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Petroquímica

Riopol comercializa as primeiras 50 toneladas de resinas

30/11/2005 | 00h00

A Rio Polímeros (Riopol) começou a produzir polietileno, matéria-prima para a indústria de plástico. Já foram produzidas cerca de mil toneladas e as primeiras 50 toneladas do produto foram comercializadas e seguiram na semana passada para um fabricante de filmes no Estado de São Paulo.

A Riopol também já vende subprodutos do processo de produção de eteno, como hidrogênio para Petrobras e propeno grau polímero para a Unidade de Polipropileno da Suzano Petroquímica.

A empresa começou a operar na primeira linha de produção, com capacidade de 270 mil toneladas/ano e dedicada ao Polietileno Linear de Baixa Densidade (PELBD). A segunda linha de reação, de Polietileno de Alta Densidade (PEAD), terá a produção iniciada na próxima semana.

Até o final de 2005, a companhia vai produzir um total de 25 mil toneladas de polietilenos. Para 2006, a produção estimada é de 470 mil toneladas, sendo que 150 mil toneladas serão destinadas ao contrato de exportação com a trading norte-americana Vinmar e 320 mil toneladas serão colocadas no mercado interno.

De março de 2003, quando a Riopol iniciou o período de pré-marketing, até junho deste ano, a empresa comercializou mais de 90 mil toneladas de polietilenos similares aos que produz. Com o objetivo de introduzir a marca no mercado, a ação permitiu estruturar a área comercial, o sistema de logística, além de criar a carteira de clientes – formada hoje por cerca de 300 companhias de terceira geração.

A capacidade de produção anual da Riopol é 540 mil toneladas de polietileno, 520 mil toneladas de eteno e 75 mil toneladas de propeno. A expectativa de faturamento da empresa em um ano de produção plena é de cerca de US$ 650 milhões. Nos primeiros 10 anos de operação, a Riopol destinará um total de 1,2 milhão de tonelada de polietileno para o mercado externo, por meio de um contrato de cerca de US$ 1 bilhão com a trading norte-americana Vinmar International Ltd.

 O controle acionário da Riopol é dividido entre quatro grupos, sendo dois privados: Suzano Petroquímica (33,3%); Unipar (33,3%); Petroquisa (16,7%) – subsidiária da Petrobras – e BNDESPAR (16,7%). O projeto foi idealizado há mais de 20 anos, como uma peça que faltava para o desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro. Isso porque a fábrica tem localização privilegiada – próxima da matéria-prima, o gás natural, e do mercado consumidor do Sudeste – e sua produção tem potencial para estimular a chegada de novas indústrias de transformação de plástico ao Estado.



Fonte: Redação
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