado ao Edison Chouest.

 

Entre os estaleiros, o FMM aprovou suplementação de US$ 345,8 milhões para o Atlântico Sul, de Pernambuco. "A suplementação se insere no projeto de expansão da capacidade do estaleiro", disse o presidente do Atlântico Sul, Angelo Bellelis.



Fonte: Valor Econômico
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