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Setor naval

Rosinha ataca regras para licitação de novos petroleiros

09/09/2004 | 00h00

A governadora Rosinha Matheus já prepara um novo round em sua disputa com a Petrobras. Na próxima segunda-feira, ela vai se reunir com representantes da indústria naval fluminense para apresentar a proposta do edital de licitação que a Transpetro - subsidiária de transportes da Petrobras - tem no forno. A governadora sustenta que, na competição, a subsidiária não dará preferência aos estaleiros já abertos e permitirá que mesmo empresários de outros setores entrem na disputa.
- O edital vai proporcionar que qualquer empresário, de qualquer Estado, ganhe a licitação para conseguir um empréstimo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), construa um estaleiro e depois fabrique navios. Eu pergunto, por que não oferecer oportunidades para revitalizar o parque do setor naval que já existe? - dispara Rosinha.
Segundo ela, a medida será um golpe nos estaleiros fluminenses, que estão muito mais aptos a se adequar à construção desse tipo de navio do que quem vai começar do zero.
- Como fazer uma licitação para esperar a empresa se formar e depois vender o produto? Estão comprando papel? É muito mais barato investir em quem já está no meio do caminho. Fazer o contrário é querer inventar a roda - questiona a governadora. - Já disse ao Sérgio (Machado, presidente da Transpetro) que vou ser contra e vou me reunir com o setor naval.
Machado, por sua vez, afirma que não há no país estaleiros capazes de fabricar os 22 navios de grande carga que transportarão petróleo.
- Qual estaleiro está pronto? Há 16 anos não se constrói navios de grande porte no Brasil. Acho que a governadora pode e deve liderar o processo de modernização dos estaleiros fluminenses - rebate.
Desde 1999, 18 estaleiros foram reabertos no Estado, gerando 130 mil empregos diretos e indiretos. Rosinha sugere que o governo federal, via BNDES (leia-se Fundo de Marinha Mercante) invista na modernização desses estaleiros.
- Não posso aceitar retaliação porque o oleoduto (entre a Bacia de Campos e São Paulo) não saiu. Ele não foi feito porque ainda não se definiu qual será o mapa da indústria de refino do país. Não pode primeiro carregar o petróleo para depois dizer para onde vai o parque de refino - defende a governadora.
Sérgio Machado evitou dar prazos para o lançamento do edital que tira o sono da indústria naval. O valor da licitação é de US$ 1 bilhão.
- A indústria do petróleo terá uma expansão natural se o governo federal deixar. Eles reduziram investimentos no Rio e estão tirando novos investimentos daqui. A plataforma PRA-1 tinha preço menor e mesmo assim foi construída na Bahia - critica Rosinha. - Nada cai do céu.
Estimativa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) dá conta de que até 2005 serão aplicados no Estado cerca de US$ 21 bilhões, dos quais o setor público (em todas as esferas) aportará quase a metade. Só a Petrobras aportará mais US$ 28 bilhões até 2010.
A governadora ressaltou que o Estado não está parado na captação de novos negócios e empregos no Rio. Ontem mesmo, Rosinha recebeu no Palácio Guanabara representantes da indústria farmacêutica indiana Salus Biotec, que pretendem instalar uma unidade em Campos. Segundo Rosinha - totalmente recuperada da anemia que a abateu -, outro avanço é a mudança dos vôos nacionais para o Aeroporto Internacional do Galeão/Tom Jobim.
- Embora não estejamos aportando recursos, estamos negociando com a Infraero e o DAC (Departamento de Aviação Civil) o aumento da grade de vôos que chegam ali.
Decreto da governadora publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 3, troca créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) da Varig por mais sete vôos com capitais internacionais - Buenos Aires, Nova York, Miami, Madri, Paris e Frankfurt e, a partir de novembro, Lisboa - e aumento da freqüência para quatro cidades no Brasil - Florianópolis, Foz do Iguaçu, Salvador e Porto Alegre.
- A medida pode incentivar não só o turismo, mas também os negócios. Se a pessoa sai da Europa e quer descobrir o Rio para fazer negócio mas desembarca em São Paulo, não chega - diz a governadora.
Segundo ela, a Air France tem registrado vôos lotados para Paris partindo do Rio, enquanto a ocupação da aeronave - que sai no mesmo horário de São Paulo - não passa de 65%.
- E isso deve ser pensado até mesmo para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Ou todos vão ter que esperar duas ou três horas em São Paulo para chegar ao Rio - critica.
Segundo a governadora, além de reforçar o fluxo de turistas que chegam à cidade, o aumento dos vôos no Galeão vai reativar ainda o terminal de cargas, que hoje é subutilizado.



Fonte: Jornal do Brasil
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