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Levantamento

Retorno da confiança pode aumentar fusões e aquisições em 2011

31/01/2011 | 11h39
Apesar de um quadro de incerteza econômica e uma lenta recuperação mundial, as atividades de fusões e aquisições aumentaram ligeiramente em 2010, de acordo com análise da Ernst & Young. O volume de negócios cresceu 3% no ano, alcançando US$ 1,9 trilhões em valor, 26% maior do que no ano anterior, mas significativamente menor que o recorde de 2007, quando foram registrados US$ 4,7 trilhões. Para a Ernst & Young, com a maior confiança nos mercados, o número de operações em 2011 deverá ser ainda maior.


O ano de 2010 começou com grande otimismo, com corporações e fundos de private equity com recursos significativos e maior volume de crédito. Porém as companhias se movimentaram com cautela devido a incerteza no cenário global, causada por medidas de austeridade, aumentos de impostos, conflitos regulatórios e questões cambiais, entre outras.


A atividade global de fusões e aquisições teve redução de volume no primeiro semestre de 2010 e um ligeiro crescimento no terceiro trimestre quando quatro dos dez maiores negócios do ano foram anunciados. O quarto trimestre seguiu com menor movimento em função de preocupações com dívidas na Europa.   


Para Ricardo Reis, líder de fusões e aquisições na Ernst & Young Terco, 2010 foi um ano de recuperação com destaque para estes mercados em alto ritmo de crescimento, enquanto nas economias desenvolvidas um limitado volume de transações foi registrado.  O volume de negócios nos BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China) atingiu quase US$ 372 bilhões, 46% a mais que em 2009.


As negociações envolvendo fundos de private equity no mundo totalizaram 1778 com um volume de recursos de US$ 196 bilhões. A Ernst & Young aponta para a possibilidade de um número expressivo de operações envolvendo esses fundos em 2011.


“Na medida em que as companhias superam a crise de 2008, o foco no crescimento retorna”, afirmou Reis. “O primeiro passo, em geral, é um crescimento orgânico e o seguinte são as fusões ou aquisições. As empresas estão acumulando caixa e prontas para novas transações. Falta apenas retomar a confiança para registrarmos um número mais expressivo de fusões e aquisições”, disse Reis.



Fonte: Redação
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