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Rosneft avalia que HRT vive momento crítico

24/04/2013 | 09h26

 

Um ano e meio depois investir US$ 1 bilhão no país para adquirir 45% da HRT O&G, petrolífera nacional que explora concessões na Amazônia, a companhia russa TNK-BP, adquirida pela Rosneft, se depara com um momento importante no Brasil. Até julho serão conhecidos os projetos que a HRT e a Petrobras, que já produz óleo e gás na região, estudam em conjunto para viabilizar as reservas de gás natural que tem na bacia do Solimões. Elas estão perto do campo de Juruá, da estatal, a 50 km de Urucu, onde começa o gasoduto da estatal até Manaus.
Não por acaso, o vice-presidente sênior de exploração da TNK-BP, Chris Einchcomb, diz que o momento é crítico para o projeto amazônico da companhia. Não só para mostrar resultados para a Rosneft, que ainda precisa se familiarizar com a operação no Brasil, como também porque avalia que é o momento de definir investimentos.
Os estudos em curso vão mostrar o porte dos projetos que poderão ser levados adiante e, também, se a HRT e a Petrobras serão parceiras ou não, explicou Einchcomb, um britânico que vem com regularidade ao Brasil mas tem sua base em Moscou. Até o momento, a HRT descobriu reservas certificadas de 1 trilhão de pés cúbicos (TCFs) de gás na Amazônia mas o executivo diz que há potencial para mais descobertas que poderão justificar investimentos para suprir energia para o sistema interligado nacional (SIN).
Estão em análise diversas possibilidades de monetização desse gás, entre elas o uso em mini-plantas de geração elétrica, o insumo para produção de diesel ("gas to liquid") e ainda a transformação em gás natural liquefeito (GNL), o qual pode ser transportado até os centros de consumo por meio de rios.
"É um momento crítico para o projeto por várias razões. Encontramos gás de qualidades, os poços são produtivos e têm fluxos elevados. Acredito que existem soluções tecnológicas disponíveis e precisamos esperar", disse Eichmcomb.
Os estudos vão mostrar as sinergias com a infraestrutura da Petrobras e só então as duas empresas decidirão se vão seguir juntas ou separadas. Disso vai depender a escala dos projetos e os investimentos da HRT e da Rosneft no país nos próximos anos.
"Em termos de investimentos, vai depender da escala dos projetos e se vão ser feitos em parceria. Se ficarmos juntos, a escala será maior", disse, explicando que se a Petrobras ficar, um acordo pode ser assinado até o fim deste ano.
Questionado sobre as pressões de acionistas da companhia sobre o fundador Marcio Mello, a quem culpam pelo fraco resultado exploratório da HRT, Eichmcomb não vê assim. Primeiro, lembra que é sócio da empresa, que tem blocos na Amazônia sem ligação com a que explora na Namíbia. E diz que a HRT foi fundamental para a entrada da russa no Brasil. E aponta que o sucesso exploratório foi de 60% a 70%, com o prazo para perfurações de poços caindo de 150 para 60 dias com a tecnologia trazida pelos sócios.
Ocorre que, diz ele, não foram encontrados reservatórios de óleo capazes de justificar uma exploração comercial, o que levou aos estudos para comercializar as descobertas de gás, cujo mercado tem dinâmica diferente do petróleo.
Só quando souber a escala do projeto da Amazônia será possível dizer quanto a Rosneft ainda vai investir no país. Junto com o Golfo do México e África, Eichmcomb afirma que o Brasil é uma das cinco prioridades de investimento no mundo para qualquer grande companhia do setor. O executivo explicou que a companhia não vai participar da 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo (ANP) porque não houve tempo hábil para as autorizações devido ao processo em curso de integração da TNK-BP coma Rosneft. A fusão é resultado de uma operação de US$ 56 bilhões incluindo ações.
Einchcomb acha provável a participação da Rosneft no leilão de áreas no pré-sal, que serão oferecidas no formato de partilha da produção. A companhia explora o Ártico nesse modelo nos projetos Sakhalin I, II e III junto com Exxon e Shell. Além do Brasil a empresa opera na Venezuela, Vietnã, Estados Unidos, Canadá e Noruega.

Um ano e meio depois investir US$ 1 bilhão no país para adquirir 45% da HRT O&G, petrolífera nacional que explora concessões na Amazônia, a companhia russa TNK-BP, adquirida pela Rosneft, se depara com um momento importante no Brasil. Até julho serão conhecidos os projetos que a HRT e a Petrobras, que já produz óleo e gás na região, estudam em conjunto para viabilizar as reservas de gás natural que tem na bacia do Solimões. Elas estão perto do campo de Juruá, da estatal, a 50 km de Urucu, onde começa o gasoduto da estatal até Manaus.


Não por acaso, o vice-presidente sênior de exploração da TNK-BP, Chris Einchcomb, diz que o momento é crítico para o projeto amazônico da companhia. Não só para mostrar resultados para a Rosneft, que ainda precisa se familiarizar com a operação no Brasil, como também porque avalia que é o momento de definir investimentos.


Os estudos em curso vão mostrar o porte dos projetos que poderão ser levados adiante e, também, se a HRT e a Petrobras serão parceiras ou não, explicou Einchcomb, um britânico que vem com regularidade ao Brasil mas tem sua base em Moscou. Até o momento, a HRT descobriu reservas certificadas de 1 trilhão de pés cúbicos (TCFs) de gás na Amazônia mas o executivo diz que há potencial para mais descobertas que poderão justificar investimentos para suprir energia para o sistema interligado nacional (SIN).


Estão em análise diversas possibilidades de monetização desse gás, entre elas o uso em mini-plantas de geração elétrica, o insumo para produção de diesel ("gas to liquid") e ainda a transformação em gás natural liquefeito (GNL), o qual pode ser transportado até os centros de consumo por meio de rios.


"É um momento crítico para o projeto por várias razões. Encontramos gás de qualidades, os poços são produtivos e têm fluxos elevados. Acredito que existem soluções tecnológicas disponíveis e precisamos esperar", disse Eichmcomb.


Os estudos vão mostrar as sinergias com a infraestrutura da Petrobras e só então as duas empresas decidirão se vão seguir juntas ou separadas. Disso vai depender a escala dos projetos e os investimentos da HRT e da Rosneft no país nos próximos anos.


"Em termos de investimentos, vai depender da escala dos projetos e se vão ser feitos em parceria. Se ficarmos juntos, a escala será maior", disse, explicando que se a Petrobras ficar, um acordo pode ser assinado até o fim deste ano.


Questionado sobre as pressões de acionistas da companhia sobre o fundador Marcio Mello, a quem culpam pelo fraco resultado exploratório da HRT, Eichmcomb não vê assim. Primeiro, lembra que é sócio da empresa, que tem blocos na Amazônia sem ligação com a que explora na Namíbia. E diz que a HRT foi fundamental para a entrada da russa no Brasil. E aponta que o sucesso exploratório foi de 60% a 70%, com o prazo para perfurações de poços caindo de 150 para 60 dias com a tecnologia trazida pelos sócios.


Ocorre que, diz ele, não foram encontrados reservatórios de óleo capazes de justificar uma exploração comercial, o que levou aos estudos para comercializar as descobertas de gás, cujo mercado tem dinâmica diferente do petróleo.


Só quando souber a escala do projeto da Amazônia será possível dizer quanto a Rosneft ainda vai investir no país. Junto com o Golfo do México e África, Eichmcomb afirma que o Brasil é uma das cinco prioridades de investimento no mundo para qualquer grande companhia do setor. O executivo explicou que a companhia não vai participar da 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo (ANP) porque não houve tempo hábil para as autorizações devido ao processo em curso de integração da TNK-BP coma Rosneft. A fusão é resultado de uma operação de US$ 56 bilhões incluindo ações.


Einchcomb acha provável a participação da Rosneft no leilão de áreas no pré-sal, que serão oferecidas no formato de partilha da produção. A companhia explora o Ártico nesse modelo nos projetos Sakhalin I, II e III junto com Exxon e Shell. Além do Brasil a empresa opera na Venezuela, Vietnã, Estados Unidos, Canadá e Noruega.

 



Fonte: Valor Econômico
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