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Brasil-Venezuela

Rio perde e refinaria fica no Nordeste

15/02/2005 | 00h00

Unidade será instalada em Pernambuco e governo fluminense dá como certo investimento em petroquímica.

Veio de Caracas, na Venezuela, o anúncio da derrota do Rio na disputa pela refinaria de petróleo. De lá a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, informou que a nova unidade de refino do óleo será instalada no estado de Pernambuco, erguida em associação com a estatal venezuelana Petroleos de Venezuela S.A (PDVSA), e se chamará Abreu e Lima, general pernambucano que lutou ao lado de Simon Bolívar na libertação do país presidido por Hugo Chávez.
A refinaria, que vinha sendo disputada por vários estados brasileiros, entre eles Rio e Espírito Santo, custará US$ 2 bilhões e está planejada para produzir cerca de 250 mil barris por dia.
O secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Victer, não considerou uma derrota o projeto ficar em Pernambuco. Isso porque o secretário já dá como certo o investimento da estatal em um empreendimento petroquímico de US$ 6 bilhões no estado do Rio, juntamente com o grupo Ultra. Apesar da confiança, o empresário Paulo Cunha, diretor-presidente do Ultra, adiantou a este jornal, no último dia 9, que tal decisão ainda não foi tomada pelos sócios do empreendimento.
Por apresentar déficit de derivados, a região Nordeste sempre necessitou de uma nova refinaria. Em toda região, apenas a Bahia dispõe de uma unidade semelhante: a Landulfo Alves (Relan), também da Petrobras.
Para a analista do Espírito Santo Securities, Mônica Araújo, a parceria firmada com e a PDVSA é um bom negócio para a Petrobras, por dividir o custo da construção de uma refinaria. A localização, no entanto, causou estranheza.
- Normalmente, o que pesa na escolha é o centro produtor ou o centro consumidor, o que, em nenhum dos dois casos, se aplica ao estado do Pernambuco. A única justificativa para a escolha seria o déficit de refino no Nordeste, que causa forte concorrência de produtos importados na região - avalia.
O diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), Adriano Pires, ressalta a instabilidade política da Venezuela como um fator de risco ao negócio.
- A PDVSA é fortemente influenciada por questões políticas. Recentemente, Hugo Chávez anunciou que fecharia as refinarias da companhia nos EUA, o que demonstra apenas conteúdo político na decisão, já que o mercado americano é um dos mais importantes do mundo. O acordo com a Petrobras ficará vulnerável a turbulências políticas na Venezuela, até mesmo com a possível queda de Chávez do poder - alerta.
Segundo estudo da Sondotécnica, empresa de engenharia presidida por Paulo Rotstein, ex-conselheiro da Petrobras e considerado um dos pais do Proálcool, seriam necessárias outras três refinarias no país, com investimento de US$ 15 bilhões. Este seria o custo da auto-suficiência de fato de petróleo do país.



Fonte: Jornal do Brasil
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