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Preocupação

Setor de máquinas não vê reversão do déficit

22/01/2014 | 11h06

 

Setor de máquinas não vê reversão do déficit
Quarta, 22 Janeiro 2014 08:38
Indústria naval e Offshore
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A indústria brasileira terminou 2013 com um déficit comercial de US$ 105 bilhões, o maior da história - e o setor de máquinas e equipamentos respondeu por quase um quinto desta conta.
Até outubro, esse segmento da indústria acumulava um déficit comercial de US$ 18 bilhões, nos cálculos da associação que representa suas companhias, a Abimaq. Para o acumulado de 2013, as estimativas eram de US$ 20 bilhões. Em apenas um ano, o déficit da indústria do setor no país cresceu aproximadamente 20%, e as empresas não acreditam em uma reversão dessa tendência.
"A maior preocupação do nosso setor, que é a mesma da indústria da transformação, é a de que o Brasil continue com um modelo baseado no foco à exportação de commodities e na destruição da indústria", disse ao Valor o diretor secretário da Abimaq, Carlos Pastoriza. Na indústria de bens de capital mecânicos, as empresas locais dificilmente conseguem competir com os produtos importados, principalmente da China, salvo quando há significativos incentivos do governo.
Nos últimos anos, a concessão de crédito mais barato para a compra de máquinas e equipamentos produzidos nacionalmente, por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), tem sido fundamental para que os produtos nacionais sejam vendidos. A Abimaq estima que, caso o programe acabe, metade da indústria de máquinas no país irá desaparecer. Pode soar exagerado, mas os empresários vêm afirmando há meses o quanto o programa vem ajudando a sustentar suas vendas.
Os principais concorrentes, assim como em diversos setores da economia brasileira, são os chineses. Quando é considerado o peso das máquinas, em toneladas, a China desponta como a principal origem dos produtos importados no Brasil. Em valores, porém, o país asiático é o segundo (com 17% do total), atrás dos Estados Unidos (com 25%). Alemanha e Itália aparecem em seguida.
No ano passado, as importações de máquinas e equipamentos cresceram no Brasil na maioria dos segmentos da indústria. A Abimaq diz que houve queda das compras externas somente nos segmentos de logística e para agricultura. No caso das máquinas usadas nas indústrias de bens de capital, de base, de transformação, de bens de consumo e de petróleo e energia, foram registrados aumentos das compras do exterior no ano passado até outubro. No total, as importações cresceram 7% em um ano e somaram US$ 27,2 bilhões.
Mas não foi sempre assim. O déficit do setor de máquinas e equipamentos era quase nulo em 2007 e cresceu gradualmente desde então. Para a Abimaq, a situação atual é resultado da valorização do real, da falta de investimentos produtivos no Brasil, de aumentos expressivos de salários - superiores ao aumento da produtividade das empresas, na avaliação da entidade - e dos altos juros do país.
A solução proposta pela Abimaq são reformas políticas para a redução de gastos do governo, a desoneração da indústria e o aumento dos recursos disponíveis para investimentos no país. A queda dos gastos públicos, da inflação, dos juros e do real, diz a entidade, melhoraria a competitividade do setor.

A indústria brasileira terminou 2013 com um déficit comercial de US$ 105 bilhões, o maior da história - e o setor de máquinas e equipamentos respondeu por quase um quinto desta conta.

Até outubro, esse segmento da indústria acumulava um déficit comercial de US$ 18 bilhões, nos cálculos da associação que representa suas companhias, a Abimaq. Para o acumulado de 2013, as estimativas eram de US$ 20 bilhões. Em apenas um ano, o déficit da indústria do setor no país cresceu aproximadamente 20%, e as empresas não acreditam em uma reversão dessa tendência.

"A maior preocupação do nosso setor, que é a mesma da indústria da transformação, é a de que o Brasil continue com um modelo baseado no foco à exportação de commodities e na destruição da indústria", disse ao Valor o diretor secretário da Abimaq, Carlos Pastoriza. Na indústria de bens de capital mecânicos, as empresas locais dificilmente conseguem competir com os produtos importados, principalmente da China, salvo quando há significativos incentivos do governo.

Nos últimos anos, a concessão de crédito mais barato para a compra de máquinas e equipamentos produzidos nacionalmente, por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), tem sido fundamental para que os produtos nacionais sejam vendidos. A Abimaq estima que, caso o programe acabe, metade da indústria de máquinas no país irá desaparecer. Pode soar exagerado, mas os empresários vêm afirmando há meses o quanto o programa vem ajudando a sustentar suas vendas.

Os principais concorrentes, assim como em diversos setores da economia brasileira, são os chineses. Quando é considerado o peso das máquinas, em toneladas, a China desponta como a principal origem dos produtos importados no Brasil. Em valores, porém, o país asiático é o segundo (com 17% do total), atrás dos Estados Unidos (com 25%). Alemanha e Itália aparecem em seguida.

No ano passado, as importações de máquinas e equipamentos cresceram no Brasil na maioria dos segmentos da indústria. A Abimaq diz que houve queda das compras externas somente nos segmentos de logística e para agricultura. No caso das máquinas usadas nas indústrias de bens de capital, de base, de transformação, de bens de consumo e de petróleo e energia, foram registrados aumentos das compras do exterior no ano passado até outubro. No total, as importações cresceram 7% em um ano e somaram US$ 27,2 bilhões.

Mas não foi sempre assim. O déficit do setor de máquinas e equipamentos era quase nulo em 2007 e cresceu gradualmente desde então. Para a Abimaq, a situação atual é resultado da valorização do real, da falta de investimentos produtivos no Brasil, de aumentos expressivos de salários - superiores ao aumento da produtividade das empresas, na avaliação da entidade - e dos altos juros do país.

A solução proposta pela Abimaq são reformas políticas para a redução de gastos do governo, a desoneração da indústria e o aumento dos recursos disponíveis para investimentos no país. A queda dos gastos públicos, da inflação, dos juros e do real, diz a entidade, melhoraria a competitividade do setor.



Fonte: Valor Econômico
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