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Combustíveis

Seminário na Fiesp discute da matriz brasileira de combustíveis

24/06/2005 | 00h00

O Brasil precisa de uma política de combustíveis mais consistente, que permita ao país usufruir melhor da variedade de derivados de que dispõe. A afirmação é uma das conclusões da apresentação que o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-estrutura, fará no seminário "Matriz Brasileira de Combustíveis", que será realizado nesta segunda-feira (27/06), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Pires antecipou que sua apresentação na Fiesp será centrada na evolução do mercado brasileiro de combustíveis, em críticas a uma política de combustíveis constantemente associada a eventos conjunturais e em sugestões para que o país alcance maior segurança no abastecimento de derivados. 
Em resumo, Pires comentou que o setor de combustíveis brasileiro tem um comportamento ciclotímico associado a crises internacionais. "No primeiro choque o petróleo, o Brasil desenvolveu o uso do diesel; no segundo choque, houve o crescimento do consumo de álcool; no contra-choque dos anos 80, voltou o alto consumo de gasolina; e agora, em resposta a esta alta dos preços internacionais do petróleo, ocorre o boom do GNV. Isso revela um problema na política de combustíveis", critica.
Na opinião de Pires, o país deveria evitar o excessivo crescimento do consumo de alguns combustíveis por motivações conjunturais, como foi o crescimento do álcool em sua época e é o do GNV agora.  "Como o desenvolvimento do mercado de GNV não ocorreu em bases sustentáveis, bastou uma crise na Bolívia e o programa já pode andar para trás", avalia. O consultor sugere o desenvolvimento de um programa de regionalização de combustíveis, utilizando o mais abundante em cada região localmente. "O ideal seria usar: mais álcool em São Paulo e mais GNV no Rio, por exemplo".
No caso específico do gás natural, Pires considera que a estabilidade do mercado só será alcançada quando o Brasil encontrar mais gás natural internamente e explorar as reservas existentes, como os blocos BS 400 e BS 500. "É claro que o Brasil vai continuar explorando gás da Bolívia, mas é preciso reduzir essa dependência. Hoje, 50% do gás consumido no Brasil vem da Bolívia e em São Paulo, 75% do gás consumido é boliviano", informa.
O seminário da Fiesp pretende avaliar a capacidade de produção de petróleo, álcool e gás natural em um cenário marcado pela alta do petróleo pela recente crise na Bolívia. "O objetivo é balizar a indústria paulista com dados sobre a capacidade nacional de produção e consumo destes combustíveis, para que ela tenha condições de se planejar melhor", explica Luiz Gonzaga Bertelli, diretor da Divisão de Energia do Deinfra. "Vamos fazer um inventário a respeito desse quadro", complementa.
O seminário também pretende discutir a situação de preços dos combustíveis. O questionamento fundamental é até quando a Petrobras conseguirá conter o aumento dos combustíveis no país, enquanto externamente o barril chega a quase US$ 60. 
Pires critica a administração dos preços da Petrobras e culpa a estatal por dificultar a entrada de investimentos internacionais em refinarias. "Várias empresas internacionais estão anunciando que querem investir em refino, mas ninguém vai querer investir no Brasil com os preços administrados", afirma.
Além do consultor do CBIE, também participarão do seminário os diretores do Departamento de Infra-estrutura da Fiesp, Saturnino Sérgio da Silva e Luiz Gonzaga Bertelli; o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa; e o professor da Universidade Federal de Itajubá (MG), Luiz Augusto Horta Nogueira, que foi diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).



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