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Levantamento

Setor de petróleo e gás retoma IPOs e fusões e aquisições, aponta Ernst & Young

04/02/2011 | 09h34
O setor petrolífero, a despeito das crises em 2010, como o vazamento no Golfo do México, encerrou o ano com uma recuperação nas transações e perspectivas positivas para 2011. No período, foi registrado um crescimento de 50% em fusões e aquisições, que voltaram ao patamar observado antes da crise econômica mundial, em 2008. Além disso, ocorreu uma retomada de abertura de capital (IPO) no mundo, totalizando 45 operações de companhias de petróleo e gás, com um volume de mais de US$ 11 bilhões no mercado de ações.  

 

O forte crescimento econômico mundial no final de 2010 causou o segundo maior aumento na demanda por petróleo nos últimos 30 anos, desde o segundo choque do petróleo, ocorrido no início de 1980, de acordo com análise feita pela Ernst & Young sobre o setor de petróleo e gás, realizada trimestralmente. A expectativa é que o ritmo continue aquecido e 2011 registre um aumento na demanda, embora de forma menos intensa, com possível elevação do preço do barril que deve alcançar US$ 100 já no primeiro trimestre de 2011.


   

A dispersão da produção e o aumento na capacidade de refino devem ser suficientes para absorver o crescimento da demanda no curto prazo. No entanto, se os mercados desenvolvidos realmente começarem a crescer neste ano, haverá impactos significativos. Com os preços do barril perto de ultrapassar US$ 100 poderá ocorrer, na avaliação da Ernst & Young, uma grande dissociação entre os preços do petróleo e de gás.

 

A Ernst & Young aponta, ainda, que os grandes desafios em 2011 devrão ser o provável aumento da regulação, por conta do vazamento no Golfo do México, a crise econômica na Europa e a incerteza sobre se a China vai tentar diminuir o crescimento de sua demanda interna por energia ou se vai apostar em fontes alternativas.

 


Petróleo


O último trimestre de 2010 viu o maior pico na demanda mundial desde 2004 – e o segundo maior desde 1980. No entanto, mesmo com a previsão de que a demanda continuará a crescer por conta da melhoria no ambiente econômico global, a taxa de crescimento não deve ser tão alta como no final de 2010. Fatores imprevisíveis, como a melhoria econômica na Europa e a demanda da China e da Índia, também poderão impactar esse cenário.

O aumento do apetite global por energia e os preços elevados do petróleo devem criar um ambiente propício para a diversificação das fontes de energia, com uma maior utilização do gás natural e o desenvolvimento de novas fontes renováveis.


Gás


O forte crescimento na produção de gás a partir do xisto, o excesso de oferta no mercado e os baixos preços continuam a atrapalhar os produtores de gás natural. Para aproveitar os altos preços do petróleo, houve uma mudança acentuada na produção de xisto: de gás para líquidos. Isso pode amenizar um pouco o excesso de gás natural no mercado. Além disso, a demanda pode aumentar se o gás natural for utilizado mais intensamente como combustível para transporte ou se as emissões de carbono sofrerem novas restrições de regulação. E, até que ocorra um aumento no preço do gás, os produtores de energias alternativas não conseguirão ser competitivos sem subsídios significativos.



Downstream

 

Depois de um 2009 extremamente ruim, a primeira metade de 2010 trouxe melhorias significativas para o setor de downstream. Por isso, o segmento terminou o ano passado com a produção em alta, o que indica que a indústria de refino pode ter se recuperado. A expansão da capacidade instalada e abertura de novas plantas indicam que a indústria de downstream está pronta para responder ao aumento na demanda.



Serviços petrolíferos


Com os gastos crescendo 20% em 2010, a indústria de serviços petrolíferos teve um bom ano. E 2011 promete gerar ainda mais negócios. Os planos anunciados por grandes empresas, como ExxonMobil, Shell e Chevron, indicam que a indústria petrolífera está disposta a aumentar os investimentos, em um esforço para atender à demanda. No entanto, problemas regulatórios na produção offshore e incertezas em relação ao gás de xisto continuarão a impactar o planejamento de longo prazo da indústria.





Fonte: Redação
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