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ABIMAQ

Seminário discute futuro da indústria de bens de capital

16/12/2015 | 16h42

As dificuldades enfrentadas pela indústria de máquinas e equipamentos no setor de óleo e gás, os efeitos da crise política e as perspectivas e estratégias para a sobrevivência e retomada do crescimento foram temas discutidos no seminário “O futuro da indústria de bens de capital no atual cenário do setor de petróleo e gás”, promovido pela ABIMAQ, na sede da associação, no dia 17 de novembro. Na ocasião, foram discutidas as visões política, econômica, de empresas de petróleo, de empresas prestadoras de serviço e da indústria de máquinas e equipamentos, por especialistas representantes de cada setor.

 

Na abertura do evento, Carlos Pastoriza, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, destacou a fase crítica atual, ressaltando que o faturamento da indústria de máquinas e equipamentos para o setor de óleo e gás teve queda de 55% até setembro deste ano e, nas exportações, queda de 90% no mesmo período. “A indústria de transformação é uma das mais afetadas nessa recessão, pois, em uma crise, o que se corta primeiro são investimentos. Para sobrevivermos, precisamos ter condições mínimas para que os investimentos retornem”, afirmou.

 

Política e economia - Para o deputado federal Jerônimo Goergen, presidente da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos, a crise política está congelando a economia. “Como serão feitos investimentos, se não podemos imaginar o futuro do Brasil? É essencial uma definição quanto à continuidade ou não do governo, para o planejamento necessário. Os próximos meses são fundamentais para discutirmos o país que queremos. Sem investimentos, como vamos sobreviver? Vamos virar um Brasil colônia”, declarou, destacando que a ABIMAQ é uma das poucas entidades que tem se posicionado com firmeza junto ao governo: “Reforço meu compromisso com a associação e minha luta por esse setor tão importante”.

 

Carlos Carvalho, gestor da Saga Capital, afirmou que é preciso quebrar o seguinte ciclo vicioso: Agravamento do quadro fiscal, aumento dos prêmios de risco, desvalorização do Real, elevação da inflação, alta dos juros futuros, deterioração da atividade e queda na arrecadação: “Mas, para isso, temos que resolver outra crise, a política”. Segundo ele, em um cenário de continuidade do processo atual, o círculo vicioso permanece e a inflação elevada e atividade estagnada se prolongariam nos próximos anos, sendo o setor externo a válvula de escape nesta conjuntura. “Caso haja reversão do processo atual, ocorreria uma inversão do círculo vicioso. Mas, para isso, o governo não pode repetir erros dos últimos anos e devemos recuperar a agenda de reformas”, concluiu.

 

Visão das empresas de petróleo e prestadoras de serviço - Com visão mais otimista, o secretário executivo de E&P do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Antônio Guimarães, declarou acreditar em uma luz no fim do túnel. “O potencial geológico que nós temos, o potencial offshore, é algo já comprovado. E o pré-sal é um ponto fora da curva, de tão excepcional. Mas este potencial não está se materializando. Temos que entender as causas e precisamos de política industrial para que a atração de investimentos traga esse valor”, afirmou, citando como caminhos necessários: Estabilidade tributária e regulatória, agilidade no licenciamento ambiental, multiplicidade de atores em ação, planejamento do ciclo de leilões da ANP, identificação de gargalos e política de Conteúdo Local inteligente.

 

Eduardo Chamusca, diretor de Desenvolvimento de Negócios Brasil da SBM, manteve o discurso mais positivo. “É muito difícil vislumbrar o futuro quando se está preocupado se vai haver café da manhã para os funcionários na fábrica, mas acredito que vai haver demanda. As reservas estão aí. Não interessa o tamanho da queda, o Brasil continua sendo o principal mercado. Existe uma teoria de que o Brasil não é competitivo, mas isso até se colocar em prática melhores métodos de gestão. A perspectiva é boa. O ponto chave é saber: O que fazemos hoje no Brasil, o que não fazemos e o que queremos fazer?”, questionou.

 

Após as apresentações, foram realizados debates, cujo conteúdo poderá ser visualizado no site do Conselho de Óleo e Gás: www.conselhos.org.br/cog.



Fonte: SEGS
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