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Energia

Renova aposta em sinergias para vencer leilão

20/04/2011 | 10h04
Diante de um horizonte cada vez mais promissor para o mercado brasileiro de energia eólica, a Renova Energia promete uma postura agressiva no próximo leilão do setor, que deve ocorrer no início de julho. A empresa aposta na sinergia de sua operação, bem como na eficiência dos seus parques geradores, para oferecer as menores tarifas no certame, no qual espera vender projetos com capacidade total de pelo menos 450 megawatts (MW), volume que demandará investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão.


O valor irá se juntar ao R$ 1,8 bilhão que a Renova já está investindo em 20 parques eólicos que foram contratados nos leilões de 2009 e 2010, com potência total de 457 MW e que começam a operar, a maior parte, em julho de 2012. O volume coloca a empresa em terceiro lugar no mercado eólico brasileiro, atrás da argentina Impsa e da CPFL, que assumiu a vice-liderança após a aquisição da SIIF Énergies, na semana passada.


Além dos parques em desenvolvimento, a Renova tem projetos que somam pouco mais de 2,7 mil MW de energia eólica. Todos os empreendimentos estão concentrados em cinco municípios do interior baiano: Igaporã, Caetité, Guanambi, Riacho de Santana e Pindaí. A proximidade entre os parques é um dos diferenciais que a empresa acredita ter para a elaboração das propostas de tarifa que vão ao leilão.
 

"Podemos ter sinergias importantes nos investimentos em acessos, infraestrutura de transmissão e toda a parte administrativa", exemplificou o co-presidente da Renova, Renato Amaral. Ele citou ainda a manutenção dos fornecedores atuais de equipamentos e serviços como outro subterfúgio para a redução de custos, que pode resultar em uma tarifa menor no leilão ou simplesmente em melhoria nas margens de ganho.


Outra aposta da empresa é a eficiência operacional de seus parques. Amaral afirma que os projetos da Renova contratados nos leilões anteriores podem entregar efetivamente cerca de 55% de sua capacidade total, volume, segundo ele, superior à média do mercado. Como os contratos de venda de energia são baseados na média de entrega durante um ano, o chamado megawatt-hora, o executivo acredita que poderá cobrar uma tarifa mais baixa do que os parques concorrentes.


A expectativa da empresa para o próximo leilão é de que o preço médio fique em torno dos R$ 130 por MWh, em linha com o que se viu no certame anterior. A tarifa vem caindo nos últimos anos, na esteira da chegada ao Brasil das fabricantes estrangeiras de equipamentos eólicos. O maquinário representa cerca de 80% dos custos. Ainda necessária, a importação também está favorável, em razão da queda livre da cotação do dólar em relação ao real.


Caso consiga vender o planejado no próximo leilão, a Renova já terá cumprido sua meta anual de crescimento, estipulada em algo entre 300 MW e 500 MW. Além dos projetos na Bahia, a empresa está prospectando oportunidades em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, onde estão sendo feitas medições do potencial dos ventos.


Única companhia do setor de energias renováveis com ações negociadas em bolsa, a Renova gostou da operação pela qual a CPFL adquiriu a Siif Énergies, por R$ 1,5 bilhão. Segundo Amaral, o preço pago pelo ativo ficou acima do esperado, o que pode representar uma expectativa positiva de valorização das empresas do setor. A Renova é uma sociedade entre a RR Participações, que tem Amaral como um dos sócios, fundos de investimento e o Santander Equity.


Fonte: Valor Econômico
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