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Energias Alternativas

Rio Grande do Sul vai sediar novos parques eólicos

27/08/2010 | 10h53
O parque gaúcho de geração de energia eólica aumentará de tamanho até 2013. No leilão de fontes alternativas realizado nesta quinta-feira, venderam a energia de projetos a serem implementados no Rio Grande do Sul as empresas Enerfin, Oleoplan, REB 11 e CPE. As usinas eólicas desses empreendedores deverão ser instaladas nos municípios de Osório, Viamão, Rio Grande e Palmares do Sul.

De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a licitação movimentou R$ 17,5 bilhões e negociou 129,4 milhões de MWh. A CCEE informou que 56 usinas venderam no leilão, sendo cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), uma térmica a bagaço da cana-de-açúcar e 50 usinas eólicas. O Rio Grande do Sul só obteve êxito na disputa eólica. Se for considerada apenas a potência instalada, os empreendimentos eólicos viabilizarão a geração de cerca de 1,55 mil MW (cerca de 45% da demanda média de energia do Estado). Cada MW instalado dessa fonte absorve cerca de R$ 5 milhões. Do total, o Rio Grande do Sul conquistou 225 MW de potência instalada. O resultado fará com que o Estado, se somados os parques já em operação e em construção, alcance uma capacidade instalada de 631 MW em energia eólica.

Uma das empresas bem-sucedidas no leilão, a gaúcha Oleoplan, que já tem experiência na extração de óleos vegetais e na produção de biodiesel, decidiu apostar em outro segmento das fontes alternativas de energia. O presidente da companhia, Irineu Boff, relata que o parque será construído próximo a Lagoa dos Patos, no município de Viamão. O complexo terá uma capacidade instalada de 10,8 MW e, conforme o dirigente, absorverá um investimento de cerca de R$ 40 milhões. "Essa será nossa primeira experiência com a energia eólica e a meta é expandirmos nessa área", adianta Boff. O executivo adianta que as obras da usina deverão ser iniciadas em seis meses e concluídas em meados de 2012.

Boff revela que a Oleoplan entrou no leilão ofertando uma capacidade de 100 MW, mas como os preços da venda de energia foram caindo, esse volume também foi sendo reduzido.
 
"Tínhamos como plano vendermos no mínimo 10 MW, não importasse o preço, para entrarmos nesse negócio", comenta o presidente da Oleoplan. O dirigente acrescenta que a competição com os projetos do Nordeste é muito difícil, pois eles contam com condições de financiamentos melhores, com prazos mais longos e juros mais curtos. No entanto, Boff argumenta que, com o passar do tempo, os locais onde se verificam ventos mais intensos nessa região vão sendo ocupados e a tendência é de que isso faça aumentar a competitividade dos empreendimentos gaúchos nos próximos leilões.

O diretor regional-Sul da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Afonso Aguilar, comenta que a entidade ficou satisfeita com o resultado do leilão. "Quanto mais certames forem realizados, a indústria do setor se consolida no País e caem as tarifas para o consumidor final", aponta Aguilar. Sobre a competição entre os projetos do Nordeste e do Sul do Brasil, o dirigente diz que a ABEEólica é contra uma regionalização dos leilões. Aguilar defende, no caso do Sul do País, uma ação política que aumente a competitividade dos projetos através de mecanismos como, por exemplo, linhas de crédito específicas para o segmento de infraestrutura.

Do total do volume de energia movimentado no leilão, 12,6 milhões de MWh foram relativos a PCHs, cujos contratos são de 30 anos. O preço médio foi de R$ 146,99/MWh, deságio de 5,16% em relação aos R$ 155/MWh iniciais. Os outros 116,7 milhões de MWh são referentes a térmica a biomassa e usinas eólicas, cujos contratos são de 20 anos. O preço médio foi de R$ 134,23/MWh, deságio de 19,6% em relação ao preço-teto de R$ 167/MWh. As usinas eólicas Costa Branca e Pedra Petra ofereceram o preço mais baixo do leilão, de R$ 130,43/MWh. Os maiores vendedores do leilão foram a Iberdrola, que negociou a energia de nove usinas eólicas, e a empresa Asa Branca, que vendeu a energia de oito projetos eólicos.

O leilão de fontes alternativas tem como objetivo contratar energia para atender à demanda das distribuidoras brasileiras a partir de 2013. Nessa concorrência, biomassa e eólica disputaram entre elas e as PCHs entre si. Na quinta-feira, também foi realizado o leilão de reserva, que tem como meta contratar um volume de energia além do que as concessionárias solicitam, e no qual a concorrência é totalmente separada. Até o final dessa edição, essa concorrência não havia terminado.

Sócios da Norte Energia projetam investir R$ 560 milhões até o final do ano

Os acionistas da Norte Energia S.A., sociedade constituída para tocar o projeto da usina de Belo Monte, deverão investir R$ 560 milhões até dezembro para dar início às obras de construção da hidrelétrica no rio Xingu, no Pará. O aporte inicial acertado entre os sócios é de R$ 260 milhões, mas o valor poderá ser acrescido em R$ 300 milhões se a licença para a construção do canteiro de obras sair antes do fim do ano.

Segundo o diretor-presidente da Norte Energia, Carlos Nascimento, as discussões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) sobre o financiamento da obra serão intensificadas a partir da próxima semana. "Estamos agendando reuniões que devem acontecer na primeira semana de setembro. Nossa expectativa é que a configuração de todos os entendimentos esteja concluída até o final do ano.
 
Agora, os contratos efetivos, isso vai demorar um pouquinho mais", afirmou Nascimento, que participou nesta quinta-feira da solenidade de assinatura do decreto de outorga e do contrato de concessão da usina.
Segundo o executivo, os recursos utilizados na construção da usina virão exclusivamente do financiamento do banco de fomento estatal e dos acionistas da Norte Energia. "O aporte será feito pelos acionistas e somente do Bndes. Essa é a intenção e orientação dos acionistas que são nossos controladores", disse.

Nascimento informou ainda que, na próxima semana, a Norte Energia deve fechar a negociação com as construtoras que serão responsáveis pela obra da usina, que terá capacidade instalada de produção de energia de 11.233 megawatts (MW). Nascimento não quis confirmar quais serão as construtoras responsáveis pela obra.

"Existe um acordo complementar que precisa ser realizado e vamos começar a trabalhar nisso. Esperamos que até quarta-feira isso esteja concluído", afirmou. Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa devem participar da construção de Belo Monte.


Fonte: Jornal do Commercio (RS)
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