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Preços

Sem produção atual, país gastaria US$ 20 bilhões ao ano

17/05/2004 | 00h00

O Brasil estaria quebrado se tivesse de importar hoje o 1,5 milhão de barris/dia de petróleo, ou 500 milhões de barris/ano, que comprava no exterior durante as crises de 1973 e 1979, ao preço de US$ 40 o barril, pois teria que despender US$ 20 bilhões/ano. O cálculo é de Armando Guedes, principal executivo da Suzano Petroquímica, ex-superintendente comercial da Petrobras nos anos 70 e presidente nos anos 1988 e 1989. Ele constata que a estatal está em situação confortável, pois compra fora pouco mais de 10% da demanda doméstica de 1,8 milhão de barris/dia. Nesse cenário, a crise atual do petróleo abre um portfólio de oportunidades para a Petrobras ganhar dinheiro com a exploração das suas inúmeras reservas descobertas de óleo, por meio de parcerias com petroleiras estrangeiras, todas nadando em dinheiro e prontas para investi-lo.
A grande vantagem que o Brasil leva nesse momento é ter percebido com alguma antecipação que precisava romper com a dependência externa do petróleo, observa. "O país em desenvolvimento, como o nosso, que atualmente não produz petróleo, está morto." A posição brasileira é diferente. No seu raciocínio, mesmo que o preço do petróleo dobre, o que não deve acontecer, não será ruim para o Brasil, declara. Guedes considera que quem tem petróleo de qualquer maneira sai ganhando na crise, pois, se o preço subir, irá faturar e o dinheiro vai para o cofre.
Ao seu ver, a Petrobras deveria priorizar as atividades de exploração e produção. Ela já dedica 70% do orçamento para essa área e vem fazendo incursões de exploração há 20 anos. "A questão não envolve só importância estratégica, mas de economicidade. O petróleo a US$ 40 o barril dá retorno em três a quatro meses. Por isso, acho que a Petrobras deve gastar com outras áreas só se for absolutamente necessário para mantê-la funcionando. Ela deve concentrar o máximo da atividade no aumento da produção e reduzir as atividades de exploração, pois já tem muitas reservas descobertas. Com isso, pode chegar mais rápido à auto-suficiência e ganhar muito dinheiro", diz o ex-presidente.
Segundo Guedes, se o Brasil quiser produzir 50% mais que seu consumo interno, não deve torcer para o preço do petróleo cair.
O executivo da Suzano não trabalha com a expectativa de o preço do petróleo voltar para US$ 20 o barril, mas prevê que no prazo de seis meses a um ano, a cotação deve cair para cerca de US$ 30. "Não consigo visualizar esse preço se sustentando num patamar de US$ 40 por barril."
Segundo Guedes, a retração do preço virá por conta da onda avassaladora de novos investimentos na descoberta de poços que está por vir, como aconteceu nos anos 70. Depois, porque haverá inúmeros investimentos em fontes de energia alternativas ao petróleo. Finalmente, porque os Estados Unidos, como consumidores frenéticos do óleo cru, serão os primeiros a querer derrubar moderadamente os preços.



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