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Petroquímica

Riopol negocia novo prazo para pagar bancos

16/02/2006 | 00h00

Os sócios do Rio Polímeros (Riopol), empresa que fabrica na mesma unidade produtos de primeira e de segunda geração petroquímica - eteno e polietileno - , estão negociando com seus financiadores a prorrogação, por um ano, do prazo de pagamento dos empréstimos totais de aproximadamente US$ 640 milhões tomados para a construção da unidade. A Riopol está localizada em Duque de Caxias. Uma reunião realizada, na semana passada, em Washington (EUA), marcou a formalização da proposta que tem como justificativa o atraso no início operação da fábrica, inaugurada em junho do ano passado.

Do lado dos credores estão o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Eximbank americano e a Sace, instituição italiana que coordenou um "pool" de bancos internacionais. Do lado dos sócios estão os grupos Unipar (33,3% do capital), Suzano (33,3%), a Petrobras (16,7%) e o BNDES, que além de financiar US$ 290 milhões detém outros 16,7% da petroquímica.

A Riopol custou US$ 1,08 bilhão, dos quais os sócios entraram com 40% e os financiadores com o restante. O financiamento é na modalidade "project finance", no qual o pagamento é feito com o fluxo de caixa da empresa e a principal garantia são os seus ativos. Pelo cronograma original, o pagamento seria feito em 11 anos e a primeira parcela seria paga seis meses após o começo das operações da unidade.

É aí que começa o problema. Pelo cronograma original, a Riopol seria inaugurada em abril do ano passado, devendo estar produzindo por volta de junho. Depois esse prazo foi revisto e a inauguração ficou para junho, como efetivamente ocorreu, no dia 23, devendo as primeiras sacas de polietilenos estarem sendo transportadas para os clientes no final de agosto ou início de setembro. A estimativa era de que a unidade, que tem capacidade nominal de 540 mil toneladas/ano, produzisse até dezembro 130 mil toneladas de polietilenos. Isso geraria uma receita de aproximadamente US$ 150 milhões, considerando que na época o preço do polietileno estava em torno de US$ 1.150 por tonelada.

Mas problemas técnicos surgidos durante o início dos trabalhos, especialmente da unidade de polietileno, retardaram esse montante de produção. Apenas 20 mil toneladas de polietileno foram produzidas no ano passado, o que dá uma receita inferior a US$ 30 milhões, mesmo considerando o aumento da cotação em dólar por conta da valorização do real. É com base nessa defasagem que a empresa está buscando agora uma reestruturação dos empréstimos.

"Em função do início da produção da Rio Polímeros ter ocorrido além do prazo previsto, está em andamento uma reestruturação do financiamento da empresa, o que é um processo natural e que resultará na ampliação do prazo de amortização. A Riopol inovou ao utilizar um `project finance`, modelo de financiamento pioneiro no setor petroquímico brasileiro, concedido a grandes projetos de infra-estrutura. Nesse modelo, a geração de caixa no período operacional da empresa é a garantia para os credores", foi a resposta sucinta dada pela empresa ao pedido de detalhamento da operação.

Tanto os sócios como a própria Riopol estão evitando falar do assunto para evitar problemas no processo de negociação que está sendo feito em bloco. Segundo o Valor apurou, a expectativa é de que o assunto esteja

resolvido rapidamente. O fato de tratar-se da primeira petroquímica integrada do país, e também a primeira que usa gás e não nafta como matéria-prima, é considerado até pelo BNDES, que é sócio e credor, como um fator determinante para o atraso operacional verificado. A petroquímica pretende chegar ao final deste ano operando a 95% da capacidade. A meta é produzir 460 mil toneladas neste ano, 150 mil das quais serão exportadas.



Fonte: Valor Econômico
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