acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
publicidade
Petroquímica

Resina da Braskem disputa com o PET

26/10/2004 | 00h00

A Braskem desenvolveu um novo tipo de polipropileno que vai disputar com a resina tipo PET o mercado de fabricação de embalagens rígidas para bebidas não gaseificadas e produtos de limpeza e higiene pessoal. O segmento tem um potencial de demanda estimado pela companhia em 60 mil toneladas e R$ 300 milhões por ano. A empresa pretende atingir 50% destes níveis de volume e de faturamento num prazo de dois a três anos, disse ontem o vice-presidente da unidade de poliolefinas, Luiz de Mendonça.
Conforme o executivo, o novo produto foi desenvolvido durante quase dois anos no Centro de Tecnologia e Inovação da empresa no pólo petroquímico de Triunfo (RS). O projeto exigiu um investimento de cerca de R$ 2 milhões e envolveu ainda três parceiros: a Sidel, fabricante de equipamentos de sopro e injeção; a Milliken, indústria de aditivos para resinas; e a produtora de embalagens Packpet.
Lançado semana passada na Feira K, que a cada três anos reúne as principais indústrias petroquímicas e de plásticos do mundo em Düsseldorf, na Alemanha, o PP ISBM (polipropileno com tecnologia "injection stretch blow molding", ou injeção-sopro por estiramento) já está sendo produzido na unidade da Braskem em Triunfo. Segundo Mendonça, o produto é mais resistente a impactos, mais leve (em torno de 20%) e mais barato do que o PET.
As embalagens fabricadas com o novo tipo de polipropileno também são mais indicadas para o envase a quente de bebidas como chás, isotônicos e sucos, o que reduz a necessidade de aplicação de conservantes, explica o diretor. De acordo com ele, o segmento atendido pelo produto ainda é pequeno em comparação com a abrangência do PET, que é "imbatível" para as bebidas gaseificadas, mas as perspectivas futuras de mercado são favoráveis. Ao fim do primeiro ano de operação o executivo já espera atingir uma produção de 10 mil toneladas.
Conforme Mendonça, a demanda pelos diversos tipos de polipropileno vem crescendo, em média, na faixa de 10% a 15% ao ano no país. O desempenho já levou a Braskem a ampliar em 20% a produção da resina no pólo gaúcho neste semestre, para 650 mil toneladas por ano e a empresa também está estudando a implantação de uma nova fábrica do produto em 2007, provavelmente no pólo de Paulínia, lembrou o executivo.



Fonte: Valor Econômico
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar