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Energia

Retomada da indústria eleva receita e lucro da CPFL

12/05/2010 | 11h49

O consumo de energia pelo setor industrial retomou o nível pré-crise e ajudou a CPFL a registrar um salto de 38% no lucro líquido do primeiro trimestre, que somou R$ 390 milhões.

 

Além do forte desempenho operacional, o resultado positivo de R$ 23 milhões do plano de previdência da companhia contribuiu para a melhora na última linha do balanço.

 

A receita líquida da distribuidora e geradora de energia atingiu a marca de R$ 2,78 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 16,7% sobre igual período de 2009.

 

A CPFL reconhece que a expansão do resultado foi beneficiada pela fraca base de comparação, já que no início do ano passado a economia sentina os efeitos da crise internacional. Mas destaca que o consumo de energia pelo setor industrial de janeiro a março deste ano, que subiu 14,3% ante 2009, superou em 1,1% o volume registrado em igual período de 2008 - ou seja, já voltou ao nível pré-crise.

Ainda olhando os números de janeiro a março, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) atingiu R$ 809 milhões, com avanço de 22,8% na comparação anual. Assim, a margem lajida, que mede a relação entre esse indicador e a receita, melhorou de 27,6% para 29,1%.

 

Sobre o lajida, no entanto, a companhia faz uma ressalva de que no primeiro trimestre do ano passado tinha sido registrado um resultado não recorrente com efeito negativo de R$ 41 milhões. Descontando esse efeito, a alta no lajida teria sido de 16,9%, em linha com a receita.

 

De acordo com o presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr., a conta de despesas operacionais, de R$ 54 milhões, foi prejudicada por itens extraordinários no valor de R$ 7 milhões e também pelo aumento do gasto com Seguro Acidente de Trabalho, que teve impacto de R$ 9 milhões.

 

Ainda em relação a essa conta, no início do ano passado foi registrado um estorno de provisão para devedores duvidosos no valor de R$ 15 milhões, efeito positivo que não se repetiu agora.

 

Ao analisar o desempenho da demanda por energia, Ferreira Jr. destaca que a indústria está puxando a fila, com alguns segmentos registrando alta de mais de 25% no consumo, como metalurgia e material de transporte.

 

De qualquer forma, ele chama atenção para o consumo dos segmentos residencial e comercial, que não caiu na crise e continua em forte expansão, com alta respectiva de 4,7% e 6,9% na comparação com o início de 2009.

 

Além do crescimento gerado pelo aumento da demanda, a CPFL conta ainda com investimentos em geração para crescer.

 

 

Paralelamente a isso, Ferreira Jr. admite que a companhia olha oportunidades de fusões e aquisições, mas ressalta que não há muitos vendedores no mercado atualmente e que não adianta fechar uma aquisição a qualquer preço. "Somos uma empresa aberta e temos que compartilhar com o mercado as razões para a operação. Senão a ação da companhia cai", afirma.
 



Fonte: Valor Econômico
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