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Etanol em elevação

São Paulo cria Comissão Especial de Bioenergia

25/04/2007 | 00h00

A produtividade da cana-de-açúcar no estado de São Paulo deverá aumentar 30% nos próximos cinco anos e a produção de etanol deverá dobrar até 2014. As projeções são do físico José Goldemberg, nomeado ontem pelo governador José Serra (PSDB) coordenador da Comissão Especial de Bioenergia do Estado de São Paulo.

A comissão reúne secretários estaduais de seis pastas e especialistas da três universidades paulistas: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), além da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp). Em seis meses, eles irão apresentar um plano de bioenergia para São Paulo.

O Plano de Bioenergia a ser criado em São Paulo será responsável também por desenvolver técnicas de sustentabilidade e terá como principais metas a redução de emissões de gases de efeito estufa e a substituição de fontes não renováveis de energia. A expansão da indústria de máquinas e equipamentos, além da criação de novas oportunidades de emprego e renda e aumento da produção científica e tecnológica, são outras metas a serem alcançadas nos estudos.

"Nós precisamos juntar todas essas análises para ter uma orientação para dar para São Paulo e para o Brasil, uma vez que São Paulo detém dois terços da produção de álcool e responde por 75% das exportações desses produtos. O estado tem o dever de cuidar de sua economia e da sua produção de maneira organizada", afirmou Serra.

O vice-governador e secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), acredita que o modelo noerteará políticas públicas para o setor em todo o País. "O nosso campo de atuação é o estado de São Paulo, mas o objetivo é atender também ao Brasil", afirmou Goldman.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, elogiou a iniciativa e lembrou que o governo Serra, diferentemente dos demais, se preocupa em bter resultados práticos das iniciativas.

O governador afirmou que São Paulo precisa investir na elevação da produtividade das áreas já plantadas, estimadas em cerca de 4,2 milhões de hectares. "É evidente que tendo terrenos mais baratos em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, por exemplo, os investimentos tendem a ir para estes estados. O que temos de expandir é via produtividade", disse Serra.

Goldemberg afirma que é possível expandir a produtividade. Ele cita o resultado de experiências obtidas no Centro Tecnológico da Copersucar, em Piracicaba. A empresa conseguiu produzir 8 mil litros de álcool por hectare plantado, o dobro do registrado anteriormente. "Eu estou convencido de que essa produtividade [área cultivada] pode aumentar ainda 30%, provavelmente em cinco anos, com a expansão que está ocorrendo", disse o físico.

Segundo ele, o motor desse crescimento de produção de cana-de-açúcar em São Paulo é o conjunto de 40 usinas a serem construídas no estado, que só dependem de autorizações ambientais. "Essas 40 usinas devem utilizar tecnologia mais moderna, ou seja, elas vão produzir mais álcool na mesma área que já possuem. Além disso, essas usinas estão ficando mais eficientes, pois estão produzindo eletricidade por causa da co-geração", afirma Goldemberg.

Atualmente, dos 4,2 milhões de hectares plantados em São Paulo, 2 milhões são destinados para produção de etanol e outros 2 milhões para açúcar. A área destinada a produção de etanol deverá dobrar, ou seja, agintir 4 milhões de hecatares nos próximos oito anos.



Fonte: Jornal do Commercio
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