acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Economia

Seca já afeta preço de energia da indústria

01/11/2012 | 16h31

 

Os efeitos da seca prolongada que castiga várias regiões do país, principalmente nos extremos do Brasil, como o Semiárido nordestino e a Região Sul, ainda pode chegar ao bolso do consumidor. O alerta não recai apenas sobre os preços de produtos afetados pela perda de culturas, como a de grãos, ou os impactos na produção animal. Especialistas temem agora os efeitos desse cenário no preço da energia consumida pelas indústrias e residências. A estiagem deste ano levou autoridades a decretar situação de emergência em mais de mil cidades brasileiras.
A explicação está nos atuais níveis dos reservatórios em todo o país, que alimentam as usinas hidrelétricas, geradoras das energias mais baratas. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios no Sudeste estão com apenas 37% da capacidade, enquanto no Nordeste, essa porcentagem chega a 34% e no Norte e Sul, 41%.
“Está chovendo pouco, as hidrelétricas estão com os reservatórios baixos e estamos sendo obrigados a gerar energia com térmicas caras”, explicou Paulo Pedrosa, presidente executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).
Como o volume não é suficiente para atender a demanda do mercado, o sistema busca energia oferecida por outras usinas, como as térmicas a gás, óleo e diesel, que podem custar mais de dez vezes o valor da energia gerada a partir dos reservatórios. O resultado, segundo Pedrosa, já é sentido pelas indústrias que compram direto do mercado livre de energia, como as de aço, alumínio, cimento e produtos químicos. Pelas contas da Abrace, a fatura de novembro para o setor pode chegar a R$ 500 milhões.
“O último leilão de hidrelétrica, o de Teles-Pires, ofertou energia de R$ 58 o megawatt/hora. Hoje estamos gerando até com térmicas que custam R$ 1.060”, exemplificou. Segundo ele, quando o reajuste chegar nas distribuidoras de energia, como a Light e a Eletropaulo, o preço será cobrado dos consumidores.
Pedrosa destaca que o Brasil tem uma condição especial para produzir energia barata a partir de reservatórios, mas, segundo ele, a situação atual, somada à estiagem prolongada mostra que esse potencial não tem sido aproveitado. “Infelizmente temos usado menos do que poderíamos dessa vocação e temos diminuído a capacidade de reservatórios das hidrelétricas. As últimas [hidrelétricas] construídas têm menos reservatórios. Estamos perdendo a capacidade de armazenar energia quando tinha muita chuva e usar essa energia no período da seca”, afirmou.
O presidente da Abrace lembra que a situação deste ano se aproxima da do cenário de 2008 e de 2001, quando ocorreu o racionamento de energia que ficou conhecido como “apagão”.
Com a seca atípica deste ano, o volume de chuva, apenas no mês de outubro, no Nordeste atingiu 42% da média, no Norte e Sudeste do país, o nível de chuva não ultrapassou os 65% da média dos meses de outubro. Apesar do cenário ainda pessimista, Pedrosa acredita que a forte chuva que caiu nesta madrugada (1º), em Brasília, pode ser um bom sinal para os próximos dias. “Mas tem que chover um pouco abaixo de Brasília, na área de Minas Gerais. É aquela água que enche os principais reservatórios do Brasil inclusive do Nordeste”, disse.
Apesar das perspectivas de reajustes nos preços de energia, Pedrosa afasta qualquer possibilidade de um novo racionamento. “Temos mais recursos hoje. O problema não é um problema de apagão, mas de pagão”, garantiu. “Há problema de preço que afeta a competitividade muito em função desta baixa chuva. Mas não há problema estrutural e o sistema não está em risco nem por falha de razão elétrica nem por falhas de razões energéticas”, acrescentou.

Os efeitos da seca prolongada que castiga várias regiões do país, principalmente nos extremos do Brasil, como o Semiárido nordestino e a Região Sul, ainda pode chegar ao bolso do consumidor. O alerta não recai apenas sobre os preços de produtos afetados pela perda de culturas, como a de grãos, ou os impactos na produção animal. Especialistas temem agora os efeitos desse cenário no preço da energia consumida pelas indústrias e residências. A estiagem deste ano levou autoridades a decretar situação de emergência em mais de mil cidades brasileiras.


A explicação está nos atuais níveis dos reservatórios em todo o país, que alimentam as usinas hidrelétricas, geradoras das energias mais baratas. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios no Sudeste estão com apenas 37% da capacidade, enquanto no Nordeste, essa porcentagem chega a 34% e no Norte e Sul, 41%.


“Está chovendo pouco, as hidrelétricas estão com os reservatórios baixos e estamos sendo obrigados a gerar energia com térmicas caras”, explicou Paulo Pedrosa, presidente executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).


Como o volume não é suficiente para atender a demanda do mercado, o sistema busca energia oferecida por outras usinas, como as térmicas a gás, óleo e diesel, que podem custar mais de dez vezes o valor da energia gerada a partir dos reservatórios. O resultado, segundo Pedrosa, já é sentido pelas indústrias que compram direto do mercado livre de energia, como as de aço, alumínio, cimento e produtos químicos. Pelas contas da Abrace, a fatura de novembro para o setor pode chegar a R$ 500 milhões.


“O último leilão de hidrelétrica, o de Teles-Pires, ofertou energia de R$ 58 o megawatt/hora. Hoje estamos gerando até com térmicas que custam R$ 1.060”, exemplificou. Segundo ele, quando o reajuste chegar nas distribuidoras de energia, como a Light e a Eletropaulo, o preço será cobrado dos consumidores.


Pedrosa destaca que o Brasil tem uma condição especial para produzir energia barata a partir de reservatórios, mas, segundo ele, a situação atual, somada à estiagem prolongada mostra que esse potencial não tem sido aproveitado. “Infelizmente temos usado menos do que poderíamos dessa vocação e temos diminuído a capacidade de reservatórios das hidrelétricas. As últimas [hidrelétricas] construídas têm menos reservatórios. Estamos perdendo a capacidade de armazenar energia quando tinha muita chuva e usar essa energia no período da seca”, afirmou.


O presidente da Abrace lembra que a situação deste ano se aproxima da do cenário de 2008 e de 2001, quando ocorreu o racionamento de energia que ficou conhecido como “apagão”.


Com a seca atípica deste ano, o volume de chuva, apenas no mês de outubro, no Nordeste atingiu 42% da média, no Norte e Sudeste do país, o nível de chuva não ultrapassou os 65% da média dos meses de outubro. Apesar do cenário ainda pessimista, Pedrosa acredita que a forte chuva que caiu nesta madrugada (1º), em Brasília, pode ser um bom sinal para os próximos dias. “Mas tem que chover um pouco abaixo de Brasília, na área de Minas Gerais. É aquela água que enche os principais reservatórios do Brasil inclusive do Nordeste”, disse.


Apesar das perspectivas de reajustes nos preços de energia, Pedrosa afasta qualquer possibilidade de um novo racionamento. “Temos mais recursos hoje. O problema não é um problema de apagão, mas de pagão”, garantiu. “Há problema de preço que afeta a competitividade muito em função desta baixa chuva. Mas não há problema estrutural e o sistema não está em risco nem por falha de razão elétrica nem por falhas de razões energéticas”, acrescentou.

 



Fonte: Agência Brasil
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar