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Sustentabilidade

Secretário de Saneamento apresenta Probiogás como alternativa eficiente na produção de energia

13/10/2015 | 12h59

 

Em congresso para discutir as alterações climáticas e a gestão do saneamento ambiental, o secretário Nacional de Saneamento Ambiental, do Ministério das Cidades, Paulo Ferreira, apresentou o projeto Probiogás e defendeu o uso do biogás para produzir energia elétrica e calor nas Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs).
 
“Em tempos de discussão sobre tarifas de energia elétrica, crise hídrica e energias renováveis, a eficiência energética na prestação dos serviços públicos é um dos focos de debate. Nos serviços públicos de saneamento, por exemplo, a energia elétrica corresponde ao segundo maior item de custos, perdendo apenas para os custos de pessoal. Além de otimizar o consumo de eletricidade, visando maior eficiência energética nos processos de tratamento, uma opção interessante para as ETEs é a autoprodução de energia”, explica Ferreira.
O secretário de Saneamento informou durante sua palestra que no Brasil, a maioria das ETEs queima apenas o biogás antes de lançá-lo para a atmosfera, desperdiçando enorme potencial energético. “O aproveitamento do biogás, fonte de energia limpa e renovável, possibilitaria a geração descentralizada de energia e está em consonância com os conceitos de desenvolvimento sustentável e de eficiência energética no setor”, acrescentou.
Em painel com o tema “Biogás: uma alternativa para tornar ETEs mais eficientes econômica e energeticamente”, o secretário relatou que, desde 2013, o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria de Saneamento Ambiental tem conduzido o projeto de cooperação técnica denominado Projeto Brasil-Alemanha de Fomento ao Aproveitamento Energético de Biogás no Brasil – Probiogás, em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).
“Na Alemanha, por exemplo, mais de 800 ETEs usam o biogás para produzir energia elétrica e calor, gerando 900 GWh/a elétrico e 1.800 GWh/a térmico. Isto representa quase um quarto do consumo total elétrico das ETEs sendo suprido por autoprodução. A principal justificativa para a realização do Probiogás é a expectativa de transferência do conhecimento e da experiência alemã sobre o aproveitamento do biogás”.
Paulo Ferreira esclareceu ainda que o Probiogás visa contribuir para a inserção e visibilidade do biogás na matriz energética brasileira e tem como objetivo imediato fomentar o seu aproveitamento a partir de efluentes e resíduos do setor de saneamento e também agropecuário. As ações do projeto incluem elaboração de estudos, guias e manuais técnicos, atividades de capacitação de profissionais que atuam no setor, promoção de encontros e discussões entre atores relevantes, realização de visitas técnicas em plantas de biogás e o fomento à elaboração de normativos e legislação específica, dentre outras iniciativas.
 
No Congresso foi lançado, no estande do Probiogás, o Guia Técnico de Aproveitamento de Biogás em ETEs, com objetivo de fornecer recomendações para a concepção e o projeto de instalações de biogás em ETEs, visando sanar uma lacuna de orientação técnica no Brasil. A publicação foi elaborada por um grupo de trabalho formado por especialistas (acadêmicos, consultores e operadores), a partir da discussão sobre as recomendações contidas em normas alemãs selecionadas.
 
O secretário nacional finalizou dizendo que o Probiogás promove a inserção do aproveitamento energético do biogás na pauta dos governos e dos prestadores de serviços de saneamento. “Este projeto tem a ambição de fazer com que essa fonte renovável de energia seja utilizada em toda a sua potencialidade no país, contribuindo também para uma maior diversificação da matriz energética nacional”, finalizou.
 
O 28º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental (CBESA) foi realizado entre os dias 4 e 8 de outubro no Rio Centro, Rio de Janeiro. O evento reuniu especialistas, acadêmicos, gestores de companhias de saneamento, profissionais e estudantes do saneamento e do meio ambiente de todo o país e convidados internacionais que debateram, entre outros temas, a crise hídrica no Brasil e no mundo, as alterações climáticas e a gestão do saneamento ambiental. Entre os palestrantes estiveram presentes Judith Sykes, especialista em estratégia sustentável para a gestão de água nas Olimpíadas de Londres 2012, Léo Heller, relator da ONU para o Saneamento e Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial da Água e secretário de Saneamento do Estado de São Paulo.
 
 
Probiogás - O emprego do biogás como fonte de energia contribui para a autossustentabilidade dos sistemas de tratamento. Em termos de ganhos econômicos, tem-se a geração de energia elétrica para consumo próprio nas ETEs, bem como a geração de energia térmica para higienização do lodo gerado no tratamento de efluentes, incidindo diretamente na economia de recursos financeiros. Dentro do cenário nacional, quanto à eficiência energética no tratamento de esgoto, as ETEs podem aproveitar, de forma mais efetiva, subprodutos como o gás metano, que pode ser utilizado na geração de energia elétrica e/ou térmica. As tecnologias com base em fontes renováveis podem ser, portanto, atrativas devido às vantagens ambientais e econômicas a elas inerentes.
 
Dentre as atividades do Probiogás destaca-se a “Campanha de Medição em Reatores do tipo UASB”, tecnologia amplamente utilizada no tratamento de efluentes. Essa campanha tem por objetivo conhecer o real potencial de produção de biogás nesses reatores, visando disponibilizar subsídios técnicos para o cálculo de viabilidade econômica das plantas. Esta atividade envolve a Universidade Federal de Minas Gerais e um grupo de consultores técnicos, que apoiam os prestadores de serviços de saneamento na instalação de equipamentos de medição e telemetria, acompanham a produção dos dados e realizam as análises. Participam dessa iniciativa as seguintes estações de tratamento: ETE Sapucaí Mirim (Copasa); ETE Guaxinim (Sanesul); ETE Norte e ETE Padilha Sul (Sanepar); ETE Paranoá (CAESB); ETE Várzea Paulista (Sabesp); ETE Itabira (SAAE Itabira); ETE Piçarrão (Sanasa); ETE Rio Preto (Semae São José do Rio Preto); ETE Toque Toque (Águas de Niterói).

Em congresso para discutir as alterações climáticas e a gestão do saneamento ambiental, o secretário Nacional de Saneamento Ambiental, do Ministério das Cidades, Paulo Ferreira, apresentou o projeto Probiogás e defendeu o uso do biogás para produzir energia elétrica e calor nas Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs). “Em tempos de discussão sobre tarifas de energia elétrica, crise hídrica e energias renováveis, a eficiência energética na prestação dos serviços públicos é um dos focos de debate. Nos serviços públicos de saneamento, por exemplo, a energia elétrica corresponde ao segundo maior item de custos, perdendo apenas para os custos de pessoal. Além de otimizar o consumo de eletricidade, visando maior eficiência energética nos processos de tratamento, uma opção interessante para as ETEs é a autoprodução de energia”, explica Ferreira.

O secretário de Saneamento informou durante sua palestra que no Brasil, a maioria das ETEs queima apenas o biogás antes de lançá-lo para a atmosfera, desperdiçando enorme potencial energético. “O aproveitamento do biogás, fonte de energia limpa e renovável, possibilitaria a geração descentralizada de energia e está em consonância com os conceitos de desenvolvimento sustentável e de eficiência energética no setor”, acrescentou.

Em painel com o tema “Biogás: uma alternativa para tornar ETEs mais eficientes econômica e energeticamente”, o secretário relatou que, desde 2013, o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria de Saneamento Ambiental tem conduzido o projeto de cooperação técnica denominado Projeto Brasil-Alemanha de Fomento ao Aproveitamento Energético de Biogás no Brasil – Probiogás, em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).“Na Alemanha, por exemplo, mais de 800 ETEs usam o biogás para produzir energia elétrica e calor, gerando 900 GWh/a elétrico e 1.800 GWh/a térmico. Isto representa quase um quarto do consumo total elétrico das ETEs sendo suprido por autoprodução. A principal justificativa para a realização do Probiogás é a expectativa de transferência do conhecimento e da experiência alemã sobre o aproveitamento do biogás”.

Paulo Ferreira esclareceu ainda que o Probiogás visa contribuir para a inserção e visibilidade do biogás na matriz energética brasileira e tem como objetivo imediato fomentar o seu aproveitamento a partir de efluentes e resíduos do setor de saneamento e também agropecuário. As ações do projeto incluem elaboração de estudos, guias e manuais técnicos, atividades de capacitação de profissionais que atuam no setor, promoção de encontros e discussões entre atores relevantes, realização de visitas técnicas em plantas de biogás e o fomento à elaboração de normativos e legislação específica, dentre outras iniciativas.
 
No Congresso foi lançado, no estande do Probiogás, o Guia Técnico de Aproveitamento de Biogás em ETEs, com objetivo de fornecer recomendações para a concepção e o projeto de instalações de biogás em ETEs, visando sanar uma lacuna de orientação técnica no Brasil. A publicação foi elaborada por um grupo de trabalho formado por especialistas (acadêmicos, consultores e operadores), a partir da discussão sobre as recomendações contidas em normas alemãs selecionadas.

O secretário nacional finalizou dizendo que o Probiogás promove a inserção do aproveitamento energético do biogás na pauta dos governos e dos prestadores de serviços de saneamento. “Este projeto tem a ambição de fazer com que essa fonte renovável de energia seja utilizada em toda a sua potencialidade no país, contribuindo também para uma maior diversificação da matriz energética nacional”, finalizou. O 28º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental (CBESA) foi realizado entre os dias 4 e 8 de outubro no Rio Centro, Rio de Janeiro. O evento reuniu especialistas, acadêmicos, gestores de companhias de saneamento, profissionais e estudantes do saneamento e do meio ambiente de todo o país e convidados internacionais que debateram, entre outros temas, a crise hídrica no Brasil e no mundo, as alterações climáticas e a gestão do saneamento ambiental.

Entre os palestrantes estiveram presentes Judith Sykes, especialista em estratégia sustentável para a gestão de água nas Olimpíadas de Londres 2012, Léo Heller, relator da ONU para o Saneamento e Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial da Água e secretário de Saneamento do Estado de São Paulo.  Probiogás - O emprego do biogás como fonte de energia contribui para a autossustentabilidade dos sistemas de tratamento. Em termos de ganhos econômicos, tem-se a geração de energia elétrica para consumo próprio nas ETEs, bem como a geração de energia térmica para higienização do lodo gerado no tratamento de efluentes, incidindo diretamente na economia de recursos financeiros. Dentro do cenário nacional, quanto à eficiência energética no tratamento de esgoto, as ETEs podem aproveitar, de forma mais efetiva, subprodutos como o gás metano, que pode ser utilizado na geração de energia elétrica e/ou térmica.

As tecnologias com base em fontes renováveis podem ser, portanto, atrativas devido às vantagens ambientais e econômicas a elas inerentes. Dentre as atividades do Probiogás destaca-se a “Campanha de Medição em Reatores do tipo UASB”, tecnologia amplamente utilizada no tratamento de efluentes. Essa campanha tem por objetivo conhecer o real potencial de produção de biogás nesses reatores, visando disponibilizar subsídios técnicos para o cálculo de viabilidade econômica das plantas. Esta atividade envolve a Universidade Federal de Minas Gerais e um grupo de consultores técnicos, que apoiam os prestadores de serviços de saneamento na instalação de equipamentos de medição e telemetria, acompanham a produção dos dados e realizam as análises. Participam dessa iniciativa as seguintes estações de tratamento: ETE Sapucaí Mirim (Copasa); ETE Guaxinim (Sanesul); ETE Norte e ETE Padilha Sul (Sanepar); ETE Paranoá (CAESB); ETE Várzea Paulista (Sabesp); ETE Itabira (SAAE Itabira); ETE Piçarrão (Sanasa); ETE Rio Preto (Semae São José do Rio Preto); ETE Toque Toque (Águas de Niterói).

 



Fonte: Redação/Assessoria
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