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Brasil Offshore

Reservatórios offshore: desafios e ganhos no gerenciamento

23/06/2017 | 10h06

Antônio Carlos Capeleiro Pinto, gerente de Engenharia de Reservatórios, Elevação e Escoamento da Petrobras falou, durante painel na última quarta-feira, das técnicas usadas para melhorar o resultado no volume da extração dos reservatórios. O executivo participou da sessão técnica Reservatórios, presidida por Priscila Moczydlower, também da área de Engenharia de Reservatórios da companhia, na Brasil Offshore, Feira e Conferência Internacional de Petróleo e Gás, em Macaé (RJ). Priscila apresentou o assunto na sessão plenária do evento.

O conjunto de técnicas que nos permite extrair o maior volume possível de petróleo dos nossos reservatórios é chamado de gerenciamento de reservatórios. Essa é uma atividade crítica na indústria de petróleo, pois está ligada diretamente ao aumento da receita proveniente do aproveitamento ótimo do potencial dos campos de petróleo.

O efetivo gerenciamento de reservatório, no entanto, ganha complexidade no ambiente de águas profundas e ultraprofundas, onde estão concentrados os nossos principais projetos. Em campos localizados em terra ou em águas rasas, os custos de intervenção nos poços são menores. Já em projetos de águas ultraprofundas, o custo de deslocar uma sonda para fazer essas intervenções é muito alto e, por isso, a opção mais econômica é realizar tais operações remotamente, a partir da plataforma de produção. Nós, em parceria com nossos fornecedores, desenvolvemos diversas tecnologias para permitir isso e vamos apresentá-las durante o evento.

“Não é razoável comparar a recuperação em jazidas em águas ultraprofundas na costa brasileira com as do Mar do Norte, predominantemente em águas rasas e desenvolvidas através de plataformas fixas, com sonda disponível para intervenções”, afirma Antonio Pinto.

Um dos problemas com os quais a indústria tem de lidar no dia a dia da operação, por exemplo, é o aparecimento de incrustações, que são depósitos orgânicos ou inorgânicos que podem ocorrer no fundo dos poços e comprometer seu potencial de produção. Nesse caso, a técnica adotada é a injeção de produtos químicos de forma remota para evitar a deposição.

Além dessa solução, o painel mostrou outras técnicas que temos usado para um gerenciamento eficaz de nossos reservatórios. Antônio Pinto discorreu sobre o caso bem-sucedido do campo de Marlim, um dos campos gigantes da empresa. Considerado como um campo maduro, em Marlim foi reduzido o declínio natural da produção, a partir do uso de novas técnicas.

Veja algumas das ações que já adotamos e que apresentamos durante o painel:

Sísmica 4D: é uma espécie de fotografia do subsolo marinho tirada em diferentes momentos. Por meio da comparação entre as imagens obtidas – com intervalo de 3 a 5 anos – é possível identificar áreas pelas quais a água injetada no reservatório não passou e, portanto, não deslocou o petróleo contido ali em direção aos poços por onde esse óleo é produzido. As informações obtidas fornecem suporte à decisão de se perfurar um ou mais novos poços para conseguir produzir esse petróleo não deslocado pela água. A técnica foi utilizada com sucesso em Marlim, produzindo excelentes resultados.

Traçadores: são marcadores químicos injetados no reservatório que permitem que se identifique de que áreas está vindo o óleo produzido, permitindo que se faça uma calibração do modelo de escoamento do petróleo que está contido dentro do reservatório, subsidiando as atividades de gerenciamento de reservatório, como por exemplo o rateio das vazões de injeção entre os poços.

Perfilagem de produção: é uma espécie de eletrocardiograma do poço, realizada por ferramentas conhecidas como perfis elétricos, introduzidas no poço a partir de uma sonda. A corrida deste perfil permite interpretar as condições de saturações de fluidos. A primeira perfilagem, realizada no final da perfuração do poço, identifica as condições originais dos fluidos ao longo de toda a espessura do reservatório. Perfilagens periódicas, durante o período de produção, permitem verificar áreas do poço em que está havendo produção de água excessiva e reduzir essa produção através do isolamento desses intervalos.

Completação inteligente: utilizada com sucesso e de forma intensiva nos campos do pré-sal, a tecnologia permite monitorar remotamente e em tempo real os dados de produção ou injeção, pressão e temperatura de vários intervalos do reservatório. A completação inteligente elimina ainda, durante a vida produtiva dos poços, a necessidade de intervenção com sondas marítimas para realizar isolamento total ou parcial de intervalos com elevada produção de água ou gás. O uso de completação inteligente no pré-sal foi uma das dez tecnologias que levaram à companhia a receber, em 2015, o prêmio OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations, and Institutions, reconhecimento mais importante que uma empresa de petróleo pode receber na qualidade de operadora offshore.

Injeção alternada de água e gás: método eficaz de gerenciamento de reservatório que, por meio da injeção de água e gás na rocha em diferentes momentos, permite a manutenção da pressão e, consequentemente a melhor recuperação do petróleo contido nela. Vem sendo utilizada com bons resultados nos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos.

 

 



Fonte: Redação/Agência Petrobras
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